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COLUNA VERTICAL



Terça-feira, 14.08.12

MÁFIA DE ABRANTES AMEAÇA COMERCIANTES

Mirante - edição de 8/8/12

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O Ministério Público decidiu levar a julgamento sete homens, entre os 19 e os 52 anos, acusados em co-autoria dos crimes de associação criminosa, extorsão na forma continuada, coacção, dano, ofensas corporais e ameaça agravada a comerciantes de Abrantes. Os arguidos residem quase todos naquela cidade, no problemático bairro Vale de Rãs, e são considerados “muito violentos e perigosos”, actuando em grupo desde 2000, altura em que começaram a extorquir dinheiro a alguns comerciantes, quantias não inferiores a 50 euros e que eram, depois, divididas entre todos. O Ministério Público admite ainda que não conseguiu identificar todos os membros do grupo.

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Segundo o despacho da acusação, a que O MIRANTE teve acesso, o grupo era liderado pelo homem mais velho que tem como característica ser “uma pessoa intimidatória perante todas as pessoas não pertencentes à sua etnia e, sobretudo, à comunidade que lidera”. O documento refere que, muitos comerciantes, perante ameaças de morte ou de vandalização, eram forçados a pagar mensalmente, quantias sempre superiores a 50 euros, bem como a entregar géneros alimentícios e outras mercadorias como tabaco e bebidas em troca de, alegada, protecção. “A obtenção dos valores monetários desta forma ficou conhecida por ‘camorra’”, refere a acusação.

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A actividade do bando foi notícia na edição de O MIRANTE a 30 de Setembro de 2010 quando os vereadores do Partido-Social Democrata de Abrantes, Santana Maia e António Belém Coelho, afirmaram numa reunião pública que se viviam no concelho “situações de cariz mafioso” que incluíam “extorsão de dinheiro e de bens a comerciantes, através da intimidação física e de coacção psicológica, e de esquemas de contratação de elementos de comunidades marginais para amedrontar e afugentar a clientela de estabelecimentos comerciais concorrentes”.

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A presidente da câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS), considerou sempre que se estava a especular à volta de casos pontuais e eventualmente de querelas entre vizinhos e defendeu que Abrantes era uma cidade segura. O nosso jornal entrevistou, na ocasião, um comerciante que dizia ter sido espancado no interior do seu estabelecimento, na Avenida 25 de Abril. Aquela situação consta no despacho da acusação bem como outros episódios semelhantes.

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Ver notícia na Rede Regional: http://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/510171.html

Ver post: http://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/506496.html

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Segunda-feira, 13.08.12

REUNIÃO DA CÂMARA DE 4/6/12

ABUSA - BALANÇO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE URBANO

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

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Na sequência do pedido de esclarecimento sobre o Serviço de Transporte Urbano no circuito Histórico da Cidade de Abrantes – aBUSA, importa informar que, no decorrer do 1º quadrimestre podemos retirar a seguinte informação sobre este serviço.

Apesar de ainda ser cedo para tirar conclusões definitivas sobre o serviço que iniciou com as actuais características em Janeiro deste ano, é normal, neste tipo de serviços, que a procura varie de acordo com a sazonalidade, metrologia, hora do dia ou dia da semana.

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Para melhor se aferir a tendência da procura e da sua aderência à oferta, terá que se esperar pelos resultados de mais alguns meses.

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No entanto é já possível notar algumas tendências: 

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  •          Em termos de bilhetes utilizados, os bilhetes simples (cerca de 2400) são pouco menos do que a utilização dos passes (cerca de 2800), denotando uma tendência para a captação de segmentos estáveis da procura.
  •          Assim, enquanto a venda de bilhetes simples tende a estabilizar, por outro lado a utilização dos passes parece estar em crescimento.
  •          A utilização de bilhetes “Motorista – Meio”, da ordem dos 6%, tem uma baixa expressão.
  •          Ao contrário, na utilização dos passes, este segmento apresentou um crescimento significativo, atingiu 41% em Março, e em Abril ultrapassou a utilização com passes normais.

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No que se refere à receita global aumentou de 50% entre Janeiro e Março; no entanto, após um período tão curto não se pode, ainda, avaliar com rigor a viabilidade e rentabilidade do serviço.

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Como picos de procura realçamos a hora de ponta da manhã (8h) e a hora do almoço. Havendo no entanto picos durante o período da manhã e da tarde.

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Para além do anteriormente exposto, é possível identificar períodos horários de muito baixa procura, que poderão vir a justificar algum ajustamento da oferta à procura, embora seja ainda cedo para ter dados estáveis que permitam propor alguma optimização. Realçar, com as devidas cautelas, a baixa procura aos domingos e depois das 18h.

