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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

MUSEU IBÉRICO - ALTERAÇÃO DO PROJECTO

Declaração de voto (A FAVOR) dos vereadores eleitos pelo PSD

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A Câmara gastou inutilmente tempo, muito dinheiro e energias para finalmente acabar, mais uma vez, por adoptar a solução que os candidatos e vereadores eleitos pelo PSD sempre defenderam e pelo qual foram tão criticados pelos socialistas. Ou seja, a instalação do Museu Ibérico no Convento de S. Domingos.

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Trata-se da solução ideal e da solução sensata, uma vez que consegue juntar o útil ao agradável, ao contrário da solução bizarra, sobretudo do ponto de vista da sustentabilidade económica, defendida pelos socialistas.

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Por um lado, dá ao Convento um destino nobre; por outro, a despesa com a sua recuperação e remodelação sempre se teria de realizar, mais tarde ou mais cedo, para preservação do património histórico.

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Esperamos, no entanto, que o tempo e o dinheiro inutilmente perdido e gasto pelo executivo socialista num projecto megalómano, financeiramente inviável e economicamente insustentável não tenham hipotecado de vez a oportunidade única de proceder à recuperação e remodelação do Convento de S. Domingos.

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Quanto à alegada segundo fase da construção do museu, respeitante à construção da torre, toda a gente sabe que a mesma só já se mantém no projecto para os socialistas salvarem a face e evitarem ter de dar, publicamente, razão aos vereadores eleitos pelo PSD, reconhecendo o óbvio, ou seja, que a torre vai ser construída no dia de S. Nunca à tarde. 

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Pelo exposto, os vereadores eleitos do PSD não podem deixar de votar favoravelmente a presente deliberação, uma vez que esta foi sempre a solução por nós defendida.

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Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico

05 Fev, 2012

A MÃO NO PODER

Paulo Morais - Correio da Manhã de 31-1-2012

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Há grupos económicos portugueses que mantêm intactos os seus privilégios desde os tempos da monarquia. Ao longo de séculos, conseguiram domesticar todos os regimes. 
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Até hoje, cativam uma parte significativa do orçamento de estado, à custa do qual se habituaram a enriquecer. Beneficiam de rendas das parcerias público-privadas da saúde, como acontece com o grupo Mello ou Espírito Santo. Recebem milhões pelo pagamento de juros da dívida pública. Obtêm concessões em monopólio, como acontece com a Brisa, detentora, por autorização governamental, das auto-estradas de Porto a Lisboa.
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Os favores que recebem do estado têm revestido as mais diversas formas. No tempo do fascismo, obtinham licenças num regime de condicionamento industrial, em que só os amigos do regime podiam criar empresas. O seu domínio sobre a economia e a política vem dos tempos da monarquia, onde pontificava o conde do Cartaxo, antepassado da família Mello. Já os Espírito Santo descendem do poderoso conde de Rendufe.
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Assim, estes grupos conseguiram trazer até ao século XXI, incólume, a lógica feudal, a tradição de atribuição de prebendas aos poderosos. Com uma diferença. Enquanto no tempo do feudalismo o rei atribuía privilégios que consistiam na doação de benefícios económicos (terras), a par de poder político (títulos), hoje apenas se concedem favores económicos. Assim, estes grupos mantêm o poder sem os incómodos do escrutínio democrático. Sabem que mais importante do que ter o poder na mão é ter a mão no poder. Até porque sempre influenciaram a política. Conseguiram-no no tempo de Salazar, através do fascínio que Ricardo Espírito Santo exercia sobre o ditador. Em democracia, contratam políticos de todas as tendências. Eanistas como Henrique Granadeiro, socialistas como Manuel Pinho ou social-democratas como Catroga.
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Neste jogo democrático viciado, os cidadãos são hoje como os servos da gleba de outrora, mas agora sob a forma de contribuintes usurpados. E reféns do sistema vigente, que muitos chamam de neoliberalismo, mas que não é novo nem é liberal. É apenas a manutenção do velho feudalismo.

04 Fev, 2012

NEUTRALIDADE

 

«Quando nos mantemos neutrais numa situação de injustiça,

escolhemos o lado  do opressor. Se um elefante tem a pata sobre

a cauda de um rato, o rato não vai apreciar a nossa neutralidade.»

Desmond Tutu

(arcebispo sul-africanoe Prémio Nobel da Paz)

 

«Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte.»

Max Webber

Santana-Maia Leonardo - in A Barca

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Miguel Pinheiro congratulava-se, um dia destes, na revista Sábado, com o facto de fisco ter controlado vários espectáculos o que levou os cantores de música ligeira a passar a declarar mais 384%. E terminava invocando o motivo de tanto regozijo: «os nossos impostos sobem por causa deles - dos que não pagam».

 

A sério? Pela minha parte não notei nenhuma descida dos meus impostos pelo facto de os cantores de música terem passado a declarar mais.

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Mas, afinal, em que país é que vive Miguel Pinheiro? Na Suécia, essa teoria pode ter alguma validade... Mas aqui, neste país à beira-mar plantado, se todos os que não pagam impostos passarem a pagar, não são os que pagam impostos que vão pagar menos. Pelo contrário, os nossos governantes é que vão passar a gastar mais.

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(...) A desigualdade não é, nem pode ser, um problema de partida numa sociedade livre. Pelo contrário, a desigualdade é e será sempre o fruto natural da liberdade.
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Sob o império da lei igual para todos, os indivíduos são livres de agir diferentemente. De acções livres, e por isso diferentes, decorrerão sempre resultados diferentes. Para abolir esses resultados diferentes, ou para garantir resultados iguais, será necessário abolir a igual liberdade que é garantida pela lei igual para todos. (...)

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Por esta razão, a desigualdade não é, nem pode ser, um problema de partida numa sociedade livre. O verdadeiro problema é o da pobreza ou, como disse Karl Popper, o do sofrimento humano susceptível de ser evitado.

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Em face deste argumento, o que deveria estar a ser discutido é o alívio da pobreza, não a promoção da igualdade.

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Mas a discussão sobre o alívio da pobreza é muito incómoda para os actuais dogmas dominantes. Levaria a questionar a razoabilidade de uma imensa despesa pública, designadamente em imensos quase monopólios estatais em áreas como a saúde e a educação - que, ao fornecer serviços quase gratuitos universais, na verdade estão a subsidiar os mais ricos com o dinheiro dos mais pobres e a proteger os produtores do Estado da saudável concorrência geral.

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Sim, numa palavra, o capitalismo tem de ser reformado. Mas o que ele realmente precisa é de mais liberdade e oportunidades para todos, não de mais igualdade.

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João Carlos Espada - Público de 30-1-2012

ESTA - Candidaturas referentes ao ano lectivo 2011/12

Informação da presidenta da câmara

Na sequência de um pedido de esclarecimentos apresentado pelos vereadores do PSD, na reunião de 29 de dezembro de 2011 e que ficou por esclarecer, no qual questionavam, e passou a citar:

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“Se é verdade, conforme foi noticiado recentemente, que o Curso de Tecnologias de Informação e Comunicação de Abrantes ficou deserto este ano, no final das três fases de acesso ao ensino superior?" (...)

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A Presidente de Câmara, apresentou os seguintes dados fornecidos pela Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, dos quais entregou cópia aos vereadores do PSD:

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No ano letivo 2011/2012 registaram-se 153 candidaturas, das quais 80 corresponderam ao contingente geral:

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 Licenciatura em Comunicação Social - 36 candidaturas;

 Licenciatura em Engenharia Mecânica - 4 candidaturas;

 Licenciatura em Tecnologias de Informação e Comunicação - 1 candidatura;

 Licenciatura em Vídeo e Cinema Documental - 39 candidaturas.

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No final, e considerando as candidaturas relativas ao Programa Maiores de 23, mudanças de curso, transferências, reingressos e titulares de curso superior ou CET, registaram-se os seguintes números de candidatos:

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 Comunicação Social- 44 candidaturas;

 Engenharia Mecânica – 41 candidaturas;

 Tecnologias de Informação e Comunicação – 20 candidaturas;

 Vídeo e Cinema Documental – 48 candidaturas.

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Referiu também que, no ano lectivo 2011/2012,se encontram matriculados na Escola de Tecnologia da Abrantes, um total de 540 alunos.

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Apresentou ainda um quadro que reflecte a evolução do número de alunos da ESTA. No ano letivo 1999/2000, eram 113 os alunos inscritos. Desde esse ano e até ao ano letivo 2007/2008, registou-se um crescimento contínuo do número de alunos que, nesse ano, eram 814. Em 2008/2009 registou-se uma quebra nessa tendência, mas logo no ano letivo seguinte o número de alunos voltou a crescer atingindo os 588 alunos. Como já tinha referido, este ano letivo encontram-se matriculados 540 alunos.

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Salientou que são números bastante animadores e que motivam para continuar a trabalhar no sentido de garantir a continuação da Escola Superior de Tecnologia em Abrantes, nomeadamente através do desenvolvimento de políticas que levem à melhoria das condições de trabalho e ao aumento da capacidade de resposta da escola.

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Referiu igualmente que, contrariamente à posição do PSD, para este executivo é fundamental criar condições para que a ESTA continue instalada em Abrantes, uma vez que ela assume um papel estruturante no desenvolvimento do concelho, não só pela sua capacidade de atrair mais jovens, como também pelo facto da atracção desses quadros jovens poder responder às necessidades das empresas instaladas no concelho, na formação de activos, e também de jovens que possam encontrar aqui o seu lugar para trabalhar.

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Lamenta, mais uma vez, que o PSD de Abrantes continue a fazer política à volta da ESTA, criando alguma suspeita sobre a sua continuidade. (...)

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O vereador António Belém Coelho questionou se as mudanças de curso são internas ou externas.

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A Presidente respondeu que são de outros politécnicos para Abrantes.

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Relativamente a esta matéria, o vereador Santana-Maia Leonardo disse que foram os órgãos de comunicação social nacionais, designadamente, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias, que noticiaram que o Curso de Tecnologias de Informação e Comunicação de Abrantes tinha ficado deserto este ano, no final das três fases de acesso ao ensino superior. Ora, a ser verdade, isso não podia deixar de ser motivo de preocupação para todos nós.

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Por outro lado, os vereadores eleitos pelo PSD nunca foram contra a ESTA, tanto assim que sugeriram o Mercado Diário e a requalificação do atual edifício da ESTA como alternativas à compra do Edifício Milho. O que os vereadores eleitos pelo PSD são contra é a compra do Edifício Milho para a instalação da ESTA por considerarem que o mesmo não reúne as condições para o efeito e que o seu preço não o justifica.

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A Presidente da Câmara disse que não tem mais informação, a não ser aquela que é veiculada pela comunicação social nacional, de que há uma intenção efectiva de extinguir politécnicos e reduzir a oferta formativa, nomeadamente a esse nível. (...)

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Ver secção (V) do DOSSIÊ II: Requalificação do centro histórico

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