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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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22 Abr, 2012

CRIMES BONS

João Pereira Coutinho - Correio da Manhã

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O despejo da escola da Fontinha, no Porto, não devia merecer comentários:

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Mas vale a pena comentar as reacções ao despejo, baseadas numa curiosa interpretação da marginalidade e dos seus fins: se a marginalidade for exercida com propósitos caritativos, dizem alguns iluminados, a sociedade deve aplaudi-la e até sustentá-la. No caso do grupo Es.Col.A., parece que os ocupantes se entretinham a entreter o bairro com aulas de yoga e capoeira, o que sem dúvida os coloca acima da lei.

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Que isto convença os próprios de uma superioridade moral assaz ridícula e histérica, eis um pormenor que não perturba. Mas já perturba ver gente aparentemente racional para quem a legalidade de um acto depende do espírito com que o praticamos. No limite, esta espécie de ‘relativismo’ serviria de justificação para qualquer crime, desde que esse crime fosse executado com bons sentimentos.

Vasco Pulido Valente - Público de 13-4-12

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(...) O programa do Partido Socialista Francês reflecte, de resto, o inadjectivável delírio da facção "socrática" do nosso PS. Segundo Hollande veementemente promete (e esperemos que se trate de uma grande mentira), se ele por acaso ganhar, os rendimentos acima de 1.000.000 € serão taxados em 75%; o Estado criará uma espécie de "Banco de Fomento" à Salazar para as PME; a idade da reforma desce para 60 anos (porque não para 50?); o sistema escolar irá receber até 2017 mais 60.000 professores; e o PSF vai renegociar o PO e congelar os combustíveis durante três meses. Nem a irresponsabilidade de Guterres conseguia congeminar um plano tão absurdo, que nem para 1990 parece razoável. Mas, como se sabe, a França é o berço da revolução e o farol da humanidade. Não é? (...)

Mirante - edição de 19/4/2012

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A Câmara de Abrantes decidiu atribuir anualmente às escolas do primeiro ciclo do concelho 5 euros por cada aluno para ajudar ao pagamento das despesas de funcionamento dos respectivos estabelecimentos de ensino. O executivo vai ainda dar mensalmente a cada escola primária e jardim de infância uma verba destinada ao pagamento de telefone calculada em função do número de alunos. Assim, as escolas com menos de 25 alunos recebem 70 euros, as escolas que tenham entre 25 e 50 alunos recebem 80 euros, as que tenham de 51 a 100 alunos auferem 100 euros e as que tenham mais de 120 crianças encaixam 120 euros.

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A proposta da presidente da câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS), foi aprovada por unanimidade, mas os vereadores do PSD consideraram que deveria existir uma “discriminação positiva” relativamente às escolas com menos de 51 alunos, que na sua óptica deveriam receber 10 euros anuais por aluno - “tendo em conta que estas escolas se encontram em situação de grande desvantagem em relação às demais, mesmo relativamente às despesas de funcionamento, até tendo em conta o efeito de escala”.