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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

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"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

PINTURA DAS PAREDES DO CENTRO ESCOLAR DE ALFERRAREDE

Declaração dos vereadores eleitos pelo PSD

 

Na última reunião da câmara, fomos surpreendidos com uma proposta da senhora presidente da câmara para “Aquisição de Serviços para Pintura das Paredes Interiores do Centro Escolar de Alferrarede”, quando é certo que o referido centro escolar foi construído e inaugurado recentemente.


E mais surpreendidos ficámos quando fomos informados de que tal se deve ao facto de a escola ter sido alvo de acções danosas dos próprios alunos.


Ora, num tempo em que o País passa enormes dificuldades, onde o dinheiro escasseia para o essencial, onde são cortados salários, pensões e prestações socais, onde os cidadãos são brutalmente sobrecarregados de impostos, é totalmente inadmissível que a autarquia desvie dinheiro dos contribuintes para reparar uma escola nova que foi danificada por aqueles que deviam ser os primeiros a estimá-la.


Com efeito, não podemos aceitar que, depois de vermos investidos no Centro Escolar de Alferrarede os nossos impostos, que nos custaram tanto a pagar, alguns dos seus principais  beneficiários, em vez de valorizarem o sacrifício colectivo que comportou a sua construção, se dediquem a danificá-lo e outros, porventura, assistam impávidos e serenos a esses actos.


Face ao exposto, os vereadores eleitos do PSD vêm declarar que não aceitam que a Câmara continue a desviar verbas para este tipo de reparações, uma vez que as escolas, no âmbito da sua autonomia, terão certamente meios para garantir e prevenir a segurança do seu património e para responsabilizar quem o danificar ou destruir.


Ver Secção II do DOSSIÊ IX: Zona Centro

02 Set, 2013

A democracia

Santana-Maia Leonardo

Barrabás.png

Numa das primeiras consultas democráticas de que há memória, Pôncio Pilatos pediu ao povo para escolher entre um ladrão (Barrabás) e um homem justo (Jesus Cristo). E quem é que o povo escolheu?

A democracia portuguesa tem também sido reveladora desta estranha atracção do voto popular pelas pessoas menos escrupulosas. O ladrão é sempre mais sedutor do que o homem justo e recolhe, quase sempre, mais votos.

Isto não é suficiente, obviamente, para pormos em causa a democracia até porque, como dizia Churchill, ainda não se descobriu melhor: «A democracia é o pior sistema político, exceptuando todos os outros». Além disso, se, entre um ladrão e um homem justo, o povo elege o ladrão, também não se pode depois queixar de ser governado por ele. 

Como dizia Bernard Shaw, na melhor definição de democracia que conheço, «a democracia é um mecanismo que garante que nunca seremos governados melhor do que aquilo que merecemos.» E, efectivamente, até agora, só temos colhido o que plantámos.

01 Set, 2013

UMA GUERRA ABSURDA

Vasco Pulido Valente - Público de 1-9-2013

 

Cameron foi proibido pela Câmara dos Comuns de intervir na Síria por meios militares. Trinta deputados do Partido Conservador votaram contra o Governo e também nove deputados do outro partido da coligação. Cameron disse que tinha compreendido a ordem do povo e declarou que lhe obedeceria. Nunca tinha acontecido antes que um primeiro-ministro perdesse uma votação quando se tratava de decidir entre a guerra e a paz. Sucedeu agora. Apesar de uma crescente dependência e disciplina, ainda apareceram nos grupos parlamentares 40 indivíduos que seguiram a sua opinião (e a sua consciência), em vez de seguirem obedientemente a política do seu chefe e senhor. A lição que a Câmara dos Comuns deu a Cameron não seria possível em Portugal. Em Portugal, a Assembleia da República faz tudo o que lhe mandam.

 

E assim Obama ficou sozinho. E por culpa dele. Primeiro, resolveu estabelecer perante o mundo a famigerada "red line" contra o uso de gás. A seguir, ameaçou com uma intervenção, como se não precisasse de um mandado da ONU ou sequer de esperar pelos peritos que foram à Síria. E, no fim, acabou internacionalmente isolado, sem o apoio dos países do Médio Oriente (tirando Israel), sem o apoio da "Europa" (tirando a França) e sem apoio do próprio Canadá. Vai meter a América numa nova aventura (mais perigosa do que a do Iraque e a do Afeganistão), acompanhado apenas pelo sr. Erdogan da Turquia e pela Arábia Saudita, dois parceiros que não se recomendam. O comportamento errático de Obama e as dezenas de erros que cometeu comprometem um mandato estimável e provavelmente acabarão por inutilizar o segundo.

 

Pior do que isso, Obama não pretende liquidar o regime de Assad (até porque não existe na Síria uma oposição capaz de o substituir) e sabe muito bem que um "ataque cirúrgico" não mudará em nada a situação estratégica. O que ele quer é castigar Assad pelo crime de matar com gás 1400 pessoas (400 crianças) e, julga ele, impedir que o caso se repita. O prestígio da América está em jogo, pensam loucamente os serviçais da Casa Branca e Obama imagina que uma "pequena" intervenção da América não trará consequências de maior. No que se engana: uma violenta retaliação de Assad é susceptível de sublevar o Médio Oriente inteiro e, em última análise, empurrar a América para uma longa, frívola e mortífera campanha. Que o sr. Hollande, impotente e desarmado, se alivie de algumas cretinices que pesam no seu doce coração não interessa muito. Mas que Obama o imite é com certeza catastrófico.


«Há influência excessiva de certas sociedades secretas dentro do PSD, mas ainda pior

é a influência das oligarquias que vieram acabar com o diálogo dentro do partido»

 

António Capucho - in jornal i

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