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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Santana-Maia Leonardo

 

Carta aberta aos militantes do PSD de Abrantes (em particular)

e aos munícipes do concelho de Abrantes (em geral) 

 

A partir de 24 de Março de 2011, passei a pertencer, por opção minha, à secção do PSD de Lisboa – Lumiar, a secção do meu local de nascimento.

 

Quando entrei no último plenário do PSD de Abrantes, tinha a perfeita consciência de que o terreno estava todo armadilhado para impedir a minha intervenção.

 

No entanto, não quis deixar de beber a derradeira gota de esperança de que a secção de Abrantes fizesse um acto de contrição e decidisse, de uma vez por todas, respeitar, sem reserva mental, nem espertezas saloias, as regras e os princípios de funcionamento característicos das democracias liberais.

 

E foi isso precisamente que ali fui dizer.

 

Ou seja, «no dia em que a secção de Abrantes do PSD decidir começar a respeitar as regras e os princípios de funcionamento característicos das democracias liberais, poderá contar com a minha participação, colaboração e disponibilidade; enquanto continuar a adoptar as regras de funcionamento típicas da democracia venezuelana, contará, inevitavelmente, com o meu distanciamento e a minha oposição frontal, reservando-me o direito, em nome da dignidade dos vereadores e da defesa dos princípios fundamentais das democracias liberais, de tornar pública a minha intervenção» (o que farei, neste blog, na próxima 5ª Feira).

 

Nem eu, nem o vereador Belém Coelho, nem a vereadora (substituta) Elsa Cardoso, sublinhe-se, queremos qualquer cargo no partido, ser nomeados para o que quer que seja ou ser candidatos ao que quer que seja.

 

Agora uma coisa é certa: não podemos nas reuniões de câmara exigir rigor, imparcialidade e independência à senhora presidente da câmara, relativamente aos concursos públicos, e depois fecharmos os olhos à forma como decorrem os actos eleitorais no partido.

 

O que nós exigimos na câmara, é o que exigimos no partido ou em qualquer associação: isenção, imparcialidade e rigor, designadamente, quando estão em causa concursos públicos ou actos eleitorais.

 

E estes valores não são negociáveis.

 

Podem-me ameaçar com processos disciplinares, podem-me expulsar do partido, mas da defesa destes valores eu não abro mão.

 

E uma coisa vos garanto: nem eu, nem os vereadores do PSD, vamos desistir.

 

Iremos cumprir o nosso mandato até ao último dia, conforme compromisso eleitoral que assumimos com todos os eleitores do concelho de Abrantes.

 

Apenas desisti de entrar na sede do PSD de Abrantes porque não estou para ser enxovalhado mais nenhuma vez como fui no último plenário.

 

Desde os 12 anos que faço intervenções públicas em todo o tipo de organismos, congressos e associações, em campanhas eleitorais para associações de estudantes, associações desportivas e culturais, autarquias, legislativas e presidenciais, algumas em situações extremamente difíceis, como foram as campanhas das legislativas e presidenciais no Alentejo entre 1974 e 1985, e a única vez que me quiseram impedir de falar ou me tentaram retirar a palavra foi no último plenário do PSD de Abrantes.

 

Fica registado. 

Abrantes, 25 de Março de 2011 

 

Obs.: Democracias liberais são as democracias de tipo ocidental