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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

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  COMUNICADO  

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O jornal Mirante noticiou na sua edição de 3/11/11 que os vereadores do PSD defenderam, na reunião da câmara do passado dia 31, «a demissão da presidente da câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS) como corolário lógico pela decisão anunciada de reequacionar o projecto de construção do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA)»..

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Salvo o devido respeito, a notícia não reproduz com rigor aquilo que os vereadores eleitos pelo PSD defenderam na referida reunião da câmara.

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Basta, aliás, ler os quatro últimos parágrafos da nossa intervenção para constatar isto mesmo.

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Com efeito, os vereadores eleitos pelo PSD não pediram nem a demissão da presidente da câmara, nem a demissão, a ter lugar, deveria ter como causa o reequacionar do projecto do Museu Ibérico. .

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O que os vereadores eleitos pelo PSD defenderam foi substancialmente diferente.

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Ou seja, fosse Portugal um país com uma verdadeira vivência democrática (que não é) e a demissão dos vereadores socialistas seria o corolário lógico do reconhecimento público pela presidente da câmara da impossibilidade de cumprimento de todos os grandes objectivos assumidos publicamente, com a justificação de que «seria uma irresponsabilidade levá-los por diante na actual conjuntura económica»: (1) mega-edifício do novo Paços do Concelho (da Esta até à rodoviária); (2) mega-projecto cultural para o sítio do Mercado Diário; (3) Torre do Museu Ibérico; e (4) IC9 - compromisso assumido no Tramagal juntamente com um membro do Governo.

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Conjuntura económica, sublinhe-se, que já durava quando a senhora presidente (na altura, ainda vereadora e candidata a presidente da câmara) anunciou, com pompa e circunstância, todos estes mega-compromissos, que agora reconhece ser irresponsável levar por diante, e onde tem gasto, desde a sua eleição e à tripa-forra, recursos de todos nós.

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Ainda recentemente, recorde-se, a Câmara contratou a peso de ouro uma equipa conceituada de técnicos para ultimar o Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico, assente precisamente na construção no mega-edifício da Câmara Municipal (da Esta até à rodoviária) e na Torre do Museu Ibérico.

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E os socialistas não se podem refugiar sequer na sua alegada ignorância porque os vereadores eleitos pelo PSD, desde que lançaram a sua candidatura em Outubro de 2008, não se têm cansado de alertar para a irresponsabilidade de se continuar a gastar dinheiro em projectos para os quais não ia haver financiamento e, mesmo que houvesse, seria uma enorme irresponsabilidade levá-los por diante, numa altura em que a grave crise económica que o país atravessava e atravessa resulta precisamente de um endividamento excessivo fruto deste tipo de investimento. 

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Abrantes, 6 de Novembro de 2011

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Os vereadores da Câmara Municipal de Abrantes eleitos pelo PSD

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Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico

In Mirante on line de 1/11/11

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Os vereadores do PSD no município de Abrantes defenderam esta segunda-feira, dia 31, a demissão da presidente da câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS) "como corolário lógico" pela decisão anunciada de reequacionar o projecto de construção do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA).

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O museu representa um investimento de 13 milhões de euros, com projecto desenhado pelo arquitecto Carrilho da Graça, e a sua realização implica a construção de uma torre de 27 metros para acolher as cerca de cinco mil peças que integram as diversas colecções.

Após a reunião de executivo realizada esta segunda-feira, os vereadores do PSD, Santana Maia e Belém Coelho, afirmaram que a "nova posição" da maioria socialista e as "notícias mais recentes sobre a reconceptualização" do MIAA, a ser construído agora de forma faseada e não integral, "significam a derrocada da torre do Museu e da credibilidade do actual executivo", liderado por Maria do Céu Albuquerque.

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"Tendo o PS montado toda a sua máquina de propaganda em torno da construção de um projecto megalómano e de viabilidade muita duvidosa, não pode deixar de causar grande perplexidade e apreensão o recente reconhecimento público de que, atendendo à actual conjuntura, seria irresponsável avançar para este investimento nos moldes em que estava previsto, ficando a construção da torre para uma segunda fase quando e se as condições o proporcionarem", referiram.

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Os vereadores sociais-democratas asseguraram ainda à Lusa serem "favoráveis" à construção de um museu ou adaptação de um espaço para "albergar colecções de reconhecido valor", desde que o projecto "não ponha em risco a coesão territorial e o tecido económico" do município.

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"É por esta razão que defendemos desde o início que, pretendendo a câmara avançar com um projecto megalómano que vai mobilizar e consumir recursos essenciais do município, não o deveria iniciar sem fazer um estudo sério sobre a sua viabilidade e sustentabilidade económica", vincaram.

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Além disso, vincaram, “a câmara avançou para a construção do museu completamente às escuras e sem um estudo sério sobre a sua viabilidade e sustentabilidade económica, ultrapassando todos os patamares da irresponsabilidade política".

