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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

24 Dez, 2012

A FESTA DA FAMÍLIA

Santana-Maia Leonardo

 

O Natal é a Festa da Família.

 

Ou seja, a festa da instituição que a revolução cultural em curso, levada a cabo pelos mesmos sectores que antes apoiaram o colectivismo igualitário contra as sociedades liberais, pretende destruir.

 

Acontece que o desmoronamento do estado social (a que estamos e vamos continuar assistir) vai, inevitavelmente, fazer ressurgir das cinzas a instituição familiar.

 

Na hora da aflição, é na família que o homem encontra a salvação.

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"Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade"... e aos burros do costume que, também este ano, poderão contemplar, embora sem nada compreender, a encantadora beleza do Natal.

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Gonçalo Portocarrero de Almada - Público de 22-12-12

22 Dez, 2012

O ARRAIAL

Vasco Pulido Valente - Público de 21-12-12

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Como toda a gente sabe, a Constituição da República Portuguesa foi feita num clima de pré-guerra civil, que não permitia uma discussão sensata e moderada sobre o que ela devia ser para servir e não ofender o país. Pior do que isso: a Constituição foi feita sob a pressão do MFA, do PCP e de várias facções de revolucionários, que chegaram a cercar a Assembleia e agredir uns tantos deputados. E, como se isto não chegasse, tirando a esquerda e uma pequena parte do PS, foi feita com os votos de gente sem a mais vaga experiência política, que o conformismo indígena levou a concordar com tudo, ou quase tudo, que o dr. Cunhal e os comunistas lhe resolviam apresentar. Progressivamente, as revisões de 1982 e 1989 removeram uma dúzia de aberrações, com as quais nem o Estado, nem a economia podiam funcionar.

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Os partidos que se criaram ao princípio, ainda fracos e sem uma clara definição ideológica (excepto, como é óbvio, o PCP) exerciam pouca influência sobre os governos, que os portugueses iam respeitosamente elegendo. Durante um tempo, as guerras domésticas do PS, do PSD e do CDS encheram os jornais (não havia ainda televisão privada) como se o destino do cidadão comum dependesse delas. Mas, pouco a pouco, como sucedeu no liberalismo e na I República, as clientelas (de vária espécie e pelo) tomaram conta dos partidos com a ideia de usar o Estado para se fortalecer e servir os seus cúmplices (que, por irrisão, passaram a usar o nome de "base militante") e os seus patronos. E a crise transformou as barreiras do arrivismo em barreiras políticas, que de certa maneira se instalaram no próprio governo.

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É significativo que já no começo desta legislatura se falasse outra vez numa revisão constitucional; uma conversa que durou pouco perante a hostilidade do PS e a indiferença do PSD. Com este arranjo, nada impede a desordem dos poderes públicos de continuar, em liberdade e conforto. O ministro das Finanças e um grupinho de técnicos de contas mandam no primeiro-ministro e dão ordens pelo telefone ao vice-presidente da CGD. Um ministro metediço e flutuante trata da reforma administrativa, nas costas do ministro Miguel Macedo, e decide o futuro da RTP num mar de intriga e de especulação. A polícia entra pela RTP como se estivesse em sua casa. Pedro Passos Coelho ignora o parceiro de coligação na discussão do Orçamento. Basta abrir um jornal ou ver a SIC para encontrar diária e cansativamente um escândalo sem explicação e sem desculpa. Não vivemos com certeza num Estado de direito. Mas, no assento etéreo onde subiu, o dr. Cavaco contempla o arraial com serenidade e deleite e os srs. deputados gozam em descanso a sua vida.

SUPRESSÃO DOS COMBOIOS 5650 E 5653

Pedido de esclarecimento  dos vereadores eleitos pelo PSD

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O comboio nº5653, que sai do Entroncamento para Abrantes às 21H28, e nº5650, que faz o percurso inverso na manhã do dia seguinte, são duas ligações fundamentais para o concelho de Abrantes, tendo em conta que existem muitas pessoas do concelho a trabalhar no Entroncamento e em Lisboa, sendo certo que a A23 deixou de ser uma alternativa, tendo em conta o incomportável preço das portagens para quem vive dos rendimentos do trabalho.

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Acontece que, segundo fomos informados, a CP suprimiu estas duas ligações, justificando o facto com a greve do SMAQ.

