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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

30 Abr, 2014

O manicómio

Vasco Pulido Valente - Público de 25-4-2014

Não há limites. Como Soares provou, quando disse numa conferência qualquer que o dr. Salazar tinha o mérito de não ter “mexido nos dinheiros públicos”. Não se percebe onde Soares queria chegar com esta frase absurda. É ela um elogio à tão proclamada pobreza e honestidade do ditador, que pagou até ao fim um galinheiro em S. Bento e criava coelhos? Ou um ataque implícito ao regime vigente, e aos partidos que nos governaram, e que andam hoje a arrastar as suas misérias pelos tribunais? Não parece. A ideia foi com certeza a de comparar a política financeira de Salazar com a política financeira da democracia e as contas certas de Salazar com a dívida e o défice de agora, que arrastaram o país para a miséria e nos trouxeram uma intervenção estrangeira, ainda longe de acabar.

Mas, se assim for, Soares reconhece que a crise é o resultado de políticas do Estado de que o PS e o PSD tomaram a responsabilidade. Para não falar dele próprio. O serviço de saúde, o sistema de ensino, a Segurança Social, o exército de funcionários públicos com que os partidos sustentaram as suas clientelas, os milhares de milhões que se gastaram em betão inútil, o suborno sistemático com que durante 40 anos se pretenderam ganhar votos não entram na categoria das coisas que “nos caíram em cima”, ou naquela outra mais subtil dos efeitos perversos do “neoliberalismo” e da progressiva ruína da “Europa”. São todas a consequência previsível de decisões deliberadas de governos legitimamente eleitos. De que Soares fez parte ou, de Belém, abençoou.

O elogio a Salazar, de que a audiência gostou, não reflecte espécie de racionalidade. Não passa de saudades de um tempo em que não havia sarilhos com o défice e a dívida, porque a PIDE, a censura e a GNR impunham a miséria em que Salazar achava que o país devia viver. O problema, em 2014, é que a democracia não educou os portugueses para a submissão: e os políticos correm por aí, estonteados, como aves sem cabeça. O dr. Soares propõe a violência e apreciaria ver a GNR invadir (tumultuosamente) a Assembleia da República (uma “bela ideia”, explicou ele). Um grupo de “notabilidades” (os 74) resolveu sugerir uma bancarrota a prestações, contando provavelmente com a estupidez do próximo. Meia dúzia de loucos prefere a revolução (mas que revolução?). E anteontem Soares ressuscitou Salazar. Portugal é um manicómio.

Paulo Trigo - Público de 27-4-2014

O fim do programa de ajustamento aproxima-se, a troika em breve deixará as visitas regulares de avaliação do país, sem as quais não libertava os empréstimos. As taxas de juro das obrigações a dez anos caíram, nesta semana, a níveis impensáveis há um ano atrás, e a economia crescerá, ainda que timidamente. É razão para alguma satisfação, mas será para celebrar?

Celebrar o 25 de Abril, sem dúvida nenhuma, mas a situação actual, essa não. A dívida excessiva, o défice ainda elevado, o desemprego, a pobreza e a emigração, dos que não encontram solução no país, são motivos para apreensão e preocupação.

Estas crónicas de avaliação dos dados da execução orçamental do Governo têm um duplo propósito. Por um lado, monitorizar a execução do Orçamento de Estado. Por outro, mostrar que existem e existirão sempre opções do ponto de vista orçamental. A primeira opção é se devemos ou não caminhar para o equilíbrio estrutural das contas públicas. Está implícito que consideramos que sim.

Como bem lembrava Miguel Sousa Tavares, após a recente entrevista ao primeiro-ministro, talvez não fosse má ideia que todos os partidos políticos se pronunciassem sobre a simples questão: concorda que devemos caminhar para o equilíbrio orçamental?

A questão seguinte, assumindo que a primeira colhe uma resposta afirmativa, é apenas: como fazer a redução do défice, na receita e na despesa, e quais as rubricas que deverão ser consideradas, tendo em conta que diferentes medidas têm diferentes impactos na economia e nas pessoas. (...)

