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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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APLICAÇÃO DO HORÁRIO DAS 35 HORAS

Pedido de esclarecimento dos vereadores da CDU

Na sequência do Acórdão do Tribunal Constitucional que possibilita, através de acordos colectivos de entidade empregadora pública, repor o horário de 35 horas semanais para os funcionários das autarquias e sendo público o número de autarquias que já avançaram e reconheceram este direito dos trabalhadores, os Vereadores da CDU, conhecendo as possibilidades legais para o adoptarmos, requerem ao Sr. Presidente da CM informação sobre o ponto da situação na presente data, relativamente ao Município de Ponte de Sor.

No uso das nossas competências e direito de intervenção, informamos que os Vereadores da CDU defenderão o horário das 35 horas semanais, enquanto direito decisivo para a organização da vida dos trabalhadores e que se opõem ao seu alargamento e à desvalorização do salário por hora que daí resulta, como actualmente em vigor no Município de Ponte de Sor.

27 Jan, 2014

De rastos

Vasco Pulido Valente - Público de 26-1-2014

Os dois postos políticos de Portugal mais convenientes para ganhar estatuto e também eleições, são o programa de Marcelo na TVI e a cadeira de António Costa na “Quadratura da Círculo”.

Porquê? Porque semana a semana os dois se fazem ouvir por milhões de portugueses, com toda a liberdade para dizer o que querem e tomar as poses que lhes convêm mais. Marcelo não governa nada, nem ninguém. António Costa governa a Câmara de Lisboa, que raramente é envolvida nas questões fundamentais do regime. Tanto um como o outro aparecem assim com uma aura de omnisciência e de serenidade, de que o país gosta e de que, aliás, precisa.

Não por acaso, estão à frente nas sondagens para as próximas presidenciais: Marcelo à direita, António Costa à esquerda. Marcelo trata o governo como um bando de meninos cábulas. Costa vai explicando ao PS, com grande paciência, como se deve portar. (...)

OMISSÃO DA PROPOSTA DA CDU SOBRE A PUBLICITAÇÃO DAS ACTAS DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Pedido de esclarecimento dos vereadores da CDU

Verificámos que o novo site do Município de Ponte de Sor já se encontra em funcionamento desde a passada 4ª feira.

Contudo, não podemos deixar de anotar que a proposta apresentada pelos Vereadores da CDU na reunião da CM Ponte de Sor de 6.Nov.2013, relativamente à publicitação das Actas da Assembleia Municipal de Ponte de Sor, naquele espaço, continua a não estar incorporada.

Por outro lado e conforme foi expresso pelo Sr. Presidente da CM naquela reunião, concordando com a proposta então apresentada, a mesma seria registada e apresentada na Ordem do Dia da reunião de CM, facto que incompreensivelmente nunca aconteceu até à presente data.

Pelo exposto, requeremos informação sobre os factos.

Alberto Gonçalves - DN de 26-1-2014

Em Abril de 2012, António José Seguro declarava sentir "uma enorme satisfação" perante a vitória de François Hollande nas "presidenciais" francesas, a qual, com típica sofisticação retórica, considerou "uma lufada de ar fresco", além de "uma nova esperança" e "uma nova primavera para os povos europeus".

Durante quase dois anos, enquanto o sr. Hollande arruinava a economia local e afugentava os ricos (e os "ricos") à custa de impostos dignos do Guinness Book, o idílio manteve-se imaculado.

Agora, que o sr. Hollande enfim desceu à realidade, também conhecida por "austeridade", o idílio acabou. O dr. Seguro deixou de falar em público do herói gaulês e, em privado, confessa-se traído, não necessariamente pela actriz que o sr. Hollande visita em escapadelas de motorizada. É o destino de inúmeros romances e de todos os socialistas europeus, humanistas, solidários e irresponsáveis.

Campanha solidária “Juntos vamos oferecer 100.000 refeições a crianças carenciadas, para que todos os bebés possam crescer bem”.

Partilhe e esta publicação diariamente e até ao dia 15/03/2014 na sua página, porque todos os dias existe crianças que passam fome. Por elas o meu obrigada. Conto convosco e comecem JÁ!!

As empresas Aptamil; Bédina; Urbanos e a IPSS Crescerbem uniram esforços e lançaram esta campanha destinada a crianças carenciadas entre os O – 3 anos.

