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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

 

No âmbito do projeto "Juventude Ação na Solidariedade" promovido pela AJAF-Associação Juventude Ação no Futuro, com o apoio do programa FINSOCIAL 2011, realizou-se no passado dia 30 de Julho de 2012, pelas 14h00 no ECOMUSEU de Martinchel, um ateliê criativo no qual estiveram presentes 7 participantes entre os 14 e os 75 anos. Esta atividade contou com o apoio da Junta de Freguesia de Martinchel e da Associação Cultural os Amigos de Martinchel – ACLAMA.

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A atividade consistiu em aplicar a técnica do guardanapo em caixas de madeira, pratos e travessas de vidro. Os trabalhos elaborados neste ateliê posteriormente serão colocados em exposição a definir.

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Todos/as os/as participantes mostraram contentamento com a dinamização desta iniciativa, mostrando interesse em participar em outras idênticas que permitam a aquisição de novas competências, novas técnicas manuais.

EM DEFESA DOS TOIROS

Proposta dos vereadores eleitos pelo PSD

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A Tauromaquia é não só uma das formas de expressão cultural mais enraizadas no Ribatejo como é a sua imagem de marca.

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Além disso, as touradas são, como toda a gente sabe, o único garante da perpetuação da raça dos toiros e da sua qualidade de vida.

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Com efeito, não existe um único país que seja criador de toiros em que o destino destes não seja as touradas.

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O fim das touradas significaria, pura e simplesmente, a extinção dos toiros.

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Sendo certo que, em três ou quatro anos de vida do toiro, não há animal que viva junto do homem que tenha vida que se lhe compare.

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Vive em liberdade, em estado selvagem, inteiro.

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Basta compará-la com a vida do boi que é feita de sofrimento desde que nasce até que morre: capado, amarrado a uma manjedoira, quase sem espaço para se mexer, engordado a toque de farinhas e hormonas, para morrer ingloriamente, ao fim de 6 meses, num matadouro qualquer e sabe-se lá como.

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Defender as touradas é também defender a perpetuação e qualidade de vida dos toiros.

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Sem esquecer, obviamente, o peso económico que esta actividade tem nas suas diversas componentes, desde a criação selectiva até ao produto final, designadamente na região do Ribatejo, movimentando a jusante e a montante muitos milhares de postos de trabalho.

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E, hoje, num tempo de pensamento único formatado em que as turbas fascistas nos querem vestir o colete de forças do politicamente correcto, torna-se imperioso que o Município de Abrantes dê voz pelo Ribatejo e pelos toiros.

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Pelo exposto, os vereadores do PSD vêm apresentar a seguinte proposta, requerendo, desde já, o seu agendamento:

 

     (a)   Declarar a Tauromaquia como Património Cultural e Imaterial de Abrantes;

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     (b)   Apresentar, no Conselho da CIMT, proposta de teor idêntico para que se declare a Tauromaquia como Património Cultural e Imaterial do Ribatejo.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

DE CIDADE FLORIDA A ZONA FRANCA DA CRIMINALIDADE

Declaração dos vereadores eleitos pelo PSD

Na reunião da câmara de 20 de Setembro de 2010, os vereadores eleitos pelo PSD fizeram uma intervenção denominada "DE CIDADE FLORIDA A ZONA FRANCA DA CRIMINALIDADE" onde denunciaram, mais uma vez, a situação absolutamente insustentável a que tinha chegado a cidade de Abrantes, em termos de segurança pública, afirmando designadamente o seguinte:

«Existem fortes indícios de já se viver em Abrantes situações de cariz mafioso, como é o caso de extorsão de dinheiro e de bens a comerciantes, através da intimidação física e da coação psicológica, e de esquemas de contratação de elementos de comunidades marginais para amedrontar e afugentar a clientela de estabelecimentos comerciais concorrentes.

É, aliás, surpreendente como se consente que indivíduos que se dedicam a este tipo de actividade, se passeiem, com a maior das naturalidades, pelas ruas da nossa cidade armados, exibindo a arma e apontando-a a quem lhes apetecer, e em carros portadores de autênticos arsenais bélicos.»

No seguimento desta nossa intervenção, em vez de termos sido elogiados pela coragem de denunciar publicamente uma situação que muitos abrantinos viviam e sofriam em silêncio, há muito tempo, fomos, antes, duramente criticados, quer pela senhora presidente da câmara, quer pela Polícia de Segurança Pública (que reagiu através de comunicado), acusando-nos de alarmistas e garantindo publicamente que Abrantes era uma cidade segura.

Os vereadores eleitos pelo PSD vêm agora dar a conhecer que o Ministério Público acaba de deduzir acusação contra diversos indivíduos por associação criminosa, extorsão na forma continuada, coação, dano, ofensas corporais e ameaça agravada, designadamente por se ter constituído «no ano de 2000, um grupo com estrutura organizada, de carácter permanente e estável, o qual tinha por único objectivo a obtenção de quantias monetárias de valor não inferior a 50€, bem como de géneros alimentícios e outras mercadorias, fornecidos por inúmeros proprietários de estabelecimentos comerciais da cidade abrantina e, como contrapartida, este grupo dizia-lhes que lhes dava protecção.