No passado dia 26 de Abril, a AJAF – Associação Juventude Acção no Futuro em parceria com a Junta de Freguesia de Fontes, promoveu no Jardim-de-Infância desta freguesia, uma Oficina Criativa “Arranjos em Eva”, que mobilizou 7 participantes. Esta é uma das atividades do projeto “Juventude Ação na Solidariedade” 2014, promovido pela AJAF, com o apoio do programa FINABRANTES 2014.

Esta atividade visou a aquisição e/ou melhoramento de competências de elaboração de flores em eva, com recurso a técnicas de decalque, corte, colagem e posterior embelezamento das mesmas com ideias criativas.

Jovens e adultos, partilharam juntos esta aprendizagem promovendo a intergeracionalidade, permitindo a transmissão de saberes, e a entreajuda entre gerações.

Vasco Pulido Valente - Público de 27-4-2014

Desde o princípio da revolução francesa que se aprendeu uma verdade elementar: a identificação dos direitos políticos com os direitos “sociais” leva sempre à perda dos direitos políticos, sem promover os direitos “sociais”. Foi este o peso que tarde ou cedo acabou por derrotar e quebrar a esperança de centenas ou milhares de movimentos que aspiravam a mudar radicalmente o mundo.

Ou, se quiserem, para resumir o problema por outras palavras, a liberdade não é na prática compatível com a igualdade. A igualdade tem de ser imposta e essa imposição degenera rapidamente em ditadura e, a seguir, a ditadura em terror. Como sucedeu aos jacobinos de Robespierre, aos socialistas de 1848, aos bolcheviques de Lenine, aos cubanos de Castro e a um número infindável de aprendizes de feiticeiro. (...)

Fernando António Dias Correia

*Osteopata e Naturopata (Lei nº 71/2013) - Telemóvel: 910 777 707

 Exame Médico Desportivo 

Não obstante todos os procedimentos legais do exame médico desportivo, a morte súbita de atletas de alta competição, continuamente acompanhados, insiste em verificar-se.

Perante tal situação, os responsáveis afirmam que o Exame Médico Desportivo tem de ser revisto, só que não se avança por desconhecimento das possíveis causas da situação.

 Considerações gerais 

A desidratação pode conduzir à morte. Na verdade, um procedimento comum nos hospitais para tratá-la consiste na administração de soros em infusão contínua. Aparentemente, o raciocínio sobre desidratação não está presente quando se procede ao exame avaliação médico desportivo ou ao exame post-mortem, em casos fatais.

Esta avaliação, tão simples, poderia confirmar objetivamente a causa de tantas mortes e, mais importante - poderia reduzir significativamente a morte súbita no desporto e também nas restantes faixas da população.

Porque faleceu Féher e não Jardel? Que tinham em comum? O futebol era o fator dominante, mas algo não era hábito de ambos… Enquanto Jardel bebia cerveja, por vezes imoderadamente, Féher era mais contido e nem uma discoteca frequentava.

Jovem disciplinado e bem formado, Féher não dispunha da informação seguinte: "As necessidades básicas do organismo satisfazem-se com o mínimo de 1.500 ml diários de líquidos, aos quais acresce um mínimo de 500 ml para garantir a lubrificação articular. Mas se é jovem e ativo, 2.000 ml diários não chegam, são necessários pelo menos 3 litros de líquidos por dia. Sendo atleta de alta competição, é necessário considerar a carga horária de esforço físico, tal como um recruta militar, um servente das obras, um marmorista e outros profissionais de desgaste rápido… Aqui, torna-se necessário aumentar os consumos para 5, 6 ou 8 litros diários de líquidos, variando a quantidade com o esforço despendido."

É possível colocar como hipótese para o desenlace fatal, embora não seja fácil comprovar, que Féher terá falecido vítima de “vazio discal”, localizado à coluna cervical, achado que, provavelmente, não terá sido explorado na autópsia.

Mário Jardel, se sujeito a exame, não deverá revelar “vazio discal” cervical, apesar de existirem exceções resultantes de outras anomalias a considerar, mesmo em pessoas sem desidratação e, até à data, não terá apresentado sintomas ou sinais desta patologia que já vitimou tantos…

 As causas 

Desidratação mata como?

