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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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«Não há volta a dar – depois de anos de regabofe, a alternativa é entre fazer ajustamentos ou entrar em falência.”.

Luís Marques Mendes - Correio da Manhã de 6-2-2012

Pedro Lomba - Público de 9-2-2012

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«Eu sou piegas na garganta. E você é-o no sentimento.

E o Craft é-o na respeitabilidade. E o Damasozinho é-o na tolice.

 Em Portugal é tudo Pieguice e Companhia.»
  Eça de Queiroz

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No princípio de Abril de 2008, o antigo presidente Jorge Sampaio deslocou-se à Universidade de Aveiro para um doutoramento honoris causa. Pregando um sermão fértil em agitação interior, Sampaio avisou que não alinhava no "campeonato das lamúrias". E acrescentou que Portugal precisava de "uma iniciativa privada que não esteja sempre com lamúrias".
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Durante os dez anos em que ocupou o Palácio de Belém, Sampaio bateu-se ardorosamente contra a lamúria e os lamurientos. Num dos seus discursos afirmou: "Para quem, como eu, tem feito da luta contra a lamúria um desígnio prioritário." Estava certo. Sampaio foi sempre fiel ao seu "desígnio prioritário". A luta contra a lamúria fez com que percorresse muitos quilómetros. Em 2002, visitando o Alqueva, apelou à iniciativa dos agricultores "num momento em que o país está sem tempo para lamúrias". Em 2005, numa visita oficial ao Chile, disse que "não é com lamúrias e braços caídos que os problemas se resolvem".
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Triste destino de Passos Coelho. Caso se chamasse Jorge Sampaio, teria a vida mais facilitada. (...)

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Vejam bem como a História se repete, de vez em quando como tragédia, quase sempre como farsa, mais raramente como parvoíce. Na campanha para as eleições presidenciais de 2000 entre Ferreira do Amaral e, de novo, Jorge Sampaio, podia ler-se nos jornais que o candidato do PSD acusara Jorge Sampaio de estar "a ter um comportamento arrogante, ao classificar as queixas dos portugueses de lamúrias".
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Desgraçado Ferreira do Amaral. Por ser quem era, ninguém lhe deu cavaco. Nenhum Arménio Carlos apareceu a seu lado de dedo no ar. Nenhum Zorrinho se prontificou para garantir: "Não é próprio de um presidente chamar lamurientos ao seu povo." Nenhum jornalista, cientista social, antropólogo, sociólogo, psicólogo, expeliu as suas sentenças morais. Não se ameaçou com revoluções. Nenhum professor João Leal da Universidade Nova (PÚBLICO de ontem) esclareceu que um "povo não tem psicologia" (e o inconsciente colectivo de Jung ou a memória colectiva de Halbwachs?).
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Às vezes o que mais deprime em Portugal não é a pieguice ou a lamúria. É sermos tão previsíveis e inconsequentes, ao ponto de uns continuarem a achar que têm o monopólio do coração e outros fecharem os olhos à verdadeira desvergonha. Entretanto, o Estado continua por reformar e o nosso modo de vida abre fendas por todos os lados. Talvez nos salvemos com esta admirável noção do ridículo e do essencial.

09 Fev, 2012

A corrida de burros

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Sempre que ouço falar em reformas estruturais, tremo que nem varas verdes e qualquer pessoa com dois dedos de testa, que é precisamente o que por aqui não abunda, percebe porquê. 

Mas eu vou explicar como se o leitor fosse muito burro. Imagine uma corrida entre um burro e um carro de Fórmula 1 numa pista de alta velocidade. Quem acha que ganhava a corrida? 

A resposta correcta é só uma: depende do condutor. Sendo certo que os portugueses, na sua maioria, conseguiam chegar ao fim montados no burro mas não conseguiam sequer arrancar com o carro de Fórmula 1. Ora, as nossas repartições públicas, tribunais, escolas, empresas, etc. estão cheias de gente que só tem formação e capacidade para andar de burro.

Se queremos empresas competitivas, uma justiça célere e justa, serviços públicos eficientes, uma escola competente e exigente e partidos que não promovam nem premeiem o chico-espertismo, ou seja, se queremos dotar a sociedade portuguesa de verdadeiros "Fórmula 1" para competir ao mais alto nível, comecemos, então, pela selecção e pela formação dos condutores, antes de lhe pormos o carro nas mãos.

Santana-Maia Leonardo - A Barca Março de 2011

Mirante on-line de 8/2/2012

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Os vereadores do PSD na Câmara de Abrantes votaram contra a proposta apresentada pela presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque (PS), que prevê a aquisição de serviços para a edição do Boletim Municipal no valor de 14.700 euros mais IVA. O desperdício de mais de 18 mil euros em pura propaganda política é um insulto e uma afronta a todos os munícipes, num momento em que o povo português passa por extremas dificuldades”, alegam Santana-Maia Leonardo e António Belém Coelho.

Os autarcas da oposição argumentam ainda que a Câmara de Abrantes “já gasta mais de 40 mil euros em propaganda política de teor idêntico com os contratos de publicidade com as duas rádios e dois jornais locais” e comparam essa verba com a que é destinada ao Banco Social, que é de “apenas” 50 mil euros. “Isto só vem comprovar o que toda a gente já sabe, ou seja, que os socialistas, mesmo em momentos de crise, são muito mais generosos a alimentar o seu ego do que a alimentar quem precisa”, afirma na sua declaração de voto.

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Ver DOSSIÊ III: Direito da Oposição

Mirante on-line de 8/2/2012

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A Câmara de Abrantes decidiu na segunda-feira abrir o procedimento concursal para adjudicar o projecto de recuperação do Convento de São Domingos visando a instalação no monumento da Fase 1 do MIAA - Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes.

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Com essa decisão, a autarquia confirma que esse projecto cultural avança, pelo menos para já, sem a construção da polémica torre no centro histórico da cidade, da autoria do arquitecto Carrilho da Graça, que gerou uma onda de contestação na cidade.

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Esse facto mereceu a concordância da oposição no executivo, com os vereadores do PSD a deixarem no entanto críticas à maioria socialista por ter "gasto inutilmente tempo, muito dinheiro e energias para finalmente acabar, mais uma vez, por adoptar a solução que os candidatos e vereadores eleitos pelo PSD sempre defenderam e pela qual foram tão criticados pelos socialistas".

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Na sua declaração de voto, os vereadores do PSD Santana-Maia Leonardo e António Belém Coelho dizem esta é a "solução ideal e sensata", pois "dá ao convento um destino nobre" e, além disso, "a despesa com a sua recuperação e remodelação sempre se teria de realizar, mais tarde ou mais cedo".

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Os vereadores do PSD deixaram também claro que não acreditam que a famigerada torre, que classificam como um "projecto megalómano", venha algum dia a ser construída. "Quanto à alegada segunda fase da construção do museu, respeitante à construção da torre, toda a gente sabe que a mesma só já se mantém no projecto para os socialistas salvarem a face e evitarem ter de dar, publicamente, razão aos vereadores eleitos pelo PSD, reconhecendo o óbvio, ou seja, que a torre vai ser construída no dia de São Nunca à tarde".

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Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico

BOLETIM MUNICIPAL - AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS

Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores eleitos pelo PSD

Proposta de Deliberação da Presidente da Câmara: aprovar o parecer prévio para aquisição de serviços para a “Edição do Boletim Municipal” pelo preço de 14.700,00€ mais IVA.

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Deliberação: A proposta foi aprovada com os votos a favor dos vereadores eleitos pelo PS e os votos contra dos vereadores eleitos pelo PSD.

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Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores eleitos pelo PSD

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O desperdício de mais 18.000,00€ (dezoito mil euros) em pura propaganda política é um insulto e uma afronta a todos os munícipes, num momento em que o povo português passa por extremas dificuldades, vê reduzidos ao mínimo os seus direitos e é sistematicamente sobrecarregado com impostos e taxas pelo poder político, designadamente, pela Câmara de Abrantes.

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E este desperdício é ainda mais chocante quando é certo que a câmara já gasta mais de 40.000,00€ (quarenta mil euros) em propaganda política de teor idêntico com os contratos de publicidade com as duas rádios e dois jornais locais.

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Basta ter em conta que a quantia destinada pela Câmara ao Banco Social era de apenas 50.000,00€ (cinquenta mil euros), ou seja, muito inferior aos 58.000,00€ (cinquenta e oito mil euros) que se propõe gastar neste tipo de propaganda absolutamente inútil.

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No entanto, isto só vem comprovar o que já toda a gente sabe, ou seja, que os socialistas, mesmo em momentos de crise, são muito mais generosos a alimentar o seu ego do que a alimentar quem precisa.

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Pelo exposto, os vereadores eleitos do PSD não podem deixar de votar contra a presente deliberação.

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Ver DOSSIÊ III: Direito da Oposição

JORNAIS E RÁDIOS LOCAIS - CONTRATOS DE PUBLICIDADE

Proposta dos vereadores eleitos pelo PSD

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Proposta de Deliberação dos Vereadores do PSD, Santana-Maia Leonardo e António Belém Coelho, intitulada “Jornais e Rádios Locais – Contratos de Publicidade”, que se anexa à presente ata, propondo o seguinte: 

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«Pelo exposto, e porque nos parece que a presente contratação enferma de graves irregularidades e/ou ilícitos, os vereadores eleitos pelo PSD vêm apresentar a seguinte proposta, requerendo, desde já, o seu agendamento:

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     O processo deverá ser enviado ao Ministério Público para investigação e à Inspecção-Geral da Administração Local para averiguação.

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Mais propõem que seja paga à Rádio Tágide a diferença relativa ao contrato com a Antena Livre, tendo em conta que lhe foi garantido pela senhora presidente da câmara que os contratos com as duas rádios seriam absolutamente iguais.»

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Deliberação: A proposta foi rejeitada com os votos a favor dos vereadores eleitos pelo PSD e os votos contra dos vereadores eleitos pelo PS.

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Ver DOSSIÊ III: Direito da Oposição

Ver DOSSIÊ: As Nossas Propostas

VENDA DE TERRENO À MITSUBISHI

Pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

Tendo em conta que, segundo a imprensa japonesa de ontem, a MITSUBISHI poderá abandonar a produção na Europa até ao final deste ano, os vereadores eleitos pelo PSD gostariam de saber se a senhora presidente tem alguma informação ou garantia sobre a situação da empresa no Tramagal.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Zona Sul