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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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Quando me filiei no PSD há 30 anos, fi-lo na convicção não só de que era importante a participação cívica dos cidadãos na vida política, através dos partidos, como também de que o PSD era o partido que melhores condições reunia para liderar a reforma estrutural que o País necessitava, quer por estar liberto de amarras e preconceitos ideológicos, quer por ter nascido fora do aparelho de Estado.

Acontece que o Bloco Central e os dez anos de governação de Cavaco Silva alteraram o código genético do partido, fazendo com que fosse capturado pelos interesses instalados e transformando-o num alter ego do Partido Socialista.

A partir daqui, a minha relação com o partido passou a ser conflituosa sobretudo quando estava no poder, na medida em que fazia precisamente aquilo que criticava aos socialistas, quando estava na oposição.

Romper com uma relação de mais trinta anos sempre custa, como é óbvio, mas há uma linha vermelha que não podemos deixar ultrapassar sob pena de nos negarmos a nós próprios e trairmos as nossas convicções.

Para vosso conhecimento, transcrevo, em seguida, a carta que enviei ao presidente do PSD, no passado dia 10 de Fevereiro, e em que fundamentei o meu pedido de desfiliação: 

10 DE FEVEREIRO DE 2014 

Com a aprovação da Reforma do Mapa Judiciário, foi ultrapassada a linha vermelha que impede que os homens do deserto, em que os sucessivos governos, paulatinamente, têm transformado o interior do País, possam continuar a militar no PSD.

O Novo Mapa Judiciário é assunção definitiva de Lisboa como a Cidade-Estado da República, ficando Portugal reduzido à estreita faixa litoral delimitada a sul pelo Tejo, a norte pelo Douro e a leste pela A1.

E não me venham com a conversa da troika porque se o Governo quisesse podia ter aproveitado a oportunidade para levar a cabo uma verdadeira Reforma do Estado, reduzindo, simultaneamente, a dívida pública e o défice e tornando Portugal um país mais coeso e equilibrado territorial e socialmente. Bastaria que se fizesse coincidir a reforma administrativa e do mapa autárquico, com a reforma do mapa judiciário e com a reforma dos círculos eleitorais e da lei eleitoral, fazendo da coesão territorial um verdadeiro desígnio nacional.

Ninguém põe em questão nem a necessidade de reduzir custos, nem a impossibilidade de toda a gente ter um hospital, um tribunal ou uma escola à porta. Agora não pode é ficar tudo à porta dos mesmos.

Ora, o Governo e o PSD optaram precisamente por seguir este caminho, levando a cabo ou propondo reformas (como é o caso do reforma do mapa judiciário, da agregação de freguesias e municípios, etc.) que não tem outro objectivo do que, por um lado, acelerar a desertificação do interior do País e as assimetrias regionais e, por outro, afirmar definitivamente Lisboa como a Cidade-Estado da República.

Sem discutir a (pouca) inteligência da reforma do mapa judiciário (as instituições são como as árvores, precisam de ministros que saibam da poda e não de motosserristas que só vêem lenha para fogueira), qual a justificação para a concentração de todas as “especialidades” nas capitais de distrito, obrigando à construção e ampliação de equipamentos, quando há por todo o distrito equipamentos mais do que suficientes para receber as “especialidades” se se optasse por distribuir não só o mal pelas aldeias mas também o bem? E por que razão hão-de ser os habitantes das cidades do distrito a deslocar-se à capital do distrito e não o inverso? A distância não é a mesma?

Depois de as sedes dos municípios terem funcionado como verdadeiros eucaliptos na desertificação do território dos municípios, quer-se agora repetir o modelo relativamente às capitais dos distritos, num processo de canibalização em que os pequenos vão sendo sistematicamente engolidos pelos grandes até acabar por ficar só a região da Grande Lisboa. Aliás, a reforma do mapa judiciário espelha na perfeição a estratégia e a política deste Governo: sacrificar os pequenos e a classe/cidades médias para beneficiar os grandes.

Ora, foi sempre contra isto que eu lutei pelo que é impossível continuar entrincheirado num partido que é o principal agente da transformação da República Portuguesa na República de Lisboa.

Com a aprovação do Novo Mapa Judiciário, o PSD fez definitivamente a separação das águas. E eu estou convictamente na outra margem pelo que se torna impossível a minha continuidade como militante do PSD.

Santana-Maia Leonardo - Nova Aliança e Jornal do Alto Alentejo

PAVILHÕES (ABRANTES E PEGO) E INSTALAÇÕES DESPORTIVAS

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

Na penúltima Assembleia Municipal, a senhora presidente informou que o pavilhão de Abrantes estaria pronto em Janeiro de 2011, o que, pelos vistos, ainda não aconteceu.

 

Por outro lado, fomos informados por utentes do Pavilhão do Pego que este não está equipado com extintores.

 

Pelo exposto, os vereadores do PSD gostariam de saber:

 

            (1)       quando estará em funcionamento o Pavilhão de Abrantes?

 

            (2)       se já está prevista a data para a colocação dos extintores no Pavilhão do Pego?

 

            (3)       qual foi a última vez que as instalações desportivas do concelho e os seus aparelhos foram inspeccionadas por uma firma externa credenciada e quais os resultados das mesmas?