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Ora, tal não corresponde verdade, uma vez que a greve, por acordo dos maquinistas e do sindicato, não abrange a linha da Beira Baixa, o que significa que as ligações foram suprimidas não por causa da greve mas porque a CP não escala ninguém para efectuar o serviço.

Esta situação não pode deixar de merecer o nosso mais vivo repúdio.

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Face ao exposto, os vereadores eleitos pelo PSD gostariam de saber quais as diligências levadas a cabo pela Câmara Municipal de Abrantes junto da CP para que as referidas ligações sejam retomadas, tendo em conta que a greve não abrange a linha da Beira Baixa.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

BOMBEIROS DE ABRANTES - AGRUPAMENTO E SINDICATO

Pedido de esclarecimento  dos vereadores eleitos pelo PSD

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Com os votos contra dos vereadores eleitos pelo PSD, o executivo aprovou na última reunião a minuta de protocolo a celebrar entre a Câmara Municipal de Abrantes, Câmara Municipal de Sardoal, Câmara Municipal de Mação, Câmara Municipal de Constância, Associação Humanitária dos Bombeiros de Constância e Associação Humanitária dos Bombeiros de Mação, com vista à criação do Agrupamento de Corpo de Bombeiros do Médio Tejo Norte, remetendo-se à Assembleia Municipal para autorização da integração do Município de Abrantes no Agrupamento do Médio Tejo Norte, ao abrigo da alínea m) do nº 2 do artigo 53º da Lei 169/99 de 18 de setembro, na redação atual.

Os vereadores eleitos pelo PSD votaram contra, recorde-se, designadamente por considerarem tratar-se de uma decisão precipitada e que, manifestamente, não tinha sido suficientemente ponderada.

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Pelos vistos, a referida autorização, que constava da Ordem de Trabalhos da última Assembleia Municipal, não chegou sequer a ser votada.

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Gostaríamos, por isso, de ser esclarecidos do seguinte:

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   (a) se a autorização da integração do Município de Abrantes no Agrupamento do Médio Tejo Norte não foi votada na última Assembleia Municipal  em virtude de se ter concluído não ser esta a solução que melhor defendia o município de Abrantes ou foi apenas o reconhecimento público da falta de ponderação e da precipitação do executivo camarário na aprovação de um protocolo, quando o mesmo ainda não tinha ainda sequer suporte legal?

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   (b) tendo em conta que ainda não foram divulgadas as conclusões do inquérito aberto ao acidente de viação que vitimou uma bombeira, qual o motivo para que, seis meses após o acidente, o inquérito ainda não esteja concluído e o relatório divulgado?

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Finalmente, vínhamos informar que reunimos, na semana passada, com o sindicato dos bombeiros profissionais, a seu pedido, que nos fez o levantamento das principais causas pelas graves falhas de operacionalidade do Corpo de Bombeiros a que temos vindo a assistir no último ano, quer ao nível da saída ao minuto das ambulâncias, quer na qualidade de socorro por falta de efectivos, o que nos deixou extremamente apreensivos, tanto mais quando é evidente que a principal responsável por esta situação é a Câmara Municipal de Abrantes.

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O sindicato apresentou ainda a sua solução para a resolução deste grave problema que nos devia preocupar a todos, designadamente: (I) a questão dos turnos que, pelos vistos, é a solução encontrada por praticamente todos os municípios que têm bombeiros municipais; e (II) o preenchimento das vagas.

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Na nossa opinião, a solução apresentada e que, de resto, nós já aqui tínhamos sugerido, parece-nos não só viável como interessante, pelo que devia ser uma solução a ponderar pelo Município.

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Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

Santana-Maia Leonardo - Nova Aliança

 

Dois pais, um de direita e outro de esquerda, dispõem apenas de um pão para dividir pelos seus cinco filhos.

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O pai de direita reúne os seus cinco filhos em volta da mesa, divide o pão em cinco partes e pede a cada um dos filhos para tirar um bocado.

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Por sua vez, o pai de esquerda reúne os seus cinco filhos em volta da mesa e bota discurso: “Meus queridos filhos! Enquanto eu mandar nesta casa, nunca haverá de faltar pão na nossa mesa. Por alguma razão o nosso lema sempre foi “a imaginação ao poder”. Por isso, peço-vos que olhem para a mesa e imaginem seis pães. Eu, como sou o mais velho, fico já com este. Os outros cinco são para vocês. E se ficarem com fome, é só imaginarem mais seis que eu até dispenso o meu para que possam encher a barriguinha.