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No entanto é normal que a consolidação da procura se atinja após alguns meses de funcionamento; reduzir a oferta já seria não dar oportunidade a este segmento potencial.

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Os resultados a que chegámos foram com base nos elementos que apresentamos abaixo, onde nos foi possível chegar a algumas conclusões. 

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Quantidades

Jan

Fev

Mar

Abr

Total

 

 

 

 

 

 

Bilhetes(B)

637

619

602

428

2.391

Motorista-Inteiro

608

580

564

397

2.252

Motorista - Meio

29

39

38

31

139

 

 

 

 

 

 

Passes

56

127

139

58

388

Pré-comprado(recarga)

56

67

51

27

201

Pré-comprado c/ desconto (recarga)

0

60

88

31

187

 

 

 

 

 

 

Cartões inicializados

55

61

0

0

116

 

 

 

 

 

 

Utilização Passes (U)

660

625

888

535

2.816

Pré-comprado

660

544

529

202

1.973

Pré-comprado c/ desconto

0

81

359

333

843

 

 

 

 

 

 

Total Passageiros (B+U)

1.297

1.244

1.490

963

5.207

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Receitas (€)

Jan

Fev

Mar

Abr

Total

 

 

 

 

 

 

Bilhetes

382,20

371,40

349,80

247,50

1.412,30

Motorista-Inteiro

425,60

406,00

338,40

238,20

1.470,00

Motorista - Meio

8,70

11,70

11,40

9,30

41,70

 

 

 

 

 

 

Passes

224,00

388,00

380,00

170,00

1.178,00

Pré-comprado(recarga)

224,00

268,00

204,00

108,00

804,00

Pré-comprado c/ desconto (recarga)

0,00

120,00

176,00

62,00

374,00

 

 

 

 

 

 

Total da receita

606,20

759,40

729,80

417,50

2.591,30

 

Em resposta às questões que foram formalizadas, as quais transcrevemos, informe-se:

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Qual o número de passageiros que utilizam este serviço?

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No decorrer deste quadrimestre obtivemos 5207 passageiros até ao dia 7/Maio/12.

Assim obtivemos durante este período de tempo uma adesão média ao serviço de 43 passageiros.

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Qual a receita total no 1º quadrimestre?

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A receita total no 1º quadrimestre foi de 2.591,30€.

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NOTA: Em termos de despesas, de acordo com o ponto 13 da acta de 28 de Novembro de 2011, os serviços foram contratados por € 67 670,00 durante 12 meses, o que perfaz uma média mensal de cerca de 5.639,16€.

 

Ver Secção IV do DOSSIÊ II: Trânsito e estacionamento

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Segunda-feira, 13.08.12

PENSAMENTO DE MAX EUWE

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«Estratégia requer pensamento, tática requer observação.»

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Domingo, 12.08.12

QUE SE LIXEM OS CICLOS

Pedro Lomba - Público de 31/7/12

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(...) Podemos entender o período que vai de 1991 a 2011 como um grande e único ciclo político. PSD e PS governaram esses 20 anos, com predomínio dos socialistas. Mas não governaram de modo diferente. O PSD convenceu primeiro os eleitores de que era melhor a erguer o grande Estado no qual depositámos todas as nossas esperanças. O PS convenceu-os a seguir de que era melhor a conservá-lo, aproveitando as brechas para o fazer crescer ainda mais. Durante estas duas décadas os métodos dos governos não foram diferentes: espalharam nomenclaturas partidárias, inflacionaram expectativas, aquartelaram os interesses. Foi um jogo voluntarista em que ninguém perdeu. Os banqueiros e a fauna das obras públicas tiveram o que queriam. Mas também os funcionários públicos ou os beneficiários do rendimento mínimo. O regime parecia não ter descontentes.

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A entrada no euro e a imensa disponibilidade e alternativa do endividamento serviram para sustentar este modo de vida artificial. Isto teve consequências. Desde o fim dos anos 90 que, salvo anos excepcionais, fomos de défice em défice e sofremos sistemáticos aumentos de impostos para os pagar. Pagámos a continuada subida da despesa pública com medíocre desempenho económico. Camuflámos os números do desemprego com situações de semiocupação. Vivemos todo este tempo a pensar na política como gestão porque nunca fomos obrigados a verdadeiras escolhas. O resultado não foi uma democracia de cidadãos conscientes e esclarecidos sobre o país onde viviam, mas um regime de súbditos e clientes que, além de não se aperceberem de que os seus votos eram uma moeda de troca para os governos, também nunca tiveram de pensar em alternativas ao seu modo de vida. 