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Segundo os dois vereadores, "a demissão seria o corolário lógico do reconhecimento público da impossibilidade de cumprimento de todos os grandes objetivos assumidos publicamente".

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Em declarações recentes à Lusa, a presidente da autarquia referiu que, "atendendo à actual conjuntura, seria irresponsável avançar para este investimento nos moldes em que estava previsto". A responsável vincou a intenção de "honrar um conjunto de compromissos assumidos", mas referiu que, “atendendo à actual conjuntura, seria irresponsável” avançar para este investimento nos moldes em que estava previsto.

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Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico

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Exmo Senhor Presidente

da Câmara Municipal de Marco de Canaveses

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Joaquim Manuel Coutinho Ribeiro, eleitor nº 6 da freguesia de Soalhães, vem expor e requerer a V. Excia o seguinte:

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    1. Na reunião da Assembleia Municipal do passado dia 29, ouvi V. Excia afirmar que, a partir desta semana, iria passar a dispor de um Audi A6.

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    2. E percebi, das suas palavras, que não se tratava de um acto de vaidade pessoal, mas uma forma de melhorar a imagem do município, pois que a viatura estaria ao serviço do município e não do seu presidente.

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    3. Reflectindo sobre o assunto, lembrei-me de que o Audi do município poderá resolver-me um problema logístico que tenho em mãos.

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    4. No próximo dia 13, é o casamento da minha prima Ester (jovem médica) com o David (jovem médico).

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    5. Pediu-me a minha prima que a transportasse à Igreja, ao que eu anuí.

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    6. Lembrei-me, depois, que o meu carro só tem duas portas o que, convenhamos, não é muito operacional para o efeito, sobretudo para entradas e saídas, já que o vestido poderá ficar agarrado e eventualmente rasgar-se.

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    7. Foi desta forma que me lembrei que, sendo eu munícipe do Marco, e estando o Audi ao serviço do município, seria um acto da maior justiça que eu pudesse transportar a minha prima ao casamento no A6.

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    8. Ainda pensei que talvez pudesse requerer a utilização do jeep Toyota, mas temo que os convidados possam gozar a noiva por se deslocar em em tal veículo.

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    9. Opto, pois, pelo Audi, com a promessa de que o entregarei lavado e com o combustível reposto.

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   10. Dispenso o motorista.

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Face ao exposto, requeiro a V. Excia se digne emprestar o A6 para utilização deste modesto munícipe no próximo dia 13, durante todo o dia.

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Pede deferimento
Joaquim Manuel Coutinho Ribeiro

04 Nov, 2011

FILMES DE TERROR

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A 2ª Guerra foi um grande desperdício. Soubesse Hitler o que valem os europeus do sul e teria distribuído cartões de crédito pelo pessoal. Depois, sem gastar uma bala, era só esperar que as nações se endividassem loucamente para tomar conta da tasca. Porque é isso que a tasca reclama: que os alemães tomem conta dela.

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Pena que a sra. Merkel não esteja interessada. (...)

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João Pereira Coutinho - Correio da Manhã de 29/10/11

04 Nov, 2011

O REFERENDO GREGO

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(...) Por muito que nos custe, por muito que custe aos técnicos da Europa, por muito que custe a uma legião de portugueses que, desgraçadamente, nunca puderam expressar-se sobre nada que dissesse respeito ao que os seus governos andaram secretamente a cozinhar em Bruxelas, ainda não se inventou nada melhor do que a democracia para consultar um povo sobre opções políticas fundamentais, ainda não se inventou nada melhor do que a democracia para confrontar um povo com as escolhas, todas elas, é certo, nebulosas, que tem pela frente.
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É precisamente o que está em causa na Grécia. Papandreou sabe que a política grega está a cair aos bocados, que ninguém se entende sobre nada. Sabe que lidera uma coligação em ruptura, cada vez mais descrente da sua capacidade para convencer uma sociedade a caminho da anarquia. Sabe que o choque é tremendo, os efeitos dramáticos, as reformas violentas. Mas também sabe que essas reformas precisam de ser feitas e que nenhum Governo pode subsistir se uma sociedade não se puser de acordo sobre algumas opções preliminares. Chegou por isso a altura de os gregos decidirem o que querem, de compreenderem o ponto em que estão e de aceitarem as consequências. Não é um destino invejável, mas parece o único possível.
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Verdade que este referendo, caso se realize, irá expor a Grécia a toda a espécie de ódio e demagogia. Ninguém tem ilusões sobre referendos e eleições. Um "não", de resto inteiramente provável, terá efeitos catastróficos sobre a economia grega. Levará à bancarrota, ao cancelamento da assistência externa, a uma terrível suspensão de salários e pagamentos. Para os gregos, seria um suicídio colectivo. Têm agora a arma nas mãos.