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Moral da história: os filhos do pai de direita ficam todos insatisfeitos, um por ter ficado com o pior bocado, outro com o mais pequeno, outro com a côdea, outro com o miolo, outro porque era pouco...

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Por sua vez, os filhos do pai de esquerda ficam todos satisfeitos, porque comeram todos a mesma coisa. Ou seja, nenhum deles comeu nada, logo nenhum deles se sentiu preterido ou prejudicado. Pelo contrário, não podiam ter sido tratados com maior igualdade e justiça.

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É por esta razão que eu detesto a esquerda, hipócrita e cínica, a mesma razão por que os portugueses a adoram.

Alberto Gonçalves - DN de 16-12-2012

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É aborrecido que um forasteiro procure evangelizar os nativos, mas o chefe da missão local do FMI resumiu tudo numa frase: Portugal pode ter um grande Estado providência desde que consiga financiá-lo. Um truísmo? Teoricamente, sim. Na prática, não. Conforme todos os dias se constata, inúmeros portugueses acham vigorosa e, ao que parece, sinceramente que os direitos do assistencialismo não implicam o dever de o pagar - de alguma maneira, alguém, seja a divindade seja a "Europa", o fará por nós. Por manifesto azar, nem o Céu nem a Alemanha estão voltados para a generosidade, donde o actual fosso a separar as expectativas da realidade e a geral confusão que por aí vai.

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Por um lado, os cidadãos ignoram ou fingem ignorar que aquilo que o Estado lhes "dá" é uma fracção daquilo que o Estado lhes retira. Por outro lado, os políticos convenceram-se ou fingiram convencer-se de que o Estado só poderá aumentar as "dádivas" se aumentar os gastos. Qualquer pessoa com um vestígio de lucidez perceberia o carácter alucinado destes pressupostos. Infelizmente, a lucidez ganhou aqui escassos adeptos, pelo que o sr. Abebe Selassie arrisca-se a assemelhar-se ao professor que explica física quântica a alunos modestos em aritmética básica. No caso presente, os "alunos" não dominam literalmente a aritmética e, perante a impossibilidade de dois mais dois serem cinco, insistem em corrigir as parcelas e não a soma.

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Exagero? Quem dera. Ainda esta semana, a ex-secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino declarou que a suspensão do TGV representou "um profundo retrocesso" para a economia. Dado que a dra. Ana Paula não é famosa pelos dotes de comediante, presume-se que falasse a sério. E a sério falam resmas de socialistas, comunistas e até governantes em funções quando lamentam a recente dificuldade em torrar o dinheiro que não possuímos. O pobre sr. Selassie anda a tentar ensinar-nos em meses aquilo que séculos de História não consegui- ram. Como os estrangeiros, aliás, já deviam ter aprendido, Portugal não aprende.

 

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No passado dia 15 de Dezembro de 2012, a Associação Juventude Acção no Futuro promoveu uma Noite de Fados, no Salão Paroquial de Fontes. Esta iniciativa inseriu-se no âmbito do projeto "Juventude Ação na Solidariedade" e compreendeu a atuação de fadista conhecidos/as, Alcides Cepas, Tina Jofre, Dina Mendonça e Joaquim Júlio, acompanhados/as à guitarra por Bruno Sangareau e à viola, Luís Filipe.

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Das 22h00 às 01h30 os/as participantes desfrutaram de momentos de convívio, e entretenimento, assim como de uma mesa preparada com vinho, pão, azeitonas, chouriço assado, caldo verde e coscorões. Esta iniciativa teve a adesão de 30 participantes, potenciando um dia diferente para a aldeia de Fontes.

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A AJAF – Associação Juventude Acção no Futuro agradece a todos/as os/as presentes, e um agradecimento especial à Junta de Freguesia de Fontes, à Paróquia de Fontes e à Associação ACLAMA de Martinchel, que apoiaram a realização desta iniciativa.

Alberto Gonçalves - DN de 16-12-2012

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O que faz andar o Álvaro ou, na versão respeitosa e portuguesa, o dr. Santos Pereira? Desde o início que o seu papel no Governo parece ser o de oferecer uma referência de sensatez face aos disparates dos colegas - e de ser desautorizado pelos mesmos logo a seguir. (...)

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Sei que para trocar o Canadá por isto o homem talvez seja é maluco. No mínimo, o único português que em vez de partir regressa é um excêntrico.