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A entrada em cena da troika representou o fim do ciclo 1991-2011 e o início de outro. Queiramos ou não, este é o governo que tem menos espaço de manobra para gerir criativamente o ciclo político, com o recurso à habitual distribuição de pechinchas e favores. Agora, o regime passou a produzir real insatisfação e não há mais para gerir a não ser expectativas frustradas. Agora, os nossos políticos têm de largar a gestão dos ciclos e a arbitragem de grupos, para passarem a fazer política a partir do confronto entre diferentes visões do mundo. (...)

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Domingo, 12.08.12

E SE FOR IMPOSSÍVEL DE CUMPRIR?

José Pacheco Pereira - Público de 7/7/12

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(...) Quem escreve isto, sempre defendeu e defende, notem defende, o cumprimento do memorando da troika, como condição básica para qualquer negociação futura. Estou por isso com o Governo na necessidade de cumprir aquilo que é o cerne do memorando, as metas do défice, sem nenhum "mas". Se tiver mais tempo, não deve ser porque o peça, mas porque lho dão; se tiver um novo valor do défice, é porque lhe permitem, não porque seja um facto consumado, a que a troika se curva, com mais ou menos boa vontade. (...)

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Cada vez mais suspeito de que a receita da troika é pelo menos muito pouco realista, a começar pelo seu objectivo fundamental que é garantir o controlo do défice. Mas, se somar o memorando da troika com o chamado tratado orçamental, então não tenho dúvida nenhuma em dizer que é impossível de cumprir, cá e em quase todos os países europeus. Aliás, é só esperar algum tempo para se ver que não sobrará ninguém para garantir que ele seja cumprido.

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Aqui não faço perguntas, afirmo pura e simplesmente, que o açaime sobre os orçamentos dos programas de resgate mais o tratado significam para Portugal um longa e medíocre arrastamento pela depauperação, sem qualquer capacidade de controlar quer o défice, quer a dívida nos valores previstos. Não é preciso ser sequer um medíocre economista para o dizer, porque o que estamos a ver no último ano mostra à evidência que vai ser assim. É uma questão apenas de puro bom senso. (...)

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Sábado, 11.08.12

A SOLUÇÃO FINAL

Alberto Gonçalves - Diário de Notícias de 29/7/12

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Numa altura em que quase toda a gente parece desorientada face à situação nacional, a excepção é a CGTP, que apresentou dez medidas ("urgentes" e sem dúvida sinceras) para combater o desemprego.

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Em resumo, a CGTP quer: melhorar os salários e as prestações sociais; 35 horas semanais ("sem redução de salário"); políticas de promoção do "direito ao trabalho e do trabalho com direitos"; Revitalização do Tecido Produtivo (com maiúsculas, não imagino porquê); programas de "gestão preventiva" que evitem os despedimentos; efectivar todos os "falsos recibos verdes"; "abandonar a intenção de reduzir o número" de funcionários públicos; permitir a contratação de novos funcionários públicos; manter os subsídios de desemprego enquanto durar a crise; proibir a redução de benefícios sociais aos desempregados; impedir o voluntariado aos destinatários do rendimento mínimo; proteccionismo económico e economia de substituição; criar um imposto extraordinário sobre as empresas; pleno emprego.

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É verdade que o último desígnio torna redundantes os anteriores, mas a CGTP não é famosa pelo rigor argumentativo. É também verdade que, bem espremidas, as medidas são mais do que dez, mas a CGTP nunca se notabilizou pela exactidão nas contas. De qualquer forma, eis um programa que inevitavelmente retiraria o país do buraco actual - e o depositaria na Fossa das Marianas. Aliás, caso fossem aplicadas metade das medidas propostas pela CGTP, Portugal deixaria de existir em poucos meses. (...)

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Antes solução nenhuma do que a final. Para os senhores que nos tutelam, a utilidade da CGTP é em suma idêntica à da pneumonia perante a gripe: mostrar que, por mal que isto esteja, haveria sempre quem nos deixaria bastante pior. Após contemplar o confrangedor Governo que escolheu, o cidadão médio volta-se para a esquerda e percebe que há escolhas mais aterradoras. Se uma mói, a outra mata. Ou mataria, se pudesse.

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Sexta-feira, 10.08.12

'HOW DO YOU UNDO?'

