Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

COLUNA VERTICAL



Segunda-feira, 25.07.11

REUNIÃO DA CÂMARA DE 25/7/11 (I)

O CONCELHO DE ABRANTES NO CENSO DE 2011

Declaração dos vereadores eleitos pelo PSD 

Infelizmente, o resultado do censo 2011 no que se refere ao Concelho de Abrantes não constituiu qualquer surpresa para os vereadores eleitos pelo PSD.
.

A este propósito basta ler a nossa primeira intervenção pública sobre a freguesia do Tramagal, em 04/11/2008, e de que transcrevemos este extracto:

.

«Pensar que o desenvolvimento e crescimento do concelho de Abrantes passa pela concentração dos investimentos na cidade de Abrantes é tão estúpido e criminoso como pensar que o desenvolvimento de Portugal passa pela concentração de investimentos na região de Lisboa. Os países e os concelhos são como as pessoas: se a cabeça crescer à custa das outras partes do corpo, chega uma altura em que o pescoço não pode com o peso da cabeça. Sem um crescimento harmonioso de todas as partes do corpo, a própria cabeça fica em risco de vida que é, aliás, o que está a suceder com a cidade de Abrantes, onde a concentração de investimento na cidade apenas tem conseguido esvaziar as freguesias (ou seja, provocar o definhamento do corpo), sem conseguir inverter a perda de importância regional, quer da cidade de Abrantes, quer do concelho. Veja-se como a política pouco inteligente levada a cabo pelo Partido Socialista e pelo Executivo Municipal de querer obrigar os jovens das freguesias a transferirem-se para a cidade de Abrantes, esvaziando as freguesias, está a levar os jovens a estabelecem-se, não em Abrantes, mas nas outras cidades do Médio Tejo, com destaque para Entroncamento e Torres Novas.

.

Acresce que a Câmara Municipal de Abrantes, ao agir desta forma, deixa de ter qualquer autoridade para criticar o modelo de desenvolvimento nacional assente na concentração de investimentos na região de Lisboa, uma vez que o seu modelo de desenvolvimento para o concelho, afinal, é rigorosamente o mesmo» (vide post «Freguesia do Tramagal» de 04/11/2008).

.

Ora, o resultado do censo de 2011, no que respeita ao concelho de Abrantes, apenas vem demonstrar a falta de visão dos autarcas socialistas abrantinos  e o total fracasso do modelo de desenvolvimento implementado pelos sucessivos executivos socialistas no nosso concelho.

.

Com efeito, Abrantes apresenta a maior perda de habitantes, em números absolutos (2783 habitantes), de entre todos os municípios do Distrito.

.

Continuamos a ter em Abrantes dois movimentos migratórios distintos: um fluxo de habitantes das freguesias de características mais rurais para as de características mais urbanas, nomeadamente S. Vicente; um outro fluxo cujo destino é para fora do concelho.

Consequentemente, ao concentrar uma enorme fatia do investimento na zona urbana, desprezando a maioria das freguesias rurais, tendo, muitas delas, perdido serviços importantes para as populações no seu território, condenaram-se estas, inevitavelmente, a uma desertificação progressiva.

.

Registe-se que, tendo em atenção os ganhos de população das freguesias urbanas e tendo em conta o saldo negativo de 2783 habitantes, a sangria sofrida por aquelas freguesias situa-se de 2001 para cá, na ordem dos 3670 habitantes, qualquer coisa como 15% da população. E este movimento tem tido tendência a acelerar, sendo certo que, em termos qualitativos, estes 15% são, na sua esmagadora maioria, de população na idade activa.

.

De notar ainda que, mesmo na freguesia (urbana) de S. João, existiu uma diminuição de população, a que certamente não será estranho também o definhamento da zona do centro histórico, apesar de todo o dinheiro que aqui se tem gasto e continua a gastar. Aliás, a política de dar com uma mão o que se retira com a outra nunca pode dar bons resultados.

.

Mas, a par deste fluxo interno, a efectiva perda de população do concelho traduz também a falência da intenção de colocar Abrantes como um pólo de desenvolvimento e atracção regional.

.

As pessoas não saem do seu concelho, da sua terra, de ânimo leve: fazem-no quando não encontram meios de subsistência suficientes e/ou a qualidade de vida que procuram (embora a primeira condição seja eliminatória).

.

É por demais evidente que o Município não tem usado da melhor forma todas as ferramentas que podem diferenciar o concelho, tornando-o efectivamente mais competitivo (PDM, Planos de urbanização, IMI, Derrama, participação no IRS, etc, etc), como temos denunciado, sistematicamente, em diversas e repetidas intervenções.

.

Com efeito, optou-se por investir em equipamentos, sobretudo de lazer, e, na sua esmagadora maioria, centralizados na sede do concelho, em vez de se dar prioridade a políticas de atracção e fixação de pessoas.

.

É óbvio que ninguém contesta a importância de equipamentos de lazer como um contributo essencial para a melhoria da qualidade de vida das populações.

.

Mas, sem criar as condições económicas para a sustentabilidade, um modelo assente em equipamentos de lazer implode por si próprio, criando custos de manutenção e exploração cada vez mais incomportáveis.

.

Por outro lado, os sucessivos flops dos anunciados investimentos privados no concelho (até pela publicidade que se lhes deu a nível nacional) têm não só acentuado o sentimento de desilusão e humilhação dos abrantinos como têm contribuído para desacreditar o concelho no panorama nacional e regional, fazendo com qualquer novo anúncio seja já recebido com sorrisos de troça e de descrédito.

Consequentemente, Abrantes tem visto partir de forma continuada os seus cidadãos mais qualificados e mais bem preparados, por força de não encontrarem na sua terra a ocupação desejada. E esse movimento vai-se generalizando e acentuando.

.

Logo, o concelho vai ficando menos competitivo, menos povoado e cada vez mais envelhecido.

.

O resultado dos censos de 2011 veio contradizer, em absoluto, os slogans socialistas  “Abrantes, terra boa para viver e para trabalhar” e “Abrantes Mais (isto e aquilo)”, por mais bem intencionados que possam querer ser.

.

Com efeito, o que nos disse o censo de 2011 é que Abrantes, por força do modelo de desenvolvimento implementado pelos executivos socialistas, é CADA VEZ MENOS.

.

Ver DOSSIÊ IX: Um Concelho Solidário

Autoria e outros dados (tags, etc)


Perfil

SML 1b.jpg



Visitantes


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Quimeras


Alma, Eléctrico!


Livros

Capa - 3ª Edição.jpg

Capa - Frente.jpg

Capa Bocage.jpg 

Capa.jpg 

Eléctrico - Um Clube com Alma.jpg

Mistério Sant Quat (I).jpg


Livros-vídeo


eBooks




calendário

Julho 2011

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D