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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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FEIRAS FRANCAS E PEQUENOS PRODUTORES LOCAIS

Reposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

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Santana-Maia Leonardo apresentou um pedido esclarecimento, também subscrito pelos Vereadores eleitos pelo PSD, que a seguir se transcreve:

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Segundo noticiou a imprensa local, a TAGUS e a Palha de Abrantes estão a preparar a repetição da feira franca já realizada no passado dia 30 de Junho, para o quinto sábado dos próximos meses de Setembro e Dezembro, com bancas de venda de velharias, antiquários, livros, flores, plantas, hortofrutícolas, artesanato, produtos locais regionais e artesanais, apoiados pela abordagem LEADER do Proder.

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A agricultura tradicional, habitualmente praticada por pequenos agricultores em todo o concelho, tem vindo a reduzir progressivamente a sua actividade, deixando ao abandono muitas hortas com condições de produção de bons produtos hortícolas.

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Uma das principais razões deste abandono reside no facto de os agricultores terem concluído que qualquer pequena quantidade que produzam para além das necessidades próprias não encontra escoamento no mercado. Com efeito, as grandes superfícies controlam a produção em escala industrial e recusam as pequenas quantidades.

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Neste momento, o preço das batatas, por exemplo, nos supermercados varia entre os 1,70 euros e 0,30 euros (as velhas) por cada quilo, quando qualquer pequeno produtor ficaria radiante se conseguisse vender as suas batatas a 20 cêntimos o quilo.

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Os vereadores eleitos pelo PSD gostariam, por isso, de saber se não haveria a possibilidade da autarquia incentivar a pequena agricultura, designadamente, através de feiras francas periódicas, no centro histórico, e abertas exclusivamente a produtores locais.

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A Presidente da Câmara disse que a Feira Franca - iniciativa da Associação Palha de Abrantes e da Tagus – Associação para o Desenvolvimento integrado do Ribatejo Interior, é para dar continuidade nos próximos meses. Referiu também o programa “Prove” da Tagus, que consiste na distribuição semanal de cabazes no Mercado Criativo, dá escoamento aos produtos agrícolas dos produtores locais aderentes (produção familiar), sendo que inclusivamente, neste momento, a procura de produtos é maior que a oferta dos produtores aderentes.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

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Ex.ma Senhora

Presidente da Câmara Municipal de Abrantes

Praça Raimundo Soares

ABRANTES 

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Abrantes, 1 de Agosto de 2012

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Nem com secretários, conselheiros, assessores, vereadores e outros doutores, à sua volta e a quem nós pagamos, V.Exª. consegue deixar de nos surpreender pela negativa.

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Não quero tirar conclusões, mas espero que alguém sensato, isento de demagogia partidária, possa demonstrar à srª presidente que a v/actuação reflecte, na perfeição, o logro de que todos somos vítimas. É só “foguetório” !  Os interesses da população do concelho não a preocupam, embora afirme o contrário, como, mais uma vez, vou demonstrar-lhe.

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Mesmo que não seja em tempo de crise, “migalhas também são pão” e a nossa indignação tem que ser proporcional ao desleixo do actual executivo municipal, cuja responsabilidade lhe pertence integralmente.

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Falo da iluminação do Parque Radical que, por tradição, está acesa durante parte do dia.

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Em Maio de 2010 enviei a V.Exª o mail seguinte:

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«Sistematicamente se apela à colaboração dos munícipes, para bem do concelho. No passado dia 24 do corrente, logo de manhã, numa tentativa de evitar a continuação de um desperdício evidente, liguei o 241 330 105 (apoio ao munícipe) e informei que as luzes do parque radical se acendiam quando o sol ainda vai alto e se apagavam quando o sol já brilha. O meu interlocutor agradeceu muito a informação, que considerou oportuna e útil.

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Hoje, dia 29, a situação mantém-se inalterada e, por certo, assim ficará, pelo menos, até segunda-feira, dia 31.

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Claro que a responsabilidade só é da Presidente da Câmara se souber e não actuar, mas pelos vistos, os serviços respectivos estão de folga.

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Providências e atribuição de responsabilidade, é o que falta.

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Com os meus cumprimentos. Artur Lalanda»

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A situação só viria a ser alterada após publicação, no “Ribatejo”,de uma foto denúncia.

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Em 20 de Fevereiro de 2012, na reunião da Câmara, os vereadores do Oposição reclamaram providências para evitar o sistemático desperdício de energia na iluminação pública.

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Em 16 de Julho de 2012, também na reunião desse dia, voltou a Oposição a lembrar que o Parque Radical continuava iluminado durante parte do dia.

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Em 30 de Julho de 2012, enviei para o munícipe@cm-abrantess.pt o mail seguinte:

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«Senhor Electricista de serviço da C.M.A, Com os meus cumprimentos, informo V.Exª. que, apesar das várias diligências promovidas junto das suas chefias, continua a manter-se a tradição: as lâmpadas que iluminam o Parque Radical, junto ao Castelo, continuam a acender-se, quando o sol ainda brilha. Na qualidade de munícipe pagante, rogo-lhe o favor de verificar o respectivo equipamento de controlo e promover as necessárias alterações. Se não puder efectuar o trabalho dentro das horas normais de expediente, posso dar uma ajuda no pagamento de horas extraordinárias. Renovo os cumprimentos e prometo agradecer-lhe com o meu voto nas próximas eleições autárquicas. Artur Lalanda»

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A minha revolta, dura há dois anos, tempo mais que suficiente para as necessárias providências serem implementadas.

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Já noutra altura afirmei que o Executivo Municipal se “está nas tintas” para os reparos da Oposição, mas não pugnar pelos reais interesses dos munícipes, para não vergar a esses mesmos reparos, incomoda qualquer mortal que paga impostos, ainda que seu apoiante político.

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Ontem à tarde, as lâmpadas do Parque Radical já não acenderam de dia e sabe a sr.ª presidente porquê?  Procurei o electricista municipal, que por acaso se encontrava de férias e pedi-lhe o favor de remediar o assunto, ao que acedeu prontamente.

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Nem por ser tão fácil, a solução esteve ao alcance de muitos a quem ajudo a pagar o vencimento. A imagem de cada um, é o somatório de muitos pequenos nadas.

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Eu tinha vergonha!

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Com os meus cumprimentos

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Artur Lalanda