Vasco Graça Moura - Diário de Notícias de1/8/12

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(...) Temos todos consciência da necessidade de defender a chamada língua materna. Quer compreendendo-a como elemento primordial da nossa identidade e da nossa relação com o mundo, quer exigindo uma correcta aprendizagem dela na escola, quer procurando que seja correctamente falada em todas as circunstâncias da vida pública e privada, quer valorizando e promovendo o património que nela se constituiu, quer defendendo a sua utilização em organizações internacionais, em especial naquelas em que ela é oficialmente reconhecida em paridade com as outras. No Parlamento Europeu, tive ocasião de protestar mais do que uma vez pelo facto de o português ter sido preterido no trabalho de comissões em que participei (cfr. as minhas Anotações Europeias, Lisboa, Bertrand, 2008, pp. 482-492).

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Agora fico de boca aberta ao ler, no Público de 26.7.2012, que no Ministério das Finanças se recorre ao inglês para falar com os banqueiros nossos compatriotas. Assim mesmo. Fernando Ulrich, presidente do BPI, considerou incompreensível que o Ministério das Finanças realize reuniões em inglês com os banqueiros portugueses e observou: "Nunca me tinha acontecido tal coisa. É irritante ter de falar com o Governo do meu país em inglês." (...)

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Quinta-feira, 09.08.12

QUARTEL-GENERAL EM ABRANTES

Santana-Maia Leonardo - Nova Aliança de 20/7/12

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Devido à sua importância estratégica para a região de Abrantes, vou aproveitar hoje a minha coluna para dar a conhecer a proposta que os vereadores eleitos pelo PSD apresentaram na última sessão de câmara:

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«Não há Governo, deputado, partido político, comentador ou jornalista que não eleja o combate à desertificação do interior como um dos grandes desígnios nacionais.

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No entanto, a consciência da anunciada tragédia não teve ainda o mérito estimular a coragem dos nossos governantes para a tomada de uma decisão inadiável. E à medida que o país de esvazia para a região de Lisboa, onde em breve se amontoarão a esmagadora maioria dos portugueses, vamos assistindo à eutanásia das povoações situadas a leste da A1, de onde vão sendo retirados os poucos serviços (escolas, centros de saúde, tribunais, juntas de freguesia e serviços) que ainda as mantêm vivas.

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Ora, o repovoamento do interior não se faz nem com discursos de circunstância nem com carpideiras de ocasião. E não vale a pena lançar mão de putativos incentivos que servem apenas para aliviar a má consciência dos governantes e que não têm qualquer potencialidade de incentivar o que quer que seja, como toda a gente sabe. Até porque só há uma forma de repovoar e combater a desertificação do interior: deslocar serviços e instituições que apenas servem para congestionar a região de Lisboa e que terão inevitavelmente um efeito de bola de neve se forem deslocados para o interior.

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Esta é que é a reforma estrutural em que o Governo deveria concentrar todas as suas energias porque, como toda a gente não pode deixar de reconhecer, é a única reforma com potencial para ser a mãe de todas as reformas estruturais.

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Abrantes é, historicamente, uma cidade-fortaleza com grande tradição militar, encontrando-se situada num ponto estratégico vital: precisamente no centro de Portugal. Além disso, encontram-se situados na região de Abrantes o principal campo militar do exército português (Santa Margarida), a Brigada da Nato (Santa Margarida), a  Brigada Aerotransportada (Tancos), a Escola Prática de Engenharia (Tancos), a Escola Prática de Cavalaria (Abantes) e a Manutenção Militar (Entroncamento).

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Ora, quando se encontram situados nesta região, que é o centro de Portugal, o principal campo militar, as principais brigadas do exército e as escolas práticas de Cavalaria e Engenharia, que sentido faz manter localizado em Lisboa o Hospital Militar, o Estado-Maior do Exército, algumas companhias militares e, mesmo, o Ministério da Defesa?

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Todos sabemos que o repovoamento de Portugal foi iniciado precisamente pela ocupação militar do território. É, pois, chegado o momento de as altas patentes militares saírem do conforto da corte de Lisboa, que lhes tem aumentado o abdómen na mesma proporção que lhes amolece a vontade e o carácter, e empenharem-se, pelo exemplo, neste combate decisivo pelo futuro de Portugal contra a desertificação do território.

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Os vereadores eleitos pelo PSD estão absolutamente convencidos de que a instituição militar não deixará de responder presente neste combate verdadeiramente decisivo para o nosso futuro até porque será uma forma de mostrar, mais uma vez, o seu espírito de missão e a sua utilidade e importância na (re)construção de Portugal.

