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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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10 Jul, 2011

O MUSEU IBÉRICO

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança
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Mas a diferença entre custos e benefícios é muito fácil de perceber: uma estrada é toda ela custos; o benefício é o trânsito que passará nela. Se não houver trânsito, o benefício é zero. Ora, todo o investimento no projecto, na construção e na manutenção do museu ibérico é custo, o benefício são as pessoas que o visitarem. Para que o investimento seja reprodutivo, é necessário que os custos sejam inferiores ao benefício, caso contrário, em vez de o investimento gerar riqueza, gera empobrecimento.

 

Os vereadores eleitos pelo PSD são, obviamente, favoráveis à construção de um museu ou adaptação de um espaço para albergar colecções de reconhecido valor (como nos garantem ser o caso), desde que o projecto não ponha em risco a coesão territorial e o tecido económico do município, como sucederia se o projecto consumisse recursos essenciais e não fosse capaz de gerar o retorno equivalente.

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É, por esta razão, que os vereadores eleitos pelo PSD defendem, desde o início, que, pretendendo a Câmara avançar com um projecto megalómano que vai mobilizar e consumir recursos essenciais do município, para mais num tempo de grave crise económica e financeira, não o deveria iniciar sem: primeiro, fazer a certificação, segundo os critérios de verificação científica, da viabilidade artística da colecção nuclear do museu e sobre a legalidade da origem das peças; e, seguidamente, fazer um estudo sério sobre a sua viabilidade e sustentabilidade económica.

 

Nada disto foi feito. A Câmara avançou para a construção do museu completamente às escuras, ultrapassando todos os patamares da irresponsabilidade política. O problema é que são sempre os mesmos a pagar as irresponsabilidades dos nossos autarcas e governantes.
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Ora, a Câmara não pode correr o risco de um projecto destes falhar, sob pena de os abrantinos virem a pagar um preço demasiado elevado e que os pode arruinar. Esta é, de facto, a questão política que separa os vereadores eleitos pelo PSD dos vereadores eleitos pelo PS e pelo ICA: nós não aceitamos apostar o destino do concelho de Abrantes numa qualquer roleta russa, por muito elogiada que seja.

 

Sem informação, não pode haver decisão.

 

Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico