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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

RPP SOLAR

Pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

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No seguimento do nosso anterior pedido de esclarecimento e quando se adensa o mistério sobre os motivos que levam a senhora presidente da câmara a protelar ad eternum a inevitável decisão, sem que se apurem as responsabilidades, os vereadores eleitos pelo PSD gostariam ainda de saber:

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     (1)   O número, a data de emissão e a validade da licença de construção?

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     (2)   Por que razão não se executa a garantia bancária, se a senhora presidente garante que ela existe?

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     (3)   Se a garantia bancária é “on first demand” e qual o seu valor?

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     (4)   Qual a entidade emitente da garantia e, sendo esta estrangeira, se tem cá representante?

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     (5)   Finalmente, se já foi aberto o processo de inquérito interno para apuramento de responsabilidades?

 

Ver DOSSIÊ VI: RPP Solar

04 Mar, 2012

KRUGMAN EM LISBOA

Vasco Pulido Valente - Público de 1/3/12

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(...) uma realidade, pouco agradável, vai pouco a pouco aparecendo, ainda hesitantemente, sob forma de pergunta: "E se não existissem os meios para o Estado social (e ramificações), que o país tirou da sua miséria com os salvíficos "fundos" da "Europa" e com uma dívida externa que não consegue, ou conseguirá, suportar?"

 

Ou pior do que isso: "E se os 30 anos desta próspera e feliz democracia não passassem, no fundo, de um enorme exercício de irresponsabilidade, em que se enganaram os nativos, mas não se enganou mais ninguém no mundo?"(...)

Mirante de 29-2-12

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O executivo da Câmara Municipal de Abrantes aprovou o pagamento de um montante de 991 mil euros pelo fornecimento de energia eléctrica para a rede de iluminação pública durante o ano de 2012. Na mesma reunião, a autarquia aprovou também o valor de 292 mil euros para pagamento da energia consumida nos edifícios municipais e equipamentos públicos durante o primeiro semestre do corrente ano.

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Apesar de terem votado favoravelmente a proposta da maioria socialista, os vereadores do PSD declararam que não podiam “deixar de chamar a atenção para o sistemático desperdício de energia eléctrica a quem assistimos no concelho de Abrantes, por desleixo dos serviços encarregados de programar as horas de acendimento e apagamento das lâmpadas da iluminação pública”.

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António Belém Coelho e Elsa Maria Cardoso dizem que as luzes estão acesas com alguma frequência em pleno dia, acrescentando que num tempo de grande depressão económica, e sendo a energia um bem caro e escasso, “não é aceitável que sejam os próprios serviços públicos, que deviam da o exemplo, a desperdiçar energia desta forma”.

 
 
Hoje, na Igreja da Misericórdia, Abrantes pôde assistir ao concerto comemorativo do 83º aniversário do Orfeão de Abrantes que contou também com a participação do Coral Adágio de Portimão.
 
Aos orfeanistas endereçamos os nossos parabéns, em particular à orfeanista Elsa Cardoso (na foto: a primeira da 1ª fila).

José Pacheco Pereira - Público de 3/3/12

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(...) Portugal comprou esta semana a bala da sua execução, com alguma pompa, circunstância e uma gigantesca cegueira e subserviência aos poderosos da Europa. Refiro-me à assinatura do texto do novo "tratado" cisionista da UE, que deixa de fora o Reino Unido e a República Checa. (...)

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Essa execução pode assumir três formas, todas mortíferas para muitos e bons anos: uma, a de o novo tratado, assinado de cruz, ser o instrumento para nos obrigar a sair do euro; outra, a de servir para nos expulsar como incumpridores da UE e, por último, a de nos condenar a uma longa recessão e estagnação na cauda da Europa. O que assinamos de cruz é o instrumento que vai dar legalidade e legitimidade à nossa marginalização, submissão, dependência e mediocridade. Por uma razão, que entra pelos olhos dentro de todos, mas que ninguém verdadeiramente discute tão mergulhados num curto prazo acéfalo como estamos: é que as regras que assinamos são impossíveis de cumprir por Portugal e, por isso, aconchegamos bem de mais a cabeça à pistola do executor, com a bala que compramos. (...)

Extracto da entrevista ao Nobel da Economia Paul Krugman - Público de 29-2-12

 

Público - A Grécia parece ter começado a dizer não, mas a troika não aceitou...

Paul Krugman - A Grécia está a chegar ao fim do jogo. Não vejo como é que possa continuar no euro. A austeridade está a afundar a sociedade e não aguentam mais. Sair do euro não será fácil, mas ao menos dar-lhes-á alguma esperança de recuperação.

Tanto o Governo português como a troika têm dado uma grande importância ao efeito das reformas estruturais, dizendo que, ao contrário do que está a acontecer na Grécia, será isto que vai fazer Portugal voltar a crescer. Acredita?

Podem esperar-se alguns resultados das reformas estruturais e acho que é de avançar com algumas coisas, mas eu não teria grande fé nelas. A história da realização de reformas estruturais mostra que, habitualmente, não produzem os resultados esperados. Não é que não seja necessário fazer reformas, mas a ideia de que podem ser a salvação está errada. E vale sempre a pena lembrar a Irlanda, que foi louvada por ter feito todas as reformas estruturais que se pudessem imaginar e está agora em crise, juntamente com vocês. As reformas estruturais não são a solução mágica. (...)

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P - Foi um erro, para a Grécia e também para Portugal, entrar no euro?

P.K. - Acho que é bastante óbvio que foi um erro para a Grécia. E eu diria que também para Portugal. Eu percebo que na altura era difícil dizer não, até porque estavam todos a fazê-lo, mas a verdade é que a vida seria muito mais fácil agora. Aliás, a vida teria sido mais fácil no caminho para a crise e agora.

As pessoas teriam menos carros...

Menos carros nas ruas, mas mais pessoas com trabalho. Há muitas pessoas que acham que o euro foi uma coisa maravilhosa porque durante uma década trouxe muita prosperidade ao Sul da Europa, com todo o dinheiro a entrar. O problema é que isso não era sustentável, não era verdade. E este ajustamento terrível que terá agora de se realizar é o suficiente para concluir que não se deveria ter adoptado o euro logo de início.

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