Em nome de todas as crianças que estão privadas de uma necessidade básica e fundamental à VIDA, a ALIMENTAÇÂO, apelo ao vosso sentido de humanismo e entreajuda no sentido de cada um de vós contribuir para esta causa. Como podem ajudar:

….. até ao dia 15 de Março….e…. dentro das vossas possibilidades….

→ Sempre que puderem comprem leites Aptamil de transição tipo 2-3-4-5 e ou leites medicinais para fins específicos, excepto leite 1

→ Sempre que puderem comprem o Pack Solidário das farinhas lácteas da blédina dos 0- 36 meses

→ Peça a cada mãe que recrute outra mãe para o Clube Aptababy do faceboock.

Esta campanha conta com a especial colaboração dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) que à mesma aderiram. Infelizmente e por mais incrível que possa parecer num período conturbado e de crise conjuntural económica/social não foram todos os ACES que aceitaram a participar.

Se conhecerem famílias carenciadas com crianças na faixa etária acima indicada, encaminhem-nas para a /o Assistente Social do centro de saúde da vossa área de residência e entreguem-lhes as papas e leites, caso não necessitem de as consumir.

Paulo Trigo Teixeira - Público de 24-1-2014

Ainda não saímos da grande depressão, mas já entrámos na grande campanha eleitoral, que inevitavelmente gerará confusão no debate público. Para mim, aquilo que sobretudo não pode acontecer é os portugueses pagarem ainda mais em juros, para aparentemente reganharmos a soberania, evitando um programa cautelar numa “saída à irlandesa”. (...)

De um ponto de vista eleitoralista e míope, defender uma saída à Irlandesa faz sentido, pois aparentaria uma libertação total dos credores – o que não deixa de ser paradoxal, com uma dívida, ainda a crescer, de 127% do PIB.

Mas qual o custo de sair em juros adicionais? Pode-se calcular como a soma de duas parcelas. Por um lado, os juros de “precaução” que estamos a pagar pelos depósitos na posse do Tesouro como reserva, e que são muito maiores do que seriam em condições normais (mais do dobro do seu valor em 2010). Por outro, os juros adicionais resultantes da diferença entre os juros de mercado (digamos 5%) e a taxa que teríamos num “cautelar a 2,5 anos”, em princípio à volta dos 3%. Uma estimativa para esta soma nos próximos 30 meses é de 1023 milhões de euros. Este seria o preço adicional a pagar pelo eleitoralismo demagógico da saída à Irlandesa. 

25 Jan, 2014

A tradição

Vasco Pulido Valente - Público de 24-1-2014

Com lágrimas, com irritação, com desespero, a esquerda ouviu esta semana François Hollande renunciar ao socialismo. A esquerda tem má memória. Desde o princípio que o socialismo se reduziu a conceder alguns leves benefícios aos trabalhadores, que se foram acumulando, e que se devem em parte considerável à mais pura direita.

Quem começou esta política foi, de resto, o príncipe Bismarck, antes de 1890, para conter simultaneamente o SPD e o liberalismo alemão que pretendia renascer contra ele. Durante a Grande Guerra (a I), o partido de Lenine e Estaline estabeleceu uma ditadura que se dizia “comunista”, mas que no fundo não passava de uma nova tentativa de “modernização” do império do czar, executada com uma particular ferocidade. (...)

Em 1945, a Europa de Leste ficou sob a tutela da URSS de que só se conseguiu livrar em 1989. No Ocidente passaram pelo governo, se a América aprovava, dezenas de partidos nominalmente “socialistas”, que sobretudo se esforçaram por promover a prosperidade do capitalismo, compensando aqui e ali os trabalhadores com o famoso Estado social, a que se reduziu em última análise a utopia do século e que hoje parece perigosamente perto da dissolução.

O sr. Hollande não fez mais do que os seus predecessores. O “socialismo”, nas suas muitas variantes, nunca existiu e nunca chegou verdadeiramente a ser a ideologia dominante de nenhum Estado constituído. A retórica de intelectuais sem emprego não substitui a acção, como milhares de vezes se provou. O sr. Hollande assinou o último certificado de óbito da esquerda, seguindo, como lhe competia, a tradição.

Esta semana a frase é de E. H. Gauvreay (“Construímos um sistema que nos induz a gastar o dinheiro que não temos em coisas de que não necessitamos.e a foto do Castelo de Almourol é da autoria de Carla Francisco.

As fotos da coluna lateral são de: João Oliveira (Cores do Alentejo), Armando Tavares (Ponte de Lima) e Joaquim Rios (Braga).