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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

30 Jun, 2012

O VÁCUO

Vasco Pulido Valente - Público de 29-6-12

 

(...) O que as cenas de Castro Daire e de Guimarães demonstram, para lá de qualquer dúvida, é que o Presidente deixou de ser visto como um árbitro da cena política portuguesa e passou a ser visto como um cúmplice. Quer queira, quer não queira, Cavaco perdeu a autoridade, tradicionalmente associada a Belém. O país percebeu o silêncio culpado sobre Sócrates, que ele julgou necessário para ser reeleito; e percebeu a seguir a razão dos discursos que fizeram e apoiaram a coligação da direita. Principalmente, ninguém lhe desculpou, ou desculpará, a fita inominável sobre a "pensão de reforma" ou, por mais que ele se explique, a água turva do BPN e o Algarve. Da antiga confiança com que o eleitorado inexplicavelmente o favorecia, não sobra nada. Ao primeiro problema sério, o regime e os portugueses descobrirão para seu desgosto e surpresa que Belém é um vácuo.

José Manuel Fernandes - Público de 29-6-12

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(...) É certo que o prof. Hespanha se apresenta apenas como historiador, mas é estranho que, tendo passado o Prós e Contras a apelar a que se olhasse para a realidade, seja de uma total cegueira quanto a factos bem reais. E um deles é que Portugal nunca conseguiu, desde pelo menos 1950, equilibrar as contas externas. Mesmo nos períodos em que a nossa economia cresceu mais depressa, sempre importámos mais do que exportámos. Fomo-nos safando graças às remessas dos emigrantes, à ajuda dos fundos europeus e ao investimento externo, até que chegou o tempo do crédito fácil e barato. Temos a dívida que temos porque, só desde 1995, fomos acrescentando todos os anos à dívida externa o equivalente a dez por cento do PIB. Porque consumimos sistematicamente mais dez por cento do que aquilo que produzimos. Porque vivemos a crédito e foi esse desequilíbrio que causou os nossos problemas. (...)

Vasco Pulido Valente - Público de 30-6-12

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(...) Hoje, (a Alemanha) democrática e desarmada, parece um país normal e, à superfície, a Europa não vive mal com ela. Infelizmente, com ou sem a retórica da União (e das caranguejolas que a precederam), o peso económico e estratégico da Alemanha não diminuiu. E a força da Alemanha - mesmo com razão ou com razões - quando exercida numa crise grave não deixou de vexar os pacientes, em especial se exercida com a dureza e a superioridade da sra. Merkel. Pequenos sinais - como, em Portugal, a alegria com a vitória de Itália no futebol - revelam que os sentimentos contra a Alemanha alastram e se irritam. A Alemanha talvez ganhe a "batalha" do euro, mas só a ganha à custa de ressuscitar o fantasma do "mau alemão" - o velho "boche" e o velho "kraut" - e de um real isolamento na Europa. A sra. Merkel com certeza que ainda não percebeu isto.

29 Jun, 2012

O PODER AUTÁRQUICO

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O poder autárquico foi muito importante a seguir ao 25 de Abril, quando se tratava de democratizar o funcionamento das instituições e de criar novas infra-estruturas de saneamento básico, vias de comunicação e algumas estruturas sociais. Entretanto, o poder político autárquico instalou-se, rodeou-se de clientelas e de conivências, usou e abusou dos recursos – humanos e financeiros – e, chegaram a corrupção e o nepotismo.

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Relativizar a questão com o argumento de que o poder autárquico é mais eficiente e mais económico, para a mesma função, do que o poder central poderá ser verdade, mas não justifica os vícios do poder autárquico.

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Na maioria das autarquias, a aliança dos autarcas com as empresas de construção e de obras públicas arruinou a paisagem portuguesa, consumiu recursos enormes enormes, nacionais e europeus, e terá criado algumas grandes fortunas que por aí andam e se vêem sem precisar de óculos. Será esta a razão por que os governos de José Sócrates nunca aceitaram a criminalização do enriquecimento sem causa justificada.

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Acontece também que as autarquias se habituaram, pelas razões descritas ou mero atavismo, a serem meras comissões de obras públicas e raramente se assumem como governo do concelho.

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Henrique Neto, in UMA ESTRATÉGIA PARA PORTUGAL, pág.199-200

28 Jun, 2012

PEPE E O HINO

Santana-Maia Leonardo - in A Barca

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O maior português de todos os tempos não era português, nem consta que soubesse o hino. Refiro-me, obviamente, a D. Afonso Henriques, filho de francês e de espanhola. No entanto, ainda não vi ninguém pôr em causa o seu portuguesismo. Não percebo, por isso, por que razão cada jornalista, que vai entrevistar os jogadores portugueses que nasceram no Brasil, lhes tem de perguntar se sabem o hino.

