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COLUNA VERTICAL



Sábado, 17.11.12

COMPETIR?

Vasco Pulido Valente - Público de 17/11/2012

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A sra. chanceler do Norte e da União Europeia do Sul e do Leste veio a Lisboa dar uma lição aos nativos, que ela de resto não conhece, sobre a maneira de saírem da sua presente miséria. E o conselho foi: "competitividade". A sra. chanceler não sabe que não existe essa ideia na cultura económica portuguesa pela simples razão de que nós nunca pudemos "competir". Mas nenhum dos príncipes que nos governa ou da gentinha alucinada e "estrangeirada", que teoricamente os conforta e guia, se lembrou de lhe fazer esta pergunta simples: "competir", com certeza, mas como, excelência? Uma pergunta simples, a que ninguém neste lamentável sertão conseguiu ainda responder; e de que a dívida perene, interna e externa, soberana e privada, é o emblema desde o princípio do século XIX.

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Por detrás deste apelo às "forças vivas" da nação, como antigamente se dizia, está, muito bem escondido, o projecto de "re-industrializar" a Europa e, com ela, este Portugal falhado, falido e velho (agora também num sentido literal), que sempre por aí andou aos tropeções pela "modernidade" e que, de repente, se deve transformar por milagre e vontade da Alemanha numa espécie de Singapura do Ocidente. Passaram os dias em que a "estratégia de Lisboa" nos propunha uma "economia do pensamento" e parece que chegou a altura de voltar ao princípio. Mas que princípio? Cá na terra, só em 1963 o sector industrial excedeu a agricultura em percentagem do PIB e nunca foi o sector principal da economia. Mesmo no tempo da grande esperança megalómana no "desenvolvimento", a Siderurgia acabou e acabou a Lisnave. E hoje o homem mais rico de Portugal, o sr. Amorim, começou na cortiça e, como era inevitável, acabou na GALP e na banca.

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E a agricultura? E os serviços? Os portugueses abandonaram a agricultura como pouco rentável e um vexatório estigma de pobreza e, em 2012, vivem loucamente apertados na faixa litoral. Não por acaso se fala tanto na "desertificação do interior": o "interior" é de facto um deserto. Quem, ou o quê, os pode atrair à sua origem e a um trabalho que detestam e acham incompatível com a época e a "abundância" que ela presumivelmente promete? Sobram os serviços. Com um património cultural escasso e na maior parte sem interesse, desde 1974 que o governo e as câmaras, sobretudo as câmaras, se dedicaram a arruinar o nosso único verdadeiro capital turístico: o sol e as praias do Algarve. Fora isso, há cafés, restaurantes, o pequeno comércio moribundo e umas dezenas de empresas de informática, que certamente não irão competir com a Índia e a China. "Competir", D. Ângela? Noutro mundo, claro.

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Sábado, 17.11.12

ASSOCIATIVISMO: PROGRAMAS E APOIOS

 

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No âmbito do projeto "Juventude Ação na Solidariedade" promovido pela AJAF-Associação Juventude Ação no Futuro, com o apoio do programa FINSOCIAL 2012, e com base no diagnóstico efetuado às associações da zona norte do concelho de Abrantes, realizou-se no passado dia 10 de Novembro de 2012, pelas 15h00, uma sessão de informação sobre programas e apoios locais, nacionais e europeus para o associativismo.

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Esta iniciativa teve lugar na sede da Sociedade Recreativa do Souto, e contou com a presença de 30 dirigentes associativos/as e de 3 oradores, o Diretor do Departamento de Intervenção Social do município de Abrantes, Dr. Francisco Lopes, o Diretor Regional da Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto Português do Desporto e Juventude, Dr. Carlos Pereira e, o Presidente da FAJUDIS - Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém, Dr. Jorge Claro.

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A sessão teve início com a intervenção do Dr. Francisco Lopes, com a apresentação do programa FINABRANTES, nomeadamente objetivos, medidas, critérios de elegibilidade, critérios de avaliação, documentação necessário, entre outros.

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Seguidamente, deu-se início à intervenção do Dr. Carlos Pereira, que apresentou os programas direccionados ao associativismo juvenil a nível nacional, procedendo à informação mais pertinente relativa a objetivos, medidas, critérios. Foram apresentados diversos programas nomeadamente os Programas de Apoio ao Associativismo Juvenil – PAAJ (PAI – Programa de Apoio a Infra-estrutural, PAJ – Programa de Apoio Juvenil, PAE – Programa de Apoio Estudantil, FORMAR – Programa Formativo), bem como outros programas na área da juventude e do desporto, nomeadamente Programa Parlamento dos Jovens; Concurso EuroEscola; Contrato – Programa de Desenvolvimento Desportivo; Plano Nacional de Ética Desportiva; Programa Nacional de Marcha e Corrida; Impulso Jovem – Passaporte de Emprego; Formação Modelares Certificadas; OTL – Ocupação de Tempos Livres; CUIDA-TE; Voluntariado Jovem "Recados e Companhia".

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Por último, mas não menos importante o Dr. Jorge Claro, Presidente da FAJUDIS procedeu à apresentação de programas a nível europeu para o associativismo, nomeadamente o Programa Juventude em Acção; Europa para os Cidadãos; Programa Cultura; QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional (POPH – Programa Operacional do Potencial Humano); Aprendizagem ao Longo da Vida.

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Face à atual conjuntura, esta iniciativa foi considerada uma mais-valia e, uma oportunidade de informar as associações acerca dos programas e apoios a nível local, nacional e europeu existentes para o associativismo, a fim de darem continuidade, melhorarem e aumentarem as suas atividades e projetos, em prol da comunidade.

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