"Sabemos que o corpo tem por base de funcionamento toda a informação e programação contida no cérebro; que qualquer órgão é comandado pelos impulsos nervosos emanados pelo cérebro; que toda a comunicação se processa através da espinal medula e suas raízes; que o canal raquidiano que a contém e protege está inserido na coluna vertebral”.

O “vazio discal” origina ações compressivas e consequente interrupção dos impulsos nervosos originados no SNC. Este facto poderá explicar a paragem cardíaca súbita e condicionar o surgimento de outras doenças.

 O que está em falta e propostas 

Atualmente, o exame médico desportivo não terá em conta a avaliação do grau de desidratação e o estabelecimento de medidas que permitam um controle eficaz.

O TAC ou RMN da Coluna Cervical deverá constituir-se como um meio complementar valioso no enriquecimento do exame médico desportivo ou mesmo na autópsia. Perante “vazio discal” deverá o atleta ser interditado de treinar ou competir até total resolução do problema, devendo ser submetido a reavaliações frequentes.

 Notas 

Desidratação - Insuficiente ingestão de líquidos capazes de produzir” vazio discal”.

“Vazio discal” - Reduzido espaço intra-articular, provocado por insuficiente ingestão de líquidos ou por oxidação que bloqueia a articulação e induz “retro feedback” sobre o SNC levando este a interpretar que pode “dispensar” aquele segmento anatómico, por ter deixado de estar ativo.

Oxidação - Perante diminuta ingestão de líquidos, discos e cartilagens de articulações cedem água para garantir a lubrificação, até originar um processo oxidativo, bloqueador de articulações. Vai instalar-se uma Acão compressiva sobre as raízes nervosas e surgem as disfunções. A oxidação articular também se pode verificar devido a maus hábitos posturais e situações traumáticas resultantes de quedas, esforços excessivos ou mau desempenho técnico-desportivo ou profissional. É deste modo que o “vazio discal” se pode verificar apenas numa articulação ou grupo de articulações, e é particularmente na cervical que se deve definir a situação de "grupo de risco".

Soluções - A recuperação do paciente que apresenta “vazio discal”, passa por aumentar o consumo de líquidos para valores adequados e pelo desbloqueamento articular através de técnicas manipulativas em uso na Osteopatia.

Manipulação vertebral - Define-se como "uma Acão forçada, rápida e breve ao nível da articulação. Sendo um movimento executado em alta velocidade mas, tão curto… tão curto… que, não passa de uma vibração." Daí que, em alguns casos, possa acontecer que algum osteopata afirme: "não se pode mexer, não se pode fazer nada"; e, fala bem, pois se não tem condições para atuar, não deve tentar. O Osteopata deverá ter, associado à sua vida, um passado e presente desportivo com características gestuais de alta velocidade, que lhe confiram a capacidade de produzir vibrações sem criar situações de risco ou agravar patologias existentes.

Legislação - De momento existe a lei nº 45/2003, de 22 de Agosto, para o exercício das "Terapêuticas Não Convencionais", em que se enquadra a Osteopatia, mas a ausência da regulamentação desta lei não permite a sua existência legal e o controle adequado por parte do Estado.

 Senhor Legislador da Ordem dos Médicos 

Considere que tem um trabalho em mãos; para sermos mais precisos: dois trabalhos!

"O  Futuro da Medicina é a União de Todo o Conhecimento."

Vasco Graça Moura (3 janeiro 1942 - 27 abril 2014)

 

Quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.

Nelson de Carvalho - Presidente da Assembleia Municipal de Abrantes

Com o objetivo de promover o esclarecimento e a participação dos cidadãos, com vista à maior participação e combate à abstenção, convido V. Exa. a estar presente no dia 30 de abril de 2014, pelas 21 horas, no edifício Pirâmide, na Sessão Pública de debate com candidatos às eleições europeias, para que foram convidadas as candidaturas do PSD/CDS-PP, PS, PCP e BE, organizada pela Assembleia Municipal de Abrantes.

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