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Cabe, no entanto, à Câmara de Abrantes abraçar este projecto como o principal desígnio do município, envolvendo nele os municípios, as instituições, os órgãos de comunicação social e todas as forças vivas da região, de forma a convencer o Governo e a Assembleia da República a contrariar, pela primeira vez, a força centrífuga sediada em Lisboa que tem levado ao esvaziamento do território nacional. No fundo, não seria mais do que tornar actual o conhecido ditado português: "Tudo como dantes, Quartel General em Abrantes".

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Pelo exposto, os vereadores do PSD vêm apresentar a seguinte proposta, requerendo, desde já, o seu agendamento: A Câmara deverá transformar no principal desígnio do município a transferência para a região de Abrantes, por fases e na próxima década, do Hospital Militar, do Estado-Maior do Exército, do Ministério da Defesa e de todas as companhias militares situadas na região de Lisboa, envolvendo neste projecto as instituições, os órgãos de comunicação social, as forças vivas e os municípios da região, designadamente: Constância, Entroncamento, Chamusca, Sardoal, Ponte de Sor, Avis, Alter, Fronteira, Gavião e Nisa.»

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Quinta-feira, 09.08.12

MEGA CHURRASCO NO SOUTO - DIA 11

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Quarta-feira, 08.08.12

RPP SOLAR: OPOSIÇÃO CRITICA CÂMARA

Mirante on-line de 8/8/12

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Os vereadores da oposição da Câmara de Abrantes acusaram esta terça-feira, 7 de Agosto, a maioria socialista de “falta de cuidado” na cedência de terrenos à RPP Solar, uma empresa que prometia 1900 empregos mas cujo contrato com o Estado foi agora denunciado.

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Para o vereador social-democrata Santana-Maia Leonardo, a autarquia "já foi suficientemente espoliada" no âmbito deste processo, tendo lembrado que o anterior executivo (liderado pelo socialista Nelson de Carvalho) "comprou o terreno por um milhão de euros para o entregar ao empresário por uma décima parte daquele valor "(100 mil euros).

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Na segunda-feira, o Governo decidiu rescindir um contrato de investimento entre a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e a RPP Solar, no valor de 1.052 milhões de euros, destinados à construção de uma fábrica de painéis foto voltaicos, em Abrantes.

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"Não me surpreende a mim nem deve surpreender ninguém porque há mais de dois anos, com os sucessivos adiamentos, que se tornou evidente que o projecto não iria para a frente", disse à agência Lusa Santana-Maia Leonardo.

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"O que a câmara deu ao empresário foi um autêntico achado, só o povo português e o município de Abrantes é que não lucraram nada com o negócio, feito em ano de eleições", apontou.

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O advogado e vereador social-democrata defendeu ainda à Lusa a "interposição de uma acção judicial e disciplinar contra todos aqueles que não acautelaram os interesses do município, revelando ligeireza e falta de cuidado na elaboração do contrato e aprovação do projecto". (...)

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Em meados de 2011, o empresário alegou que o projecto foi "apanhado no turbilhão da crise que causou graves dificuldades de financiamento nacional e internacional".

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Para Santana-Maia Leonardo, "estes prazos têm sido pedidos apenas para ganhar tempo. E sabemos que, em Portugal, o tempo é um factor essencial para mascarar e diluir as responsabilidades", notou.

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Ver DOSSIÊ VI: RPP Solar

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Quarta-feira, 08.08.12

MÁFIA DE ABRANTES COBRA PROTECÇÃO

Correio da Manhã de 6/8/12

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Grupo violento extorquiu dinheiro

a comerciantes de Abrantes ao longo de dez anos

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Durante nove meses um empresário de Abrantes foi violentamente espancado em duas ocasiões, ameaçado de morte com arma de fogo e viu o seu café ser destruído várias vezes por um grupo organizado que se dedicava a extorquir dinheiro aos comerciantes da cidade. Motivo: recusou sempre pagar a "protecção" exigida pelos agressores, que durante mais de 10 anos cobraram quantias a vários proprietários de estabelecimentos.

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O Ministério Público (MP) acusou recentemente sete arguidos, entre os 19 e os 52 anos, considerados muito violentos e perigosos, imputando-lhes os crimes de associação criminosa, extorsão na forma continuada, coacção, dano, ofensas corporais e ameaça agravada.

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Quase todos residem no problemático bairro Vale de Rãs e o MP admite não ter conseguido identificar todos os membrosdo grupo que espalhou o terrorna cidade desde 2000, alturaem que começou a actuar como "estrutura organizada", liderada pelo homem mais velho.