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Pedro Lomba - Público de 3/11/2011

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Quase 90% das investigações de corrupção no sector público ocorrem no poder local. Um estudo do DCIAP e do Centro de Estudos Sociais do ISCTE revela que as câmaras, freguesias e empresas municipais estão envolvidas na grande maioria dos casos de corrupção. Na lista das profissões dos arguidos, os políticos representam 10%.

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Para o autor deste estudo, o sociólogo Luís de Sousa, estes números revelam que o poder local precisa de uma reforma “urgente” e “profunda”. O trabalho sobre a corrupção participada entre 2004 e 2008 foi ontem apresentado. Luís de Sousa e a procuradora Helena Fazenda, que coordenaram a análise de mais de 800 casos de corrupção, peculato e participação económica em negócio, concluíram ainda que é o sector privado, com especial incidência na área da construção, que levou à abertura de mais processos desta natureza. As vantagens obtidas pelos indivíduos envolvidos nestes casos rondaram os 500 euros, mas em mais de 11% ultrapassou os 50 mil euros, valores pagos em dinheiro.
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Uma das mais polémicas conclusões do estudo é a de que mais de, metade dos casos terminam em arquivamento por falta de provas e 30% dos casos ainda estão em investigação. Dos que terminaram, menos de 4% resultaram em condenações.
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In Verbis

In Mirante - edição de 27/10/11

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A Câmara de Abrantes admitiu que não tem condições para construir o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) nos moldes anunciados, afirmando que o mesmo vai ser edificado de forma faseada. Em declarações à margem das II Jornadas Internacionais do MIAA, que se realizaram na sexta-feira, 21 de Outubro, em Abrantes, a presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque (PS), reafirmou que tem a intenção de “honrar um conjunto de compromissos assumidos”, mas com algumas alterações. “Atendendo à actual conjuntura, seria irresponsável avançar para este investimento nos moldes em que estava previsto”, disse a autarca, vincando que não existem condições para se poder avançar com um investimento “desta grandeza de uma só vez”. (...)

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O projecto de construção do MIIA tem feito correr muita tinta, pela polémica em seu redor. O vereador do PSD, Santana Maia, após ter conhecimento desta reestruturação não perdeu tempo e relembrou o que já disse sobre o projecto: “As minhas reservas assentam apenas na sustentabilidade económica de uma obra que vai consumir recursos que não temos, para gerar ainda mais encargos num momento de grande aperto financeiro”. O autarca refere mesmo que é uma “irresponsabilidade” avançar com a construção de um museu “com esta grandeza”, pelo que os vereadores do PSD se opõem à construção do mesmo.

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Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico

PONTO Nº7 - JORNAL DE ABRANTES VS JORNAL DE ALFERRAREDE

Proposta dos vereadores eleitos pelo PSD

Proposta de Deliberação dos Vereadores do PSD, Santana-Maia Leonardo e António Belém Coelho, intitulada “Jornal de Abrantes vs Jornal de Alferrarede”, que, por ser extensa se anexa à presente acta, propondo o seguinte: “A Câmara Municipal deverá suspender todos os apoios, directos e indirectos, designadamente os contratos de publicidade, com o Jornal de Abrantes.

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Mais requerem que sejam informados de qual os montantes, devidamente discriminados, pagos pela Câmara Municipal de Abrantes e/ou pelos Serviços Municipalizados: (I) em publicidade ao jornal de Abrantes e à Rádio Antena Livre entre os meses de Setembro de 2009 a Maio de 2011, assim como todos os subsídios às suas actividades ou eventos; (II) em publicidade ao Jornal de Abrantes no ano de 2008.”

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Deliberação: A proposta foi rejeitada com os votos contra dos vereadores eleitos pelo PS e pelo ICA e os votos a favor dos vereadores eleitos pelo PSD.

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Ver DOSSIÊ III: Direito da Oposição

Ver DOSSIÊ: As Nossas Propostas

CEDÊNCIA DE PALCO PARA EVENTO DE INTERESSE CONCELHIO

Pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

Nos próximos dias 11/12/13 de Novembro de 2011, vai decorrer o aniversário da Banda Arte Nova, em Rio de Moinhos Abrantes, que irá contar com a participação de várias bandas e grupos musicais, assim como de artistas conhecidos da zona de Abrantes e Portalegre e algumas bandas filarmónicas.

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Trata-se de um evento que irá certamente animar e atrair muita gente a uma freguesia do nosso concelho e numa época baixa, mas para o qual a existência de um palco é fundamental.

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Não se pode, no entanto, exigir que os promotores do evento disponham de um palco para o efeito pelo que a cedência de um palco pela autarquia parece-nos ser a solução natural, para mais para um evento de inegável interesse concelhio.

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Pelo exposto, gostaríamos de saber qual a razão para a autarquia recusar a cedência de um palco para a realização deste evento de inegável interesse concelhio.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

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