A obtenção dos valores monetários desta forma ficou conhecida por "camorra", sendo que as quantias assim obtidas eram distribuídas pelos vários elementos do grupo.»

Ou seja, como resulta expressamente da acusação, desde o ano 2000 que os comerciantes abrantinos vivem sob a "protecção" de grupos de marginais a quem têm de pagar a "camorra", em vez de estarem sob a protecção das autoridades públicas que, pelos vistos, não só não os protegeram como ainda tiveram a desfaçatez de criticar aqueles que tiveram a coragem de denunciar esta situação com risco da sua própria vida.

Esperemos agora que as autoridades públicas consigam, ao menos, garantir a protecção e a segurança das testemunhas e dos estabelecimentos comerciais.

Ver DOSSIÊ VIII: Segurança

Paulo Rangel - Público de 24/7/12

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(...) Choca-me em especial o modo como agências administrativas independentes e tribunais são, sem qualquer necessidade, sistematicamente sediadas em Lisboa ou arredores. Sem qualquer necessidade e sem qualquer ganho para a capital e, já agora, com evidente prejuízo para tantas cidades médias portuguesas, com equipamentos, comunicações e estatuto para as acolherem.

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Entidades como o Banco de Portugal, os Supremos Tribunais, o Instituto Nacional de Estatística e dezenas de entidades reguladoras e administrativas podiam perfeitamente estar espalhadas pelo território, dando massa crítica, visibilidade e centralidade a cidades médias.

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Não se trata, naturalmente, de criar novos gastos com mudanças inúteis. Trata-se de cada entidade nascente ser instalada fora de Lisboa, atraindo quadros e movimento administrativo e económico, atenuando porventura o efeito severo da indispensável racionalização. (...)

29 Jul, 2012

O OVO DO CROCODILO

João César das Neves - Diário de Notícias de 21/7/12

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(...) Aquilo que os nossos descendentes não conseguirão compreender é a nossa inacreditável ligeireza e inoperância perante factos devastadores, que subjazem a tudo o mais: "No primeiro semestre deste ano, nasceram menos quatro mil bebés do que no mesmo período de 2011. Se a tendência de decréscimo se mantiver, 2012 poderá ficar para a história como o ano em que os nascimentos não chegaram aos 90 mil, algo que nunca aconteceu desde que há registos" (DN, 5/Julho). Sem portugueses não há economia, consumo, emprego, ensino, justiça, país. Com a atenção centrada no défice, desemprego, ou pior, nas tricas do momento, Portugal resvala para a decadência perante a apatia generalizada.

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Somos um dos países do mundo com menor taxa de fertilidade, muito inferior à dos nossos parceiros, aliás também entre os mais estéreis. Essas sociedades desenvolvidas há muito identificaram o problema e criaram políticas resolutas para o enfrentar, com sucessos muito díspares. Em Portugal a medida recente neste campo é o subsidiação do aborto, que aliás é a única área da Saúde onde os cortes financeiros não têm efeito. (...)

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Que a atrocidade de arrancar o embrião do seio da sua mãe, prática recusada por toda as sociedades cultas, seja por nós promovida pelo Estado será incompreensível aos nossos poucos descendentes.

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Nos raros casos em que o tema surge nas conversas, atribui-se a redução da natalidade à crise e ao desemprego, sem notar a incongruência de serem os pobres os mais férteis. (...)

28 Jul, 2012

ANALFABETOS

João Pereira Coutinho - Correio da Manha de 22/7/12

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A ‘licenciatura’ de Miguel Relvas continua a render por aí. Leio nos jornais que um adepto português da Volta a França empunhou um cartaz nos Pirenéus onde se lia ‘Vai Estudar Relvas’.  Não é caso único: a internet está tomada de assalto pela frase guerreira ‘Vai Estudar Relvas’ e o ‘Expresso’ avisa que os Jogos Olímpicos de Londres não ficarão imunes a estes protestos.

Por mim, à vontade. Só estranho que o bordão pedagógico tenha um tão clamoroso erro gramatical. Quando se escreve ‘Vai Estudar Relvas’, está a dizer-se a alguém para ir estudar o ministro Relvas – uma ocupação sem dúvida meritória, tendo em conta a personalidade fascinante do sujeito. Mas se a ideia é mandar o próprio ministro estudar, há uma vírgula em falta. ‘Vai Estudar, Relvas’, eis a formulação correcta. Um mero pormenor?Admito que sim.

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Mas também admito que é um pouco deprimente ver analfabetos a criticar o analfabetismo dos outros.

José Pacheco Pereira - Público de 14/7/12

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(...) Por exemplo, se Jerónimo de Sousa quisesse ser "doutor da mula ruça", como coloridamente se referiu ao título de Relvas, teria o curso de imediato. Não tem ele experiência do "exercício de cargos públicos, o exercício de funções políticas e o desempenho de funções em domínios empresariais, ou de intervenção social e cultural"? Militante e funcionário do PCP, dirigente sindical, autarca (tudo "exercício de cargos públicos, o exercício de funções políticas"), organizador tanto de greves como de festas como a do Avante! ("desempenho de funções em domínios empresariais, ou de intervenção social e cultural"), não encaixa nos critérios da Lusófona? Não tem ele "experiência (...) que se estende ao longo de mais de duas décadas de actividades essencialmente focadas no domínio da política nacional e local"? Até mais do que duas décadas, o que devia dar um doutoramento. Não tem ele "desde muito jovem uma participação activa nos mais relevantes palcos do debate e da discussão política nacional, nomeadamente enquanto deputado à Assembleia da República"? Não tem ele por essa experiência "a aquisição de competências relevantes na área de (...) Ciência Política e Relações Internacionais, nomeadamente aquelas que dizem respeito à compreensão dos quadros institucionais da actuação política e partidária em Portugal, (...) ao funcionamento dos sistemas eleitorais, (...) métodos e técnicas de análise política e (...) consequências sociais do fenómeno político"? Se tem! Até se podem acrescentar várias "universidades da vida" muito complicadas: fez a Guerra Colonial, trabalhou numa fábrica, estudou ao mesmo tempo que trabalhava, militou num partido "duro", em que os riscos sociais de exclusão são muito mais pesados do que no PS e no PSD depois de 1975. 
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Mas Jerónimo de Sousa nunca pediria equivalências académicas pela sua vida, até porque entenderia que isso a diminuiria no seu valor de esforço, ou naquilo a que chamaria "de luta". E não tenho dúvidas de que Jerónimo de Sousa, que é em grande parte um autodidacta, gostaria de ter tido mais qualificações académicas. Como muita gente que não pode estudar para além do ensino básico e profissional (também ele "frequentou" o antigo Curso Industrial, que interrompeu para ir trabalhar), com a sua condição social, valoriza o estudo, o conhecimento, e a escolaridade.
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Foi para responder a esta valorização da escola, para muitos que dela foram afastados pela "vida", que, numa fase inicial, as Novas Oportunidades se dirigiam, com grande mérito e resultados importantes ao nível do 9.º ano. Depois, Sócrates estragou-as ao transformá-las num programa de bandeira, obcecado por estatísticas marteladas e produzindo diplomas administrativos. (...) 

José Pacheco Pereira - Público de 14/7/12

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Traduzir a "experiência da vida" em qualificações académicas é uma tarefa difícil, mas com sentido. Defendo que tal seja uma prática institucional no ensino universitário, onde a ideia de "saber" tem que ir muito para além dos graus académicos formais. No entanto, como infelizmente se passa quase sempre com ideias com mérito, existe uma capacidade para as transformar em mais um pretexto para a troca de favores e cumplicidades, que degrada o ensino universitário e estende o campo da corrupção, do clientelismo e do patrocinato à atribuição de "equivalências" académicas como favores políticos. Não é ilegal, parece, mas é inaceitável. (...)

26 Jul, 2012

O pai da coisa

Santana-Maia Leonardo - in A Barca

As reações escandalizadas da oposição e do bom povo português em torno da licenciatura de Miguel Relvas são mais ilustrativas do atoleiro moral onde se atascou o regime do que a forma ilícita como a licenciatura foi conseguida.

Que Miguel Relvas tirou a licenciatura fruto de um favor do Reitor da Lusófona, ninguém tem dúvidas disso, nem os próprios.

Mas quantos pais não conseguiram igualmente favores idênticos dos professores dos seus filhos para que estes tivessem uma nota superior à que efectivamente mereciam para entrar na Universidade no curso pretendido?

E quantos portugueses não ganham todos os dias processos judiciais à conta de depoimentos e documentos fabricados por amigos e conhecidos?

E quantos não recorrem ou recorreram aos favores de gente amiga na polícia ou no Governo Civil para não ficarem sem carta de condução?

E quantos não conseguiram arranjar emprego para os filhos ou para si através de um cunha ou de um favor partidário?

Já se esqueceram das verdadeiras nomeações em que se transformaram todos os concursos públicos de pessoal, de obras públicas e para fornecimento de serviços que foram sendo abertos por esse país fora?

E quantos não gozam férias e fins-de-semana alargados a troco de um favor de um médico amigo que lhe passou o atestado respectivo?

Portugal é um país profunda e estruturalmente corrupto onde até as pessoas sérias, para sobreviver, têm de pactuar com esquemas e cometer ilegalidades.

Miguel Relvas pode não ter vergonha na cara mas, desse ponto de vista, é, pelo menos, um ministro que representa bem a maioria dos portugueses.

A nossa democracia está, hoje, profundamente corrompida e gravemente doente.

Todavia, esta geração de políticos, que teve em José Sócrates o seu expoente máximo e de quem Miguel Relvas é um lídimo representante, não nasceu de geração espontânea. Foi semeada e formada, há trinta anos, pela geração de Mário Soares que, como faz questão de nos recordar cada vez que abre a boca, é, sem qualquer sombra de dúvida, o pai da coisa.

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