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Segundo a acusação, muitos comerciantes, perante ameaças de morte ou de vandalização,viram-se forçados a pagarmensalmente "quantias nãoinferiores a 50 euros, bem como géneros alimentícios e outras mercadorias" (tabaco e bebidas). "A obtenção dos valores monetários desta forma ficou conhecida por ‘camorra’", refere o despacho de acusação.

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Ver: http://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/506496.html

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Terça-feira, 07.08.12

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE

Rede Regional de 6/8/12

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CAMORRA EXERCEU EXTORSÃO

DURANTE 10 ANOS EM ABRANTES

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Ministério Público de Abrantes deduziu acusação contra sete arguidos,

mas reconhece que nem todos os envolvidos vão a julgamento

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O Ministério Público (MP) de Abrantes deduziu acusação contra um grupo organizado se dedicou durante mais de 10 anos à extorsão de dinheiro e bens a comerciantes, instaurando um verdadeiro clima de terror na cidade.

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Apesar da situação parecer impensável nos dias que correm, e da Câmara de Abrantes e das forças de segurança a terem desvalorizado em diversas ocasiões, a acusação mostra que vários empresários foram efectivamente obrigados a pagar para garantir a sua segurança, e que foram vítimas de intimidação física e coacção psicológica.

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Associação criminosa, extorsão na forma continuada, coacção, dano, ofensas corporais e ameaça agravada são os crimes de que estão acusados sete arguidos, com idades entre os 19 e os 52 anos, considerados muitos violentos e perigosos. A maioria reside no problemático bairro social de Vale das Rãs, em Abrantes.

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No despacho de acusação, a que a Rede Regional teve acesso, o MP sustenta que o grupo se constituiu como “estrutura organizada” em 2000, ano em começaram a exigir a vários proprietários de estabelecimentos comerciais da cidade “quantias não inferiores a 50 euros, bem como géneros alimentícios e outras mercadorias” (tabaco e bebidas, sobretudo), em troca de “protecção”.

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A maioria das vítimas pagava em silêncio, perante as sucessivas ameaças de morte ou de vandalização dos seus estabelecimentos.

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A obtenção dos valores monetários desta forma ficou conhecida por «camorra»", considera o MP, acrescentando que as quantias assim obtidas foram “distribuídas pelos vários elementos do grupo”.

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Apesar de levar sete arguidos a julgamento, o próprio MP reconhece que não conseguiu identificar e deduzir acusação contra todos os elementos envolvidos neste esquema.

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HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE

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Durante nove longos meses, um dos queixosos no processo foi violentamente espancado em duas ocasiões, ameaçado de morte com arma de fogo e viu o seu café ser destruído e vandalizado várias vezes, simplesmente porque sempre recusou pagar a “protecção” exigida pelos agressores.

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O calvário do empresário que não cedeu à chantagem começou em Setembro de 2010, cerca de dois meses depois de ter aberto um snack-bar de dois pisos perto da escola secundária Solano de Abreu.

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Alguns dos arguidos começaram a frequentar o estabelecimento, onde provocaram distúrbios, agrediram clientes e funcionários, e destruíram o interior.

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Numa das tentativas de intimidação, os suspeitos tentaram entrar pelas portas de vidro do café ao volante de um jipe Hummer de matrícula estrangeira, com clientes e funcionários trancados no interior, completamente aterrorizados.

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Só neste episódio, provocaram danos superiores a 2.500 euros, mas a acusação descreve várias outras situações ocorridas no mesmo estabelecimento e com a mesma vítima, que começou posteriormente a sofrer ameaças de morte, extensíveis à sua família, para retirar a queixa-crime.

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MEDO TRAVOU DENÚNCIAS DURANTE ANOS

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Câmara de Abrantes nunca deu a devida atenção

à falta de segurança, segundo os vereadores do PSD

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O problema da falta de segurança pública que se vivia em Abrantes e a impunidade com que alguns grupos de marginais actuavam na cidade ganhou alguma visibilidade a partir das últimas eleições autárquicas, altura em que começaram as denúncias dos candidatos do PSD, que chegaram mesmo a realizar acções de campanha em alguns dos locais mais problemáticos, como é o caso do Centro Comercial Millenium.

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Em Setembro de 2010, os vereadores do PSD promoveram uma conferência de imprensa onde deram conta de existir, na altura, “situações de cariz mafioso, como é o caso de extorsão de dinheiro e de bens a comerciantes, e de esquemas de contratação de elementos de comunidades marginais para amedrontar e afugentar a clientela de estabelecimentos comerciais concorrentes”.

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Os social-democratas exigiam que a Câmara Municipal de Abrantes e as forças de segurança reconhecessem uma situação que consideraram ser “de alarme público”, e pediam mesmo a sua denúncia “junto do ministro da Administração Interna, para que tome as medidas que se impõem para que a paz pública e a segurança retornem à cidade”.

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A autarquia, mesmo perante o aumento do número de crimes (sobretudo crimes contra o património) e das ondas de assaltos que ocorreram no concelho nos últimos anos, sempre defendeu que a criminalidade estaria dentro dos parâmetros da normalidade.

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A insegurança que se vivia deu inclusivamente origem a uma petição pública “Por uma Abrantes segura como dantes”, lançada por estudantes da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), e que conta actualmente com 522 subscritores.

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Os abrantinos estão cansados de viver numa cidade controlada por uma comunidade de marginais que semeia o terror a seu bel-prazer perante a inoperância e a complacência das autoridades”, lê-se na petição, onde os signatários exigem que o Estado “assuma as suas responsabilidades relativamente à cidade de Abrantes, libertando-a da tutela do grupo de marginais que a controla e domina, através do terror”.

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Ver: http://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/506496.html

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Segunda-feira, 06.08.12

REUNIÃO DA CÂMARA - 16/7/12 (acta fls.7-8)

FEIRAS FRANCAS E PEQUENOS PRODUTORES LOCAIS

Reposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

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Santana-Maia Leonardo apresentou um pedido esclarecimento, também subscrito pelos Vereadores eleitos pelo PSD, que a seguir se transcreve:

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Segundo noticiou a imprensa local, a TAGUS e a Palha de Abrantes estão a preparar a repetição da feira franca já realizada no passado dia 30 de Junho, para o quinto sábado dos próximos meses de Setembro e Dezembro, com bancas de venda de velharias, antiquários, livros, flores, plantas, hortofrutícolas, artesanato, produtos locais regionais e artesanais, apoiados pela abordagem LEADER do Proder.

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A agricultura tradicional, habitualmente praticada por pequenos agricultores em todo o concelho, tem vindo a reduzir progressivamente a sua actividade, deixando ao abandono muitas hortas com condições de produção de bons produtos hortícolas.

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Uma das principais razões deste abandono reside no facto de os agricultores terem concluído que qualquer pequena quantidade que produzam para além das necessidades próprias não encontra escoamento no mercado. Com efeito, as grandes superfícies controlam a produção em escala industrial e recusam as pequenas quantidades.

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Neste momento, o preço das batatas, por exemplo, nos supermercados varia entre os 1,70 euros e 0,30 euros (as velhas) por cada quilo, quando qualquer pequeno produtor ficaria radiante se conseguisse vender as suas batatas a 20 cêntimos o quilo.

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Os vereadores eleitos pelo PSD gostariam, por isso, de saber se não haveria a possibilidade da autarquia incentivar a pequena agricultura, designadamente, através de feiras francas periódicas, no centro histórico, e abertas exclusivamente a produtores locais.

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A Presidente da Câmara disse que a Feira Franca - iniciativa da Associação Palha de Abrantes e da Tagus – Associação para o Desenvolvimento integrado do Ribatejo Interior, é para dar continuidade nos próximos meses. Referiu também o programa “Prove” da Tagus, que consiste na distribuição semanal de cabazes no Mercado Criativo, dá escoamento aos produtos agrícolas dos produtores locais aderentes (produção familiar), sendo que inclusivamente, neste momento, a procura de produtos é maior que a oferta dos produtores aderentes.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

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Segunda-feira, 06.08.12

CARTA À PRESIDENTE DA CÂMARA

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Ex.ma Senhora

Presidente da Câmara Municipal de Abrantes

Praça Raimundo Soares

ABRANTES 

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Abrantes, 1 de Agosto de 2012

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Nem com secretários, conselheiros, assessores, vereadores e outros doutores, à sua volta e a quem nós pagamos, V.Exª. consegue deixar de nos surpreender pela negativa.

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Não quero tirar conclusões, mas espero que alguém sensato, isento de demagogia partidária, possa demonstrar à srª presidente que a v/actuação reflecte, na perfeição, o logro de que todos somos vítimas. É só “foguetório” !  Os interesses da população do concelho não a preocupam, embora afirme o contrário, como, mais uma vez, vou demonstrar-lhe.

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Mesmo que não seja em tempo de crise, “migalhas também são pão” e a nossa indignação tem que ser proporcional ao desleixo do actual executivo municipal, cuja responsabilidade lhe pertence integralmente.

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Falo da iluminação do Parque Radical que, por tradição, está acesa durante parte do dia.

