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COLUNA VERTICAL



Quinta-feira, 07.08.14

A municipalização da Educação

Santana-Maia Leonardo - Público de 10-8-2014

Sendo do conhecimento público que a contratação de pessoal nas autarquias, mesmo por concurso público, é totalmente viciada, ao ponto de se saber sempre quem ganha o concurso antes dele se realizar, a proposta do Ministério da Educação e Ciência (MEC) de entregar a gestão da Educação aos municípios não pode deixar de revoltar e indignar todos aqueles que defendem que os professores devem ser escolhidos com base no mérito e não na cunha ou no cartão partidário.

E não se venha com o exemplo do países do norte da Europa porque, nesses países, as provas de acesso não são facultadas antecipadamente aos favoritos do senhor presidente, quando não são mesmo os vencedores antecipados a elaborar os próprios enunciados das provas, nem tão-pouco estes têm acesso às provas depois de as mesmas se realizarem com vista a completar algumas respostas. E não vale a pena os hipócritas fingirem-se escandalizados com o que acabo de afirmar porque toda a gente sabe que é assim que as coisas funcionam. E não é só nos concursos. É em tudo. 

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Quinta-feira, 07.08.14

Um regresso ao Meco ou o fascínio pelo iniciático

Paulo Mendes Pinto - Público de 7-8-2014

No meu entendimento, obviamente tolhido pelo defeito profissional, o “caso das praxes no Meco” trouxe à face visível da nossa cultura popular o lugar que os rituais iniciáticos detêm na nossa mitologia urbana. Enquanto historiador das religiões, tenho assistido a um constante fascínio que tudo o que é “iniciático” tem tido, de forma crescente, no nosso imaginário colectivo. (...)

Hoje, muito longe de se buscarem responsabilidades no indivíduo que é cada um de nós, segue-se o caminho fácil de um bode expiatório que, no melhor sentido conspiracionista, não se conhece, não se vê, operando por poderes de controle emocional e por juramentos de um poder tremendo. É a porta para o “eles” que pulula nas conversas de café.

Seja a Maçonaria ou o Opus Dei, realidades existentes mas totalmente desconhecidas para quem faz juízos rápidos, ou os conteúdos dos romances de Dan Brown, tudo se gere emocionalmente no mesmo patamar de realidade, confundindo o que não é confundível. Vive-se a realidade muitas vezