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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 22.08.12

REUNIÃO DA CÂMARA DE 20/8/12 (V)

CONTRATO ALTERAÇÕES AO PROJETO MIAA – 1ª FASE

Pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

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Na passada reunião do executivo autárquico ocorrida em 21 de Março de 2012, foi aprovada por unanimidade «a adjudicação e a minuta do Contrato de Aquisição de Serviços para Elaboração de Alterações ao Projeto de Recuperação, Remodelação e Ampliação do Convento de S. Domingos tendo em vista a Instalação do Museu Ibérico de Arqueologia e Artes de Abrantes — MIAA — Fase 1, a celebrar entre o Município de Abrantes e JLCG ARQUITECTOS, LDA., no valor de 34.575,73€ (trinta e quatro mil quinhentos e setenta e cinco euros e setenta e três cêntimos)», delegando-se poderes na Presidente da Câmara para a sua assinatura (vide proposta constante do ponto 9 da Ordem de Trabalhos dessa reunião).

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Acontece que, em consulta efectuada no site “Despesa Pública”, os vereadores eleitos pelo PSD encontraram o seguinte contrato por ajuste directo que se transcreve:

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Detalhe do Contrato Público

Preço: 67 485,00 €

N.º Procedimento: 0

Data Contrato:05/06/2012

Data Publicação:06/06/2012

Tipo Contrato: Ajuste directo

 

Contrato de Aquisição de Serviços para a Elaboração de Alterações ao Projeto de Recuperação, Remodelação e Ampliação do Convento de S. Domingos tendo em Vista a Instalação do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes MIAA - Fase 1 Contrato de Aquisição de Serviços para a Elaboração de Alterações ao Projeto de Recuperação, Remodelação e Ampliação do Convento de S. Domingos tendo em Vista a Instalação do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes MIAA - Fase 1

Adjudicante(s) 502661038 - Câmara M. Abrantes

Contratado(s) 502889497 JLCG Arquitectos, Ld.ª

Local de execução: Portugal, Santarém, Abrantes  

Prazo de execução: 730 dias (2 anos)  

Critério:Artigo 24.º, n.º 1, alínea e) do Código dos Contratos Públicos  

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Ora, tendo em conta a data da aprovação em reunião de Câmara e da realização do contrato, bem como todos os restantes elementos, tudo leva a crer estarmos perante o mesmo contrato, não fosse a divergência de montantes.

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Com efeito, o montante aprovado em reunião de Câmara foi de 34.575,73€ (trinta e quatro mil quinhentos e setenta e cinco euros e setenta e três cêntimos) e o valor que aparece no site acima referido é de 67.485,00€ (sessenta e sete mil quatrocentos e oitenta e cinco euros).

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Pelo exposto, os vereadores do PSD gostariam de saber, em primeiro lugar, se se trata do mesmo contrato e, em caso afirmativo, a que se deve esta discrepância de valores entre o aprovado em reunião do executivo e o apresentado publicamente no site despesa pública.

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Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico

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Terça-feira, 21.08.12

REUNIÃO DA CÂMARA DE 20/8/12 (IV)

PARQUE RADICAL - ILUMINAÇÃO PÚBLICA

Pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

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Na reunião da câmara de 20 de Fevereiro de 2012, os vereadores eleitos pelo PSD trouxeram aqui uma proposta para que a Câmara diligenciasse no sentido de evitar que a iluminação pública estivesse acesa durante o dia, como acontecia com o Parque Radical, até para que a factura a pagar pelos munícipes não fosse tão elevada.

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Como a situação ainda se mantinha em 16 de Julho do corrente ano, solicitámos, na reunião desse dia, que a senhora presidente nos esclarecesse «a que se deve ou a quem se deve este continuado desperdício de energia eléctrica para que se lhe possa apresentar a respectiva factura».

