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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 11.05.11

CÂMARA E RPP SOLAR

In Mirante - edição de 5/5/2011

 

Em causa o atraso na concretização da fábrica que tarda em arrancar
Câmara de Abrantes pede explicações a empresário da RPP Solar

 

A presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS) reuniu com o empresário Alexandre Alves, presidente do grupo RPP Solar, e pediu-lhe que colocasse por escrito quais são os passos que pretende dar no sentido de concretizar a fábrica de painéis fotovoltaicos que em Setembro de 2009 anunciou para a freguesia de Concavada e que previa a criação de 1.900 postos de trabalho.

 

Não vale a pena fingir que não se passa nada. Temos uma perspectiva que ainda não foi concretizada e isso, obviamente, preocupa-nos”, disse a O MIRANTE, referindo acreditar nas intenções do investidor em avançar com o projecto de instalação do empreendimento no concelho. “Não podemos esquecer que este é um projecto de interesse nacional (PIN) e que foi aprovado por unanimidade em reunião de executivo e assembleia municipal e visado pelo Tribunal de Contas. Isso, para nós, é a garantia de que tudo está conforme”, sustenta.

 

Maria do Céu Albuquerque foi interpelada por vários eleitos na última sessão da Assembleia Municipal de Abrantes sobre o ponto da situação do empreendimento da RPP Solar. A presidente da câmara informou que esteve reunida com Alexandre Alves e que lhe solicitou que colocasse “por escrito” quais eram as suas aspirações para este projecto. A autarca refere no entanto que não tem motivos concretos que a levem a pedir uma investigação por parte do Ministério Público, como sugeriram os vereadores do PSD. “Comprámos um terreno e vendêmo-lo ao investidor associando um protocolo que firma as condições da alienação deste terreno”, relembra.

 

Na assembleia municipal, em resposta à eleita Sónia Onofre, do grupo Independentes pelo Concelho de Abrantes (ICA), Maria do Céu Albuquerque admitiu a sua apreensão: “Não pode estar mais preocupada do que a sua presidente de câmara ou que os elementos do executivo municipal uma vez que foi criada uma expectativa que ainda não se realizou”.

 

A autarca acrescentou que o empresário disse que já realizou um investimento de 107 milhões de euros mas que precisa de resolver um problema de passivo com fornecedores para, até ao final de Maio, poder arrancar com a primeira linha de montagem e produção de matéria-prima.

 

A previsão do arranque do empreendimento tem sido objecto de sucessivos adiamentos, o que tem suscitado dúvidas quanto à sua concretização. Recorde-se que os vereadores do PSD na Câmara de Abrantes defenderam recentemente que o Ministério Público investigasse todo o processo RPP Solar para cabal esclarecimento. E consideraram que a autarquia não acautelou os seus interesses ao não impor no protocolo a possibilidade de reversão do terreno que comprou por um milhão de euros e vendeu depois por 100 mil euros à empresa RPP Solar, para esta criar a fábrica de painéis fotovoltaicos no concelho.

 

Em Janeiro passado, o empresário Alexandre Alves assegurava ao nosso jornal que o projecto é para ir avante e informava que no terreno já estão construídos 30 mil metros quadrados, que representam a primeira fase de um total de 160 mil metros quadrados. Já estão concluídas as obras de construção de duas fábricas aptas para albergar sete linhas de produção capacitadas para gerar um total de 859 Megawatt de electricidade. Estão também terminados os escritórios e dois auditórios. Alexandre Alves revelava também que nos primeiros anos da unidade vão estar em Abrantes 40 técnicos estrangeiros, oriundos da Alemanha e de Espanha.

 

Ver DOSSIÊ: RPP Solar

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Quarta-feira, 11.05.11

OS PRÍNCIPES

 

A conquista ou manutenção do poder, sem ponderação do interesse geral sobre o corporativo ou qualquer referência à virtude (no sentido clássico ou aristotélico), é a escola do actual espectro partidário. A política é isso. Dizem que é a conquista e a manutenção do poder. E, nesse esforço, todos estão a fazê-lo bem ou mesmo muito bem.

 

Fazem-no, é certo, à custa de Portugal, mas isso não interessa. Ninguém parece reparar. Na política, o que importa são as aparências. E a gestão destas sempre deixou pouco lugar aos que apontaram e apontam para outro horizonte. Como dizia Maquiavel, "os poucos não podem existir quando os muitos têm onde se apoiar". 

 

Filipe Anacoreta Correia in Público de 25/4/11

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