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Para além de a pergunta revelar uma dose de racismo absolutamente intolerável, se o critério para se ser português fosse esse, então muito poucos mereciam esse distintivo. Experimentem pedir ao vosso vizinho para vos escrever o hino numa folha de papel.

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Quantos portugueses sabem o que quer dizer ou como se escreve «egrégios avós»? A maioria, quando chega aqui, aproveita sempre por passar pela igreja dos avós. Não é que não seja bem pensado, sobretudo quando se vai pegar em armas e enfrentar os canhões.

EXECUÇÃO SOBRE A CÂMARA MUNICIPAL

Informação complementar

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Em complemento a informação prestada pela Presidente da Câmara e pelo Vereador Rui Serrano, relativamente às questões levantadas pelos Vereadores do PSD, na reunião de 21 de maio de 2012, relativamente a uma execução sobre a Câmara Municipal, a Presidente da Câmara esclareceu que, à data, essa era a informação disponível. No entanto, informou o seguinte: «Indagados os serviços sobre a matéria, verificava-se que a Câmara na altura da reunião não havia sido notificada ou citada para qualquer ação judicial sobre a matéria. O conhecimento da informação trazida à Câmara Municipal pelos vereadores do PSD apenas terá sido possível pelo acesso privilegiado que os advogados, solicitadores e técnicos de justiça têm no exercício da sua profissão e estranha-se que se entenda ser pública a ação de que a Câmara ainda não fora citada.(...)»

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Ainda a propósito deste assunto, a Presidente da Câmara deu conhecimento de uma notícia que foi publicada no jornal “O mirante”, na edição de 31 de maio de 2012, com o título “Câmara de Abrantes promete pagar dívidas para evitar penhora” e lamenta que a comunicação emita notícias como esta, onde mais uma vez, os municípios são achincalhados de incumpridores e maus gestores, quando isso não é verdade.

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O vereador António Belém Coelho agradeceu à Presidente da Câmara o esclarecimento prestado e disse que a reunião de câmara foi a uma segunda-feira e desde a terça-feira anterior que esse assunto já estava nos blogs, sendo portanto, já do domínio público.

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O vereador Santana-Maia Leonardo disse que no blog “Cidadãos por Abrantes”, foi colocado um post no dia 15 de maio de 2012, que dizia o seguinte, “Executaram hoje a Câmara Municipal de Abrantes, em 264.873,93€” e a seguir transcrevem precisamente, a entrada da ação, a distribuição, o executante, o executado e os dados do processo. Por isso, a partir do dia 15 de maio, qualquer cidadão que tivesse conhecimento desse post, ficaria na posse da informação e foi isso precisamente que aconteceu relativamente aos vereadores do PSD e motivou a sua intervenção.

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A Presidente da Câmara lamenta que a fonte de informação dos senhores vereadores do PSD seja um blog (...).

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Ver secção (IV) do DOSSIÊ IV: Orçamento e Prestação de Contas

MEDALHA DE HONRA A MANUEL LOPES MAIA GONÇALVES

Esclarecimento da presidente da câmara

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Na sequência do pedido de esclarecimentos apresentado pelos vereadores do PSD, na reunião de 07 de maio de 2012, sobre a exclusão da atribuição da Medalha de Honra da Cidade, o juiz conselheiro Manuel Lopes Maia Gonçalves, a Presidente da Câmara referiu que não foi ponderada a atribuição da referida medalha à pessoa em causa e também não foi equacionada como proposta para as medalhas de mérito municipal de acordo com a interpretação que se fez do regulamento.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

"MAIS PASSEIO" A ABRANTES

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A Presidente da Câmara deu conhecimento que, no sábado, dia 26 de Maio, se realizou a primeira visita da “Mais Passeio” a Abrantes.  Explicou que a “Mais Passeio” é uma empresa que organiza passeios para seniores e que trabalha essencialmente com Juntas de Freguesia, Universidades da 3ª Idade e Centros de Dia. (...)

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O roteiro realizado no dia 26 de maio foi adquirido pela Junta de Freguesia dos Anjos e que trouxe à cidade 103 pessoas. Incluiu: visita ao castelo que contou com a presença de Zahra, a moura que falou da Lenda de Abrantes; visita guiada à Igreja de Santa Maria do Castelo; participação do Grupo de Cantares de Bemposta;  intervenção da empresa SOFALCA que apoia o projeto; descida e passeio pelo Centro Histórico. (...)

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O vereador António Belém Coelho disse que em complementaridade ao que já anteriormente tinham proposto, seria bom arranjar um circuito desses no interior da cidade, com partida do atual centro de Turismo, para visitar as igrejas e o castelo e na Praça Barão da Batalha ou no Mercado Criativo ter uma mostra de produtos regionais para divulgação.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

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