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No passado dia 1 de Agosto, foi-nos enviada uma carta pelo munícipe Artur Lalanda em que, depois de nos dar conta das suas iniciativas, durante dois anos, junto da Câmara Municipal de Abrantes para que a iluminação pública do Parque Radical não continuasse acesa durante o dia (designadamente, através de mails e cartas) e de  expressar a sua indignação pelo facto de a Câmara, durante todo este tempo, não tomar as providência necessárias, diz o seguinte:

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«Ontem à tarde, as lâmpadas do Parque Radical já não acenderam de dia e sabe a srª presidente porquê?  Procurei o electricista municipal, que por acaso se encontrava de férias e pedi-lhe o favor de remediar o assunto, ao que acedeu prontamente.

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Nem por ser tão fácil, a solução esteve ao alcance de muitos a quem ajudo a pagar o vencimento. A imagem de cada um, é o somatório de muitos pequenos nadas. Eu tinha vergonha!»

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Custa-nos a crer que isto seja efectivamente verdade, porque, a ser assim, é mesmo motivo para morrer vergonha.

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Com efeito, num tempo em que o Estado e as Câmaras esmifram o contribuinte até ao tutano, exigia-se que as entidades públicas tivessem, ao menos, algum cuidado para evitar o desperdício e esbanjamento dos recursos de todos nós.

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Ora, é inadmissível que, depois de todas as nossas intervenções nas reuniões da câmara sobre este assunto e das diligências, durante dois anos, do munícipe Artur Lalanda junto da Câmara Municipal, a iluminação pública do Parque Radical continuasse acesa durante o dia quando, afinal e pelos vistos, bastava a senhora presidente ter pedido ao electricista da Câmara para resolver o assunto.

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Pelo exposto, os vereadores do PSD vinham requerer que fosse solicitado ao electricista da Câmara Municipal de Abrantes a informação se o problema do desperdício de energia do Parque Radical foi resolvido na sequência do pedido que lhe foi feito directamente pelo munícipe Artur Lalanda.

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Porque, caso tenha sido e ficando demonstrada a extrema simplicidade do procedimento para a resolução de um desperdício de energia manifesto, somos da opinião de que, por gritante negligência, caberia à senhora presidente, a título pessoal, assegurar o pagamento do montante inutilmente gasto em energia eléctrica desde o momento em que o assunto foi denunciado por nós na reunião da câmara de 20/2/2012 até ao dia 1/8/2012, data em que o electricista resolveu o problema a pedido do munícipe Artur Lalanda.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

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Terça-feira, 21.08.12

REUNIÃO DA CÂMARA DE 20/8/12 (III)

TUDO COMO DANTES, QUARTEL-GENERAL EM ABRANTES

Proposta dos vereadores eleitos pelo PSD

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Proposta de Deliberação dos Vereadores eleitos pelo PSD, Santana-Maia Leonardo e António Belém Coelho, com o título “Tudo Como Dantes, Quartel-General em Abrantes”, propondo designadamente, o seguinte:

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"A Câmara deverá transformar no principal desígnio do município a transferência para a região de Abrantes, por fases e na próxima década, do Hospital Militar, do Estado-Maior do Exército, do Ministério da Defesa e de todas as companhias militares situadas na região de Lisboa, envolvendo neste projecto as instituições, os órgãos de comunicação social, as forças vivas e os municípios da região, designadamente: Constância, Entroncamento, Chamusca, Sardoal, Ponte de Sor, Avis, Alter, Fronteira, Gavião e Nisa".

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Deliberação: A proposta foi aprovada, por unanimidade, como recomendação.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

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Segunda-feira, 20.08.12

REUNIÃO DA CÂMARA DE 20/8/12 (II)

COMBATER A DESERTIFICAÇÃO, REPOVOAR O TERRITÓRIO

Declaração dos vereadores eleitos pelo PSD

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À medida que o interior do país vai sendo esvaziado de todo o tipo de serviços, assiste-se a uma competição fratricida e nem sempre leal dos diferentes municípios pela conquista dos poucos serviços que o Governo vai condescendendo manter em cada região.

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E de cada serviço que se consegue adiar o encerramento, nem que seja por mais um ano, é o que basta para os autarcas deitarem foguetes e cantarem vitória.

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Acontece que estas vitórias são cada vez mais efémeras porque a desertificação do interior do país acaba inevitavelmente por arrastar o encerramento dos serviços.

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Sendo certo que, sem utentes, como é óbvio, não há qualquer justificação para manter a funcionar escolas, centros de saúde, tribunais, correios, finanças, juntas de freguesia, câmaras municipais...

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Forçoso será, pois, concluir que a única forma de impedir o encerramento dos serviços é inverter o fluxo migratório em direcção ao litoral, o que só é possível com a deslocação para cidades médias do interior do país de serviços e instituições que, hoje, congestionam a região de Lisboa e que terão inevitavelmente um efeito de bola de neve se para ali forem deslocados.

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Ainda recentemente, no seu artigo de opinião no Público de 24/7/12, Paulo Rangel, na mesma linha do que os vereadores eleitos pelo PSD aqui têm defendido, escrevia: «Choca-me em especial o modo como agências administrativas independentes e tribunais são, sem qualquer necessidade, sistematicamente sediadas em Lisboa ou arredores. Sem qualquer necessidade e sem qualquer ganho para a capital e, já agora, com evidente prejuízo para tantas cidades médias portuguesas, com equipamentos, comunicações e estatuto para as acolherem. Entidades como o Banco de Portugal, os Supremos Tribunais, o Instituto Nacional de Estatística e dezenas de entidades reguladoras e administrativas podiam perfeitamente estar espalhadas pelo território, dando massa crítica, visibilidade e centralidade a cidades médias.»

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Os vereadores eleitos pelo PSD têm a perfeita consciência de que, como escreveu Maquiavel, «não há nada mais difícil de prosseguir, nem de mais duvidoso sucesso, nem mais difícil de lidar, do que iniciar uma nova ordem das coisas. Porque o reformador encontra inimigos em todos os que beneficiam da ordem antiga e só defensores apáticos em todos os que beneficiariam da nova ordem.»

No entanto, é este o único caminho para se evitar que, em breve, Portugal fique reduzido à estreita faixa litoral Lisboa - Porto delimitada pela A1.

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Faz, por isso, todo o sentido que a Câmara de Abrantes se empenhe na mobilização dos municípios vizinhos com vista a reivindicar para esta região, tendo em conta a sua tradição e vocação militar, a sede das principais instituições e serviços relacionados com o Exército e a Defesa Nacional..

 

Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

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Segunda-feira, 20.08.12

REUNIÃO DA CÂMARA DE 20/8/12 (I)

RPP SOLAR

Pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

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No passado dia 6 de Agosto, foi publicado o despacho de rescisão dos contratos de financiamento celebrados no âmbito do QREN com a RPP Solar, em virtude de esta empresa se encontrar, até esta data e como é, aliás, do conhecimento a Câmara Municipal de Abrantes, «em incumprimento da obrigação de executar o projecto de investimento nos termos e prazos contratualmente fixados, não demonstrando manter as condições de financiamento necessárias à concretização do mesmo».

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Ficámos, no entanto, agora a saber, através do deputado socialista Basílio Horta, presidente, na altura, da AICP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal),  que «o empresário Alexandre Alves não recebeu qualquer financiamento porque nunca cumpriu nada daquilo a que se comprometeu».

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O antigo responsável pela AICEP disse ainda que, apesar de «o projecto ter sido considerado de interesse nacional e da enorme pressão exercida pelo empresário, para conseguir dinheiro, o governo na altura não dava dinheiro antecipadamente, sem contrapartidas».

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Parece agora evidente que a única entidade que confiou cegamente no projecto e no promotor, ao ponto de não ter acautelado a sua prestação para a hipótese de incumprimento, foi a Câmara de Abrantes que entregou de mão beijada o terreno onde o projecto ia ser implantado sem que do protocolo constasse sequer a cláusula de reversão.

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Segundo informação já aqui prestada pelo notário privativo da Câmara, não só não teve este qualquer responsabilidade pela elaboração do protocolo como desconhece o motivo por que não foi a mesma inserida no documento.

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Também sabemos que o protocolo, quando chegou à Assembleia Municipal para ser aprovado, já não levava a referida cláusula.

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E não se procure sacudir a responsabilidade pela não inclusão desta cláusula para cima da Assembleia Municipal quando todos sabemos que a maioria dos deputados municipais não têm formação, nem preparação, nem sequer informação, para poderem pôr em causa projectos desta dimensão que lhe são apresentados pelo presidente da câmara, para aprovação, como sendo o elixir do crescimento e desenvolvimento económico do concelho.

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A responsabilidade só pode ser imputada a quem mandou redigir o protocolo sem aquela cláusula ou de quem o redigiu.

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Trata-se, obviamente, de um assunto que urge ser esclarecido, com vista a apurarem-se todas as responsabilidades da aprovação de um projecto altamente lesivo dos interesses e do património do Município.

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Pelo exposto e uma vez que a maioria do executivo tem inviabilizado todos as propostas dos vereadores eleitos pelo PSD com vista à instauração de um inquérito externo e interno para apuramento das responsabilidades, os vereadores eleitos pelo PSD pretendem saber quem redigiu o referido protocolo e que o mesmo seja convocado para comparecer numa das próximas reuniões do executivo para prestar esclarecimentos.

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É essencial perceber a motivação do responsável pela não inclusão desta cláusula no protocolo.

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Pretendem ainda saber os vereadores eleitos pelo PSD se a Câmara já recebeu, ao menos, os 99.950,00€, referente aos eucaliptos, conforme consta do referido protocolo artigo 1-1).

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Ver DOSSIÊ VI: RPP Solar

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Segunda-feira, 20.08.12

ROSSIO AO SUL DO TEJO - DIA 20

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Domingo, 19.08.12

A EXTINÇÃO DO NÃO-LINCE IBÉRICO

Gonçalo Portocarrero de Almada - Público de 16/8/12

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Um suplemento que vinha no PÚBLICO de 27-7-2012 noticiou que, "pela primeira vez, um lince-ibérico, proveniente do programa de reprodução em cativeiro, teve crias em liberdade". (...) A boa notícia ecológica é muito de saudar, dado o fundado receio de extinção desta raça ibérica.

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A obrigação de conservar os recursos naturais faz sentido sobretudo em relação às novas gerações, porque serão elas as beneficiárias desse património que, também por essa razão, não pode ser liquidado irresponsavelmente. Se assim é, a subsistência da humanidade é a primeira e a mais urgente obrigação ecológica. Não faria sentido, aliás, conservar um bem que depois a ninguém aproveitaria.

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Contudo, parece existir um especial pudor em reconhecer a dramática situação demográfica portuguesa, só comparável - e, certamente, não por acaso! - à não menos grave crise económica e social.

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Fecham-se, todos os anos, centenas de escolas no país, mas ninguém diz que é por falta de alunos ou, mesmo que alguém o insinue, os poderes públicos não têm a coragem de promover a natalidade.

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É certo que a insustentabilidade da Segurança Social se deve, em boa parte, à inversão da pirâmide demográfica, mas as entidades oficiais estão mais empenhadas na contracepção e no aborto livre do que na consolidação da família.

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Há milhares de professores no desemprego e os sindicatos pretendem que seja o ministério a resolver a sua difícil situação laboral, mas esquecem que nenhuma portaria ministerial pode "criar" os alunos que seriam necessários para justificar esses postos de trabalho.

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Organizam-se marchas e abaixo-assinados contra o fecho das maternidades, mas do que se precisa realmente é de mais mães e de mais bebés e, para isso, são urgentes medidas que contrariem a trágica quebra da natalidade. Com um tão diminuto número de nascimentos, é óbvio que não se justificam, em termos económicos, nem tantas nem tão grandes maternidades.

..

(...) Se não se inverter a actual tendência para o súbito envelhecimento populacional, Portugal corre sérios riscos de se converter, a médio prazo, num país-fantasma. (...)

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O homem, intervindo atempada e inteligentemente na natureza, pode evitar a extinção de espécies naturais, como felizmente parece estar a acontecer com o lince-ibérico. Mas os animais não poderão lograr a preservação dos homens, se o ser humano não for capaz de garantir a sua própria sobrevivência.

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Domingo, 19.08.12

COMO MUDAR O MUNDO

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«Não há limites para aquilo que podemos alcançar quando não nos interessa de quem é o mérito.» (pág. 310)

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«No caso dos empreendedores sociais, a disposição para partilhar os "louros" é um factor fundamental para atingir o sucesso, já que, quando se sabe partilhar, mais facilmente se encontrarão pessoas dispostas a colaborar.» (pág.310)

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«O ciclo eleitoral de dois a quatro anos e as actuais exigências mediáticas são obstáculos indesejáveis para pessoas dinâmicas que definem metas num horizonte de várias décadas.» (pág. 311)

 .

«Ser independente das estruturas existentes não só ajuda os empreendedores sociais a desenvolverem as suas ideias sem preconceitos, como também lhes faculta espaço para conjugarem os recursos de outras maneiras. Com efeito, uma das principais funções do empreendedor social é a de ser uma espécie de alquimista social: criando novas composições sociais, congregando ideias, experiências, aptidões e recursos em conjunturas que a sociedade naturalmente não produziria.» (pág. 312)

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David Bornstein, do livro "Como Mudar o Mundo"

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Sábado, 18.08.12

MARÉ BAIXA

João César das Neves - Diário de Notícias de 30/7/12

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(...) A base do problema económico é a mesmo do financeiro: o crédito barato que, além da enorme dívida, também distorceu o sector produtivo. A enxurrada de dinheiro externo funcionou como uma maré alta que abriu temporariamente novas áreas aos animais marinhos. Múltiplas empresas e empregos, em todos os sectores, nasceram e prosperaram artificialmente graças à aparente prosperidade. Mexilhões, percebes, lapas, ameijoas, e até sardinhas aproveitaram este alargamento da margem de manobra. A zona mais beneficiada foi à volta do Estado e seus negócios protegidos, mas afectou toda a actividade nacional. A maré quando sobe é para todos. Foram tempos de facilidades.

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Os números nunca mentiram acerca da fragilidade da situação, e o crescimento económico foi anémico desde 2000. Nessas zonas ribeirinhas, por vezes turvas, não é possível alimentar grandes peixes. Só marisco miúdo. Por outro lado, não se deve exagerar o efeito da tolice, pois a maré alta pouco afecta o resto do mar. Nas águas profundas e seguras a rica fauna económica permaneceu e permanece.

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Um dia, como era fatal, a maré tinha de descer. Aliás, inicialmente até cai abaixo do normal para compensar os excessos anteriores. É isso que agora afecta toda a economia, temporariamente apertada em águas demasiado recuadas. Mas nas zonas marginais, que a ilusão mantivera férteis, tudo secou. Aí não há escolha: é urgente desmantelar empresas e empregos, só rentáveis graças ao dinheiro fácil, para os transportar para regiões mais profundas e produtivas.

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Isso não é nada fácil, e ainda demorará bastante tempo, pois são erros de 20 anos. Muito boa gente passou grande parte da carreira nessas zonas sempre insustentáveis, agora desertas. Elas voltarão a ser colonizadas, mas só daqui a anos, quando o crescimento económico permitir reocupar as áreas mais elevadas com solidez.

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Nesta reestruturação económica a política pouco pode fazer. Ao menos não estrague. O Estado, que promoveu o problema com os seus diques e canos, teria um papel importante desmantelando-os. Mas a conversa das reformas estruturais e liberalização, hoje, como há 30 anos, tem poucos resultados. Felizmente, a economia continua a ajustar rapidamente.

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Sexta-feira, 17.08.12

AMOR INCONDICIONAL

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Sexta-feira, 17.08.12

SEM HERÓIS NÃO HÁ MUDANÇA


(...) No seu livro Leading Change: The Argument for Values-Based Leadership, James O’Toole, especializado em gestão e liderança, dá conta de que, através dos tempos, os grandes pensadores concordam que «os grupos resistem à mudança com tanta força quanto os anticorpos atacam um vírus invasivo». O'Toole reflecte sobre uma quantidade de casos nos quais se resistiu a uma mudança institucional potencialmente benéfica e conclui  que a resistência se dá quando um grupo percebe de que a mudança em causa poderá pôr em risco o seu «poder, prestígio, posição e satisfação com o que sentem, com o que acreditam e com o que apreciam».

Afirma ainda que «o maior factor da nossa resistência à mudança é o desejo de não nos subjugarmos à vontade dos outros». Assim, se se pretende que as ideias ganhem terreno e se disseminem, elas precisam de heróis . (...) Na maioria dos casos, ao seguir o rasto da mudança desde a sua fonte, encontra-se um indivíduo obsessivo na génese das cenas - uma pessoa com visão, acção, integridade de objectivos, grande poder de persuasão e uma admirável resistência. (...)

David Bornstein - in "Como Mudar o Mundo" (pág.135)

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Quinta-feira, 16.08.12

AO SERVIÇO DO FANATISMO DESPORTIVO

Santana-Maia Leonardo - A Barca

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Michael Phelps é, sem qualquer sombra de dúvida, o maior atleta de todos os tempos. Vinte e duas medalhas nos Jogos Olímpicos, das quais dezoito de ouro, são um argumento de tal forma arrasador que não admite sequer discussão.

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Na edição seguinte à conquista da sua 22ª medalha, esse feito histórico desportivo inigualável a nível planetário fez manchete de primeira página em toda a imprensa mundial, não só desportiva como também generalista. Ou melhor, toda imprensa à excepção da imprensa desportiva portuguesa onde a capa da Bola e do Jogo deu destaque a duas aquisições do Benfica e o Record deu destaque a um jogador do Sporting.

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Desta constatação só se pode tirar uma conclusão: a nossa imprensa desportiva, em vez de estar ao serviço do desporto e do verdadeiro espírito desportivo, está ao serviço exclusivo da clubite e do fanatismo desportivo.

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Quarta-feira, 15.08.12

O TALENTO ANDA POR AÍ

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«Os adolescentes são simplesmente o grupo mais influente numa comunidade de baixos recursos económicos. Se os adolescentes se sentirem empenhados, isso alterará a dinâmica do bairro. Nunca se verão grandes transformações em comunidades pobres até ao momento em que haja uma massa crítica de jovens universitários nessas comunidades.»

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«Muito dos estudantes de baixos recursos económicos que podem ser bem sucedidos na vida académica não foram educados numa cultura universitária condigna: não sabem como defender-se eficientemente de si mesmos e não conseguem a orientação, passo a passo, como os outros fazem. Além disso, a faculdades não sabem como identificar os estudantes promissores para além dos critérios limitados das classificações.»

 

(J.B. Schramm - Acesso ao Ensino Superior nos EUA)

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Quarta-feira, 15.08.12

COMO SERÁ RECORDADO O SÉCULO XX

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«O século XX será recordado nos próximos séculos, não como uma época de conflitos políticos ou de invenções técnicas, mas como uma época em que a sociedade humana ousou pensar no bem-estar de toda a raça humana como um objectivo a atingir.»

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Arnold Toynbee

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Quarta-feira, 15.08.12

FESTA DO PONTAL: ESTIVEMOS LÁ!

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