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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

Rui André

*Presidente da Assembleia de Freguesia de Rio de Moinhos (2001-2005) da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos (2005-2009)  

 

Santana Maia e Belém Coelho já cumpriram um ano de mandato como vereadores da oposição da Câmara Municipal de Abrantes. Um trabalho desenvolvido à sombra de tudo e de todos que tem um propósito: acompanhar, fiscalizar, apresentar soluções ao executivo da Câmara Municipal.  

 

Depois das eleições de Outubro de 2009, estes dois vereadores poderiam estar mais desanimados ou simplesmente mais afastados do desenvolvimento do concelho. Poderia ter sido assim, mas não ... aconteceu precisamente o contrário, Santana Maia e Belém Coelho nunca faltaram as reuniões de Câmara e, quando não podiam, estavam lá os outros elementos da lista, incluindo a minha pessoa, para poder substituí-los e dar continuidade ao trabalho.

 

O trabalho desenvolvido ao longo deste ano passado mostra uma verdadeira dedicação, um empenho digno de realçar. A experiência política de Santana Maia veio, para mim, demonstrar que, se tivesse ganho as eleições, teria sido um bom presidente de câmara. Por isso, decidi deixar aqui o meu testemunho pelo trabalho desenvolvido até a data e desejar outro ano igual ou melhor daquele que já findou.

 

Já fui presidente de uma junta de freguesia e nem sempre as minhas decisões eram consensuais e, muitas vezes, foram criticadas por muitas pessoas mas nunca perdi a fé e a razão destas minhas decisões. Senti, sofri e lutei por aquilo que eu acreditava como acredito nestes dois grandes companheiros e amigos, dois grandes Homens pela causa nobre de servir os outros.

 

Em todas as reuniões apresentam sugestões, críticas, alternativas sempre de acordo com o prometido e com os ideiais defendidos durante a nossa campanha eleitoral. Este trabalho é moroso e necessita de muitas horas de leituras, interpretações e discussões.

 

O PSD de Abrantes está a mudar e para melhor.

 

Pessoalmente acompanhei o trabalho destes vereadores, assim como o trabalho dos outros vereadores durante os anos de 2005-2009 e facilmente concluo que Santana Maia e Belém Coelho estão a fazer um trabalho digno de se realçar. Basta ver e ler as intervenções nas actas para preceber as minhas palavras.

 

Um bem haja para eles!

 

Boas Festas a todos os militantes e simpatizantes do PSD.

REVISÃO DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL (PDM) 

Declaração dos vereadores do PSD

 

Se é verdade que o Plano Director Municipal se pode assumir como instrumento de desenvolvimento fulcral do concelho, também é verdade que o actual PDM contribuiu, de forma decisiva, para desorganizar a cidade e acentuar as assimetrias no concelho, levando ao abandono das freguesias rurais.

 

O próprio declínio do centro histórico tem a sua génese na forma desorganizada e dispersa como os sucessivos executivos socialistas permitiram que a cidade crescesse.

 

Como é óbvio, o ordenamento do território e a racionalização dos meios e recursos só será conseguido através do combate à dispersão e privilegiando a existência de núcleos urbanos concentrados.

 

Tendo o PSD de Abrantes organizado, recentemente, uma conferência subordinada ao tema “O PDM no Concelho de Abrantes – Novos desafios a nível do ordenamento do território”, na qual intervieram, designadamente, Rogério Gomes, António Paiva, António Castelbranco e Ilídio Magalhães, resultaram as seguintes conclusões que, consideramos, deveriam ser tomadas em linha de conta na revisão do PDM:

 

     (I) Núcleos urbanos concentrados permitem uma maior racionalização dos recursos, designadamente dos serviços, equipamentos e de todas as outras  infra-estruturas, ao contrário do que acontece nos núcleos urbanos com grande dispersão, como se verifica na cidade de Abrantes, gerando, consequentemente, muito menos custos para o Estado e para Município, logo, para os contribuintes;

 

     (II) Núcleos urbanos concentrados permitem ainda que os residentes usufruam mais eficientemente dos serviços, equipamentos e demais infra-estruturas colocadas à sua disposição, poupando tempo, dinheiro e contribuindo positivamente, para a qualidade do ambiente, através da consequente redução das emissões de dióxido de carbono.

 

     (III) A densidade populacional é inversamente proporcional à emissão de dióxido de carbono, pois as cidades com maior densidade consomem, comparativamente, menos energia, emitindo menos dióxido de carbono per capita.

 

     (IV) As emissões de dióxido de carbono estão já hoje na ordem do dia como um factor decisivo no desenvolvimento das cidades, sendo os créditos de carbono um factor decisivo a ter em conta num futuro próximo, sobretudo num concelho em que a sua maior área útil é a florestal.

 

     (V) Impõe-se, pelas razões supra-citadas, uma redução do perímetro urbano dos aglomerados populacionais, em particular, de Abrantes (que tem um perímetro urbano dimensionado para 85.000 habitantes, quando as melhores previsões nos próximos 10 anos apontam para os 20.000 habitantes e, actualmente, se situa nos 14.000 habitantes) e a qualificação dos núcleos rurais existentes, através da previsão de expansão habitacional, pela valorização, preenchimento e eventual crescimento de núcleos existentes.

 

     (VI) Como medida para combater a especulação imobiliária e o favorecimento de determinados grupos económicos em detrimento dos pequenos proprietários rurais, deveriam ser consideradas como bem público as mais-valias geradas pelas operações urbanísticas, o que favoreceria também uma maior estabilidade do uso dos solos.

 

     (VII) Os municípios deviam articular com o poder central e os agentes económicos locais políticas que visem a rápida recuperação das áreas abandonadas ou semi-abandonadas do espaço rural.

 

     (VIII) Para além das entidades previstas por lei, todos os autarcas e presidentes de junta, em particular, deverão ser parceiros privilegiados na discussão do PDM do Concelho, face ao conhecimento detalhado e integrado que têm das suas freguesias.

 

     (IX) O PDM do concelho de Abrantes deverá ainda ser articulado com os concelhos limítrofes, de forma a evitar descontinuidades e contradições no ordenamento do território, numa lógica de compatibilidade regional.

 

     (X) O PDM deverá ser sempre um instrumento que visa o desenvolvimento sustentado e sustentável do concelho.