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Em Maio de 2010 enviei a V.Exª o mail seguinte:

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«Sistematicamente se apela à colaboração dos munícipes, para bem do concelho. No passado dia 24 do corrente, logo de manhã, numa tentativa de evitar a continuação de um desperdício evidente, liguei o 241 330 105 (apoio ao munícipe) e informei que as luzes do parque radical se acendiam quando o sol ainda vai alto e se apagavam quando o sol já brilha. O meu interlocutor agradeceu muito a informação, que considerou oportuna e útil.

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Hoje, dia 29, a situação mantém-se inalterada e, por certo, assim ficará, pelo menos, até segunda-feira, dia 31.

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Claro que a responsabilidade só é da Presidente da Câmara se souber e não actuar, mas pelos vistos, os serviços respectivos estão de folga.

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Providências e atribuição de responsabilidade, é o que falta.

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Com os meus cumprimentos. Artur Lalanda»

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A situação só viria a ser alterada após publicação, no “Ribatejo”,de uma foto denúncia.

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Em 20 de Fevereiro de 2012, na reunião da Câmara, os vereadores do Oposição reclamaram providências para evitar o sistemático desperdício de energia na iluminação pública.

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Em 16 de Julho de 2012, também na reunião desse dia, voltou a Oposição a lembrar que o Parque Radical continuava iluminado durante parte do dia.

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Em 30 de Julho de 2012, enviei para o munícipe@cm-abrantess.pt o mail seguinte:

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«Senhor Electricista de serviço da C.M.A, Com os meus cumprimentos, informo V.Exª. que, apesar das várias diligências promovidas junto das suas chefias, continua a manter-se a tradição: as lâmpadas que iluminam o Parque Radical, junto ao Castelo, continuam a acender-se, quando o sol ainda brilha. Na qualidade de munícipe pagante, rogo-lhe o favor de verificar o respectivo equipamento de controlo e promover as necessárias alterações. Se não puder efectuar o trabalho dentro das horas normais de expediente, posso dar uma ajuda no pagamento de horas extraordinárias. Renovo os cumprimentos e prometo agradecer-lhe com o meu voto nas próximas eleições autárquicas. Artur Lalanda»

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A minha revolta, dura há dois anos, tempo mais que suficiente para as necessárias providências serem implementadas.

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Já noutra altura afirmei que o Executivo Municipal se “está nas tintas” para os reparos da Oposição, mas não pugnar pelos reais interesses dos munícipes, para não vergar a esses mesmos reparos, incomoda qualquer mortal que paga impostos, ainda que seu apoiante político.

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Ontem à tarde, as lâmpadas do Parque Radical já não acenderam de dia e sabe a sr.ª presidente porquê?  Procurei o electricista municipal, que por acaso se encontrava de férias e pedi-lhe o favor de remediar o assunto, ao que acedeu prontamente.

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Nem por ser tão fácil, a solução esteve ao alcance de muitos a quem ajudo a pagar o vencimento. A imagem de cada um, é o somatório de muitos pequenos nadas.

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Eu tinha vergonha!

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Com os meus cumprimentos

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Artur Lalanda

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Domingo, 05.08.12

BOM SENSO, UM BEM ESCASSO

Pedro Marques Lopes - Diário de Notícias de 29/7/12

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Num artigo no Financial Times, Martin Wolf dizia que até agora não tinha compreendido o sucedido nos anos 1930. Porém, a crise que atravessamos tinha-o esclarecido: "Tudo o que era necessário eram economias frágeis, um sistema monetário rígido, um debate intenso sobre o que deveria ser feito, a crença de que o sofrimento é bom, políticos cegos, incapacidade para cooperar e incapacidade para estar à frente dos acontecimentos." (...)

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O euro está a morrer e com ele muitas outras coisas correm o risco muitíssimo sério de desaparecer. O projecto europeu será o primeiro a perecer. O mais bem-sucedido projecto de cooperação internacional da história, aquele que mais bem-estar trouxe aos seus povos na história da humanidade, o que garantiu o mais longo período sem guerra na Europa, sucumbirá. Cairá pelas razões que Martin Wolf tão bem enunciou, mas resultado também da desconfiança e da falta de cooperação entre parceiros, da incapacidade de corrigir os erros na construção do euro, dos complexos alemães, da cegueira ideológica e da falta de transparência democrática na construção europeia. A democracia cairá logo a seguir: não há democracia que consiga aguentar o colapso económico e social que o fim do euro provocará.

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Eu não pediria grandes políticos nem grandes líderes, apenas um bocadinho de bom senso, mas no momento que atravessamos é o mais escasso dos bens.

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