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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 04.05.11

VEREADORES DO PSD: UMA UNIDADE INDIVISÍVEL

António Belém Coelho*

* Militante, com muito orgulho, do PSD e vereador da Câmara Municipal de Abrantes

 

Há alguns dias atrás fui surpreendido pela notícia inserta no site da RAL (Rádio Antena Livre), anunciando a retirada da confiança política ao vereador Santana Maia, verificada no plenário de 16 de Abril, que citava, “os militantes do PSD de Abrantes, reunidos no sábado, dia 16 de Abril, aprovaram uma moção em que é retirada a confiança politica ao seu vereador Santana-Maia Leonardo”.

 

E fui surpreendido de diversas formas.

 

Antes de mais, a proposta de retirada da confiança política a um Vereador ou a qualquer outro elemento eleito pelo PSD, seja em que lista for, só tem razão de ser, como é lógico, se for fundamentada no trabalho do vereador, enquanto vereador, e não por quaisquer outras razões estranhas ao exercício do cargo de vereador ou como retaliação pessoal.

 

Por outro lado, também não é compreensível, num partido que preza os valores democráticos e o direito de defesa, que, a coberto de um ponto da ordem de trabalhos tão trivial e genérico como é a “análise da situação política”, seja dada cobertura a uma decisão de tamanha gravidade e responsabilidade políticas.

 

Caso tivesse sido apresentada uma moção deste tipo numa sessão com aquela ordem de trabalhos, a Mesa deveria, no respeito pelos militante(s) proponentes e pelo militante objecto da moção, aceitar a mesma, caso estivesse devidamente fundamentada, mas convocar novo plenário onde este assunto constasse expressamente da ordem de trabalhos.

 

Era o mínimo que se exigia a nível ético e também a nível político.

 

Não posso também deixar de estranhar que, sendo vereador e militante do PSD, ainda não tivesse sido informado por qualquer órgão do partido desta decisão, que não pode deixar de me afectar, como é óbvio, uma vez que sou vereador e preparo todas as reuniões da câmara em conjunto com o vereador Santana Maia, desconhecendo, aliás, se a confiança política foi retirada pela comissão política ou pelo plenário.

 

Quanto à “…larga maioria…” que terá votado favoravelmente a decisão noticiada, como refere o site da Antena Livre, era importante saber e esclarecer que larga maioria terá decidido?!

 

Terá sido a larga maioria das centenas de militantes do PSD no Concelho? Não creio!

 

Terá sido a larga maioria dos militantes activos do PSD no Concelho? Tão pouco o creio!

 

Parece-me que poderá sido, isso sim, uma larga maioria de uma pequena minoria de militantes presentes no plenário, o que, não lhe retirando cobertura estatutária, põe em causa todo o resto.

 

Sendo certo que a retirada da confiança política é uma figura não acolhida em termos dos estatutos e regulamentos partidários, tratando-se, antes, de um pró-forma, ou seja, de uma tomada de posição política, independentemente dos motivos invocados, sendo a sua relevância em termos práticos nula.

 

Consequentemente, os vereadores eleitos e/ou os seus substitutos, em caso de ausência ou impedimento, vão continuar a falar a uma só voz, como até aqui sempre o fizeram, preparando as reuniões e as suas intervenções, pedidos de esclarecimentos, propostas, declarações de voto, etc, em conjunto, sempre de acordo com o ideário Social Democrata e com o Programa apresentado ao eleitorado concelhio.

 

Programa esse, aliás, aprovado pela Assembleia de Secção e Comissão Política de Secção em tempo oportuno.

 

Apesar de serem pessoas com personalidades e pensamentos necessariamente diferentes, a verdade é que os vereadores eleitos pelo PSD têm sempre falado a uma só voz, representando uma unidade indivisível enquanto vereadores na oposição construtiva ao poder socialista, sendo o rosto e a voz do PSD de Abrantes.

 

Consequentemente, não faz qualquer sentido outra das citações da notícia: “Na prática, o PSD de Abrantes passa a ter um vereador representado na Câmara Municipal, sendo que, desde sábado, as posições assumidas por Santana-Maia Leonardo passam a ser pessoais e deixam de vincular os social-democratas”.

 

Isto só faria sentido se existissem quaisquer divergências entre os Vereadores ou se os mesmos prosseguissem posições contrárias ao ideário do PSD e do Programa apresentado ao eleitorado, o que manifestamente não é o caso.

 

Como é do conhecimento público, a consonância de posições tem sido total.

 

Estou absolutamente convencido que este tipo de atitude em nada acrescenta ao PSD de Abrantes, pelo contrário, subtrai e divide forças, para mais num de disputa eleitoral directa a nível nacional e indirecta a nível local.

 

Mas a cada um a sua responsabilidade, mesmo que tal só seja evidente mais lá para diante.

 

Mas a minha maior estranheza advêm precisamente da recente entrevista dada pela Presidente da Concelhia de Abrantes ao Jornal “O Mirante”, a 7 de Abril passado, que termina da seguinte forma: “Os Vereadores têm desempenhado um trabalho com o qual nos temos solidarizado. São pessoas voluntariosas, que se dedicam à causa pública e ao partido.”

 

Isto não foi dito o ano passado ou antes! Foi dito nove dias antes do plenário de 16 de Abril ????!!!!....

 

Em todo o caso, independentemente do agora ocorrido e mesmo admitindo, para grande pena minha, que o bom senso não volte a imperar na sessão de Abrantes do PSD, posso garantir que os Vereadores do PSD, quer os eleitos, quer os substitutos, continuarão, sem vacilar, a defender o seu ideário e programa aprovado. 

 

Vide posts relacionados: 

E se o ridículo matasse?...  

PSD Abrantes retira confiança política  

Vereadores e concelhia de costas voltadas  

A minha intervenção no plenário do psd  

Nota explicativa   

Carta aberta aos abrantinos  

As razões da minha desfiliação do PSD  

Em defesa da honra 

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Quarta-feira, 04.05.11

A GERAÇÃO SÓCRATES

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

A geração Sócrates tomou, literalmente, conta dos partidos portugueses. Trata-se de uma geração que aprendeu a usar os princípios e os valores apenas como arma de arremesso para agredir os adversários, sem nunca os aplicar às suas condutas, que se regem apenas pelos seus mais mesquinhas interesses particulares. Ou seja, é uma geração sem princípios que não olha a meios para atingir os seus fins.

 

Ora, como pode um partido prometer, com seriedade, a regeneração do país, quando não consegue sequer regenerar-se a si próprio? Como dizia Aristóteles, «o princípio é a metade de tudo». E se os partidos políticos querem, na verdade, ser o motor da regeneração do país e da nossa jovem democracia então devem começar pelo princípio. Ou seja, por si próprios. Até porque não há outra forma de começar.

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