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COLUNA VERTICAL



Quinta-feira, 12.05.11

VEREADORES DO PSD UNIDOS

In Mirante - edição de 12/5/11

 

Belém Coelho solidarizou-se com Santana-Maia

a quem foi retirada a confiança política


O vereador do PSD na Câmara de Abrantes, António Belém Coelho, solidarizou-se com o seu colega no partido e no executivo Santana-Maia Leonardo, a quem a concelhia do PSD de Abrantes retirou a confiança política. Num texto publicado no blogue “Rexistir por Abrantes”, intitulado “Vereadores do PSD: uma unidade indivisível”, Belém Coelho diz que foi “surpreendido” com essa tomada de posição da concelhia “laranja”, onde é filiado. “Não é compreensível, num partido que preza os valores democráticos e o direito de defesa, que, a coberto de um ponto da ordem de trabalhos tão trivial e genérico como é a ‘análise da situação política’, seja dada cobertura a uma decisão de tamanha gravidade e responsabilidade políticas”.

 

O vereador diz que uma decisão com essa gravidade devia estar bem explícita na ordem de trabalhos - “era o mínimo que se exigia a nível ético e também a nível político” - e não tomada por “uma larga maioria de uma pequena minoria de militantes presentes no plenário”.

 

Referindo que “a retirada da confiança política é uma figura não acolhida em termos dos estatutos e regulamentos partidários” e que “a sua relevância em termos práticos é nula”, Belém Coelho garante, num recado à concelhia do PSD liderada por Manuela Ruivo, que “os vereadores eleitos e/ou os seus substitutos, em caso de ausência ou impedimento, vão continuar a falar a uma só voz, como até aqui sempre o fizeram, sempre de acordo com o ideário social democrata e com o programa apresentado ao eleitorado concelhio”.

 

E acusa a concelhia de fomentar a divisão interna: “Estou absolutamente convencido que este tipo de atitude em nada acrescenta ao PSD de Abrantes, pelo contrário, subtrai e divide forças, para mais num momento de disputa eleitoral directa a nível nacional e indirecta a nível local”.

 

Belém Coelho confessa também que a sua “maior estranheza” resulta das declarações prestadas a O MIRANTE pela presidente da concelhia, publicadas na edição de 7 de Abril passado, onde Manuela Ruivo dizia: “Os vereadores têm desempenhado um trabalho com o qual nos temos solidarizado. São pessoas voluntariosas, que se dedicam à causa pública e ao partido”. E o vereador ironiza: “Isto não foi dito o ano passado ou antes! Foi dito nove dias antes do plenário de 16 de Abril”.

 

À retirada da confiança política a Santana-Maia não deve ser alheia a entrevista que o vereador deu a O MIRANTE, publicada a 14 de Abril, dois dias antes da reunião da concelhia, onde se referia em tom crítico a alguns militantes de peso que terão estado na origem da moção. “Aquilo que se está a passar relativamente ao engenheiro Marçal, a Pedro Marques e a Armando Fernandes se fosse uma coisa boa surpreendia-me. Porque me leram logo a sina quando pedi a primeira opinião se me devia candidatar. E está-se a cumprir aquilo que me foi dito”, disse na altura Santana-Maia. 

 

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Quinta-feira, 12.05.11

OS VÍCIOS DO CENTRALISMO

Extracto do livro "O ESTADO EM QUE ESTAMOS" de Luís Marques Mendes 

  

O que tudo isto faz ressaltar é o tradicional atavismo português. A vontade que Lisboa sempre tem de concentrar dentro de si tudo quanto de relevante se passa em Portugal. O ciúme que a capital evidencia em relação a tudo quanto de bom e de positivo vão ocorrendo noutras regiões de Portugal. A ideia que alguns acalentam de que Lisboa é o farol de tudo e de todos e que o resto do país não passa de mera paisagem.

 

É esta mentalidade mesquinha e esta ortodoxia de domínio que não levam a lado algum e muito menos contribuem para o harmonioso desenvolvimento de Portugal. Eu sei, todos nós sabemos, que esta cultura centralista e centralizadora tem séculos de existência. Está enraizada até às entranhas nos vícios matriciais de várias elites dirigentes do estado e até nas orientações de muitas empresas privadas.

 

Só que esta é a realidade que, ao longo dos anos, tem dado resultados negativos. É deste modo que o país se vai tornando paulatinamente menos coeso e mais desigual, mais atrofiado e menos harmonioso.

 

A excessiva concentração de iniciativas, serviços e empresas em Lisboa tem um efeito duplamente negativo: contribui para a progressiva desertificação e perda de influência do resto do país e faz com que Lisboa “rebente pelas costuras”, deixando os que aí residem – cada vez em maior número – sem condições para uma vida de qualidade.

 

É tempo de romper com a cultura centralista que nos invade. Ela gera crescimento desordenado mas não fomenta desenvolvimento sustentado. Alguns, muito à portuguesa, dirão que é preciso fazer novas leis. Eu diria que o problema não passa tanto por mudança de leis. O decisivo mesmo é mudar as mentalidades. E este é um desafio de todos. Um desafio de cidadania.

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