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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

ESTATUTO DA DR.ª SOFIA LOUREIRO LOPES

Resposta da senhora presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD de 3/5/2010

 

Nunca referiu que a Dr.ª Sofia Loureiro Lopes, que se encontra a desempenhar funções na autarquia em regime de mobilidade, dependesse directamente da presidente da câmara. Depende sim, devido à especificidade das funções de que está incumbida, directamente da vereadora Celeste Simão.

 

A propósito desta questão a vereadora Celeste Simão disse que não vê razões para ser levantada esta questão, pois trata-se de uma questão de organização interna dos serviços.

CORTE DAS ÁRVORES DA RUA DE ANGOLA

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD de 15/2/2010 

 

Referiu que há muito pouco a dizer sobre este assunto. A informação não está disponível com o nível de pormenor solicitado e a sua pesquisa tornar-se-á uma tarefa morosa e inglória. Disse que apresentou resposta na própria reunião sobre a política de espaços verdes do município. Não havendo mais elementos que lhe permitam responder as questões elencadas, transmitiu que a autarquia dispõe de excelentes técnicos na área dos jardins, referindo-se ao encarregado, à arquitecta paisagista, ao engenheiro agrónomo e à chefe de Divisão de Serviços Urbanos.

RECURSO A CONCUROS URGENTES POR PARTE DO MUNICÍPIO

Declaração dos vereadores do PSD

 

O vereador Belém Coelho deu conta que o excessivo recurso a concursos públicos urgentes por parte dos municípios foi notícia na imprensa. Fez algumas alusões ao facto de não haver planeamento pelos municípios, avançando com obras que podem não ser necessárias, só para “ir atrás” dos financiamentos, por culpa do governo central.

 

Disse ainda que as referências que fez não se tratam de um ataque, mas sim de uma constatação, porque todas as autarquias fazem isso, quando o podem fazer.

 

Deu também conta das preocupações expressadas na notícia pela Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, relativamente aos reduzidos prazos para apresentação das propostas, e terminou referindo que, se, por lado, se pode dizer que as elevadas taxas de financiamento são óptimas, também se pode constatar o reverso, porque se anda atrás da falta de planeamento dos outros, deixando de lado o planeamento feito pela própria entidade.

MANUTENÇÃO E LIMPEZA DOS CANTEIROS DO TRIBUNAL DO TRABALHO

Informação do vereador Rui Serrano e da presidente da câmara

 

A propósito da sugestão apresentada pelos vereadores do PSD na última reunião, para que a Câmara Municipal procedesse à manutenção dos canteiros do Tribunal de Trabalho, o Vereador Rui Serrano, disse que no final do mês de Março o Tribunal de Trabalho solicitou que a autarquia fizesse uma limpeza nos canteiros junto ao edifício. Nesse seguimento, a limpeza foi feita pelos serviços municipais, uma vez que na altura decorria uma intervenção no Polidesportivo Rogério Ribeiro. No entanto, de imediato o Tribunal de Trabalho foi informado que a manutenção e rega ficariam a seu cargo.

 

A presidente da câmara acrescentou que, como podem verificar no local, os canteiros do Tribunal de Trabalho estão em condições, não necessitando qualquer intervenção da autarquia para a sua manutenção. Acrescentou ainda que, por muito boa vontade que possa existir, a Câmara Municipal não se pode substituir às instituições na manutenção dos seus jardins, sob pena de ter que vir a generalizar essa actuação.

ADJUDICAÇÃO DA EMPREITADA DE CONSTRUÇÃO

DO CENTRO ESCOLAR DE ALFERRADE

Intervenção dos vereadores do PSD

 

Relativamente à adjudicação da empreitada de “Construção do Centro Escolar de Alferrarede”, o vereador Belém Coelho referiu que se constata que os valores apresentados nas propostas são mais baixos que os valores previstos.

 

A presidente da câmara confirmou, referindo que esse facto se deve à elevada concorrência e que este procedimento resultou na apresentação de 16 propostas. A Câmara Municipal estará ainda mais atenta ao cumprimento de todas as exigências, por forma a evitar desvios, havendo também mais imposição por parte da fiscalização da obra.

 

O vereador Belém Coelho disse que se impõe uma fiscalização acrescida, porque é difícil acreditar que os trabalhos venham todos a ser feitos de acordo com o caderno de encargos.

PONTO Nº18 – PROPOSTA DOS VEREADORES DO PSD SOBRE O PROGRAMA DE REGENERAÇÃO URBANA DO CENTRO HISTÓRICO  

Declaração de voto (A FAVOR) dos vereadores do PSD  

 

A nossa preocupação tem a ver apenas com o tempo em que vivemos e que se avizinha e com a constatação de que o modelo de desenvolvimento assente neste tipo de obras falhou redondamente e é o grande responsável pela situação de penúria em que hoje vivemos.

 

Em breve, as câmaras vão ter dificuldade em fazer sequer a gestão de tesouraria pelo que lançar-se mais um investimento (onde se inclui a construção do museu ibérico e do novo edifício da câmara), quando se vai ter dificuldade em fazer as obras básicas que ainda estão em falta, não nos parece prudente.

 

DELIBERAÇÃO: A proposta foi rejeitada com os votos a favor dos vereadores eleitos pelo PSD e os votos contra dos vereadores eleitos pelo PS e pelos ICA.

ESCLARECIMENTO E AGRADECIMENTO 

Resposta dos vereadores do PSD ao comunicado da senhora presidente da câmara 

 

Mesmo as pessoas mais tolerantes e equilibradas cometem frequentemente excessos de linguagem, sobretudo, quando intervêm na vida pública, pelo que os vereadores do PSD são, quanto a esse aspecto, extremamente condescendentes.

 

E se a crítica mesmo desmesurada ou injusta estiver assente nalguma objectividade, nós não deixaremos de responder, seguindo o prudente princípio «quem não se sente não é filho de boa gente». Se, pelo contrário, a crítica for apenas fruto da inveja ou da má língua, nós, nesse caso, escusamo-nos a responder, seguindo o douto princípio «vozes de burro não chegam ao céu».

 

É, pois, pela elevada consideração que temos pela senhora presidente da câmara que nos sentimos na obrigação de responder mais detalhadamente ao comunicado lido por si na passada reunião da câmara e publicado no site do PS.

 

Até porque temos a certeza de que muito do que ali está expresso se deve sobretudo a alguma confusão da senhora presidente a necessitar de esclarecimento, o que exclui, logo à partida, a leitura da perspectiva do ataque pessoal, próprio daqueles que não sabem destrinçar a luta política da vida pessoal, familiar e profissional.

 

I

 

As sociedades de advogados são sociedades civis, não são sociedades comerciais, o que significa que as pessoas são sempre representadas por advogados, nunca por sociedades.

 

II

 

Não deixa, no entanto, de ser surpreendente e contraditório que a senhora presidente volte a faltar intencionalmente à verdade num comunicado em que pretende precisamente mostrar-se ofendida por ter sido acusada de mentir pelos vereadores do PSD, a não ser que o objectivo do comunicado seja mesmo esse: dar público testemunho da razão que nos assiste.

 

Se tiver sido esse o objectivo, queremos, desde já, deixar aqui expresso o nosso público agradecimento.

 

Com efeito, a senhora presidente, ao afirmar no seu comunicado, que «são alguns os processos que decorrem em tribunal contra a Câmara patrocinados» pela sociedade de advogados de que o vereador Santana Maia é associado, não pode deixar de saber que isso não é verdade.

 

Aliás, a senhora presidente sabe perfeitamente (não pode deixar de saber, por razões óbvias) que existiu apenas um único processo em tribunal patrocinado pela filha do vereador Santana Maia em que a Câmara intervém como parte e onde o vereador Santana Maia nunca teve qualquer intervenção.

 

Sendo certo que o referido processo deu entrada em tribunal em data muito anterior às eleições autárquicas e cujo resultado depende, praticamente, da conclusão de uma perícia. 

 

III

 

A senhora presidente sabe também perfeitamente que não houve qualquer confusão quando o vereador Santana Maia utilizou o papel timbrado da sociedade de advogados para solicitar, por fax, a cópia da gravação da última Assembleia Municipal ao senhor presidente da Assembleia Municipal (ainda que isso fosse irrelevante, porque é o advogado Santana Maia que paga o papel timbrado do seu escritório e não os contribuintes).

 

Com efeito, quis dessa forma deixar absolutamente claro que o fazia como cidadão e advogado no exercício de um direito próprio e constitucionalmente consagrado e não como vereador, precisamente para evitar a resposta regimental que ainda assim obteve do senhor presidente da Assembleia Municipal.

 

Ou seja, tendo sido informado de que a senhora presidente estava a ponderar apresentar queixa contra si por difamação, o cidadão e advogado Santana Maia requereu, de imediato, ao senhor presidente da Assembleia Municipal que «lhe fornecesse a cópia da gravação da última Assembleia Municipal, uma vez que a mesma constituía não só uma peça essencial à sua defesa no referido processo crime como também a única garantia de que a prova não seria fabricada, adulterada ou manipulada com vista à condenação de um opositor político».

 

IV

 

É óbvio que o vereador e o advogado, assim como o vereador e o notário e o vereador e o professor, têm de coexistir nas pessoas dos vereadores da oposição, uma vez que, ao contrário dos vereadores da maioria, não exercem o cargo a tempo inteiro, sendo obrigados a trabalhar nas suas profissões para ganhar o pão nosso de cada dia.

 

V

 

Também é óbvio que os vereadores que têm escritórios de advocacia, de contabilidade, cartórios notariais ou empresas em nome individual usam, muitas vezes, os seus mails, telefones, faxes, automóveis, etc. para tratar de assuntos privados e que nem sempre têm a ver com o seu trabalho profissional.

 

Mas existe aqui uma diferença importante relativamente àqueles que desempenham funções públicas. É que se um presidente da câmara ou vereador a tempo inteiro, usar o telefone, o telemóvel, o fax  ou o automóvel da câmara, para seu uso particular, quem paga a factura é o contribuinte e, só por isso, o seu uso, nestas circunstâncias, é condenável. Pelo contrário, o advogado, o notário ou o empresário, mesmo quando utiliza os seus instrumentos profissionais para uso pessoal, é sempre ele que paga a factura.

 

VI

 

Qualquer pessoa, independentemente de ser ou não advogado, pode aceder aos mails dos advogados e usá-los para contacto pessoal. Com efeito, a base de dados dos advogados não está acessível na área reservada do site da Ordem, mas na página inicial, podendo qualquer pessoa aceder aos contactos de todos os advogados nacionais, quer individualmente, quer por comarca, quer por nome, etc. É, aliás, esta uma das razões por que o endereço dos advogados está sempre cheio de mensagens publicitárias, etc.

 

Diferente seria se o advogado apenas tivesse acesso à base de dados, em razão da sua função, como é o caso das direcções das colectividades, dos Lyons, dos Rotários ou da Câmara. Aqui, sim, seria uma falta gravíssima e uma verdadeira violação da privacidade se, por exemplo, um membro do clube dos Lyons ou dos Rotários de Abrantes tivesse acesso à base de dados do clube e os usasse para fins partidários ou pessoais.

 

Além disso, os vereadores do PSD consideram importante a divulgação das suas intervenções junto dos advogados da comarca de Abrantes, até porque, na nossa opinião, os vereadores da oposição devem desempenhar uma função muito semelhante à dos advogados. Ou seja, defender, sem medo e em qualquer circunstância, o cidadão perante o arbítrio e a prepotência do poder.

 

VII

 

É absolutamente natural que os vereadores da oposição (e não só) tomem conhecimento de muitas das situações que trazem à Câmara através do contacto pessoal conseguido através das relações profissionais, familiares, de vizinhança, etc. Agora querer ver aí algum interesse escondido é absolutamente anedótico por uma simples razão: os vereadores da oposição não detêm o poder pelo que apenas podem chamar a atenção para uma situação para a qual não têm poder deliberativo.

 

Acresce que são obrigados a declarar-se impedidos de participar na decisão sempre que o assunto envolver familiares directos ou clientes. Ou seja, os vereadores da oposição apenas podem representar e defender os cidadãos que os procuram e que lhes expõem a sua situação. Não podem decidir.

 

Diferente seria se o vereador Santana Maia fosse o presidente da câmara e o PSD tivesse a maioria do executivo. Aí o problema já seria diferente e já seriam compreensíveis certas críticas, uma vez que os eleitos do PSD eram os detentores do poder.

 

Ora, se, sem poder algum, a senhora presidente consegue ver uma série de interesses particulares e partidários por detrás das nossas intervenções, o que não diria a senhora presidente e o site do PS se o vereador Santana Maia fosse presidente da câmara e, por exemplo, a maior parte dos concursos públicos fossem adjudicados a algum dos seus clientes ou a algum empresário que tivesse integrado a sua comissão de honra ou que o tivesse ajudado na sua vida particular? Ou se, por exemplo, contratasse, sem concurso, algum dos seus amigos ou o presidente da concelhia do PSD para trabalhar na Câmara?

 

Estamos a falar, sublinhe-se, para que não haja qualquer mal entendido, no campo das meras hipóteses. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

 

Ora, se isso sucedesse, não só seria absolutamente normal como seria um dever da senhora presidente, enquanto vereadora, e do PS, enquanto força política, questionar e criticar o presidente da câmara.

 

A este propósito, e até para a senhora presidente compreender definitivamente a diferença de responsabilidade entre quem detêm o poder e a oposição que tem o dever de o fiscalizar, transcreve-se aqui um extracto da crónica de Fernando Madrinha, no Expresso de 13/11/2010, e do editorial da revista Sábado de 11/11/2010, que são, quanto a este aspecto, absolutamente elucidativos:

 

«Chegámos a um ponto em que, na verdade, já nada se devia estranhar de certos governantes. Em resposta às suspeitas de falta de transparência, de amiguismo ou de eventual conflito de interesses, fazem-se de vítimas - é "jogo político" - e acenam com os resultados dos seus nomeados como se este fosse o único factor a ter em conta na gestão da coisa pública. No fundo, desprezam as críticas, ou nem sequer as compreendem porque se consideram donos do Estado» (ou da Câmara).

 

«Há uma forma de evitar estas confusões - e ela é muito simples: um governante não deve escolher antigos sócios para a administração de empresas públicas. Nem amigos. Nem primos, nem sobrinhos, nem enteados. Quem faz nomeações como estas está a olhar apenas para a casa onde reúne as visitas, ou tem uma sala muito grande ou critérios de escolhas muito pequenos.»

 

É isto precisamente que nós defendemos, independentemente da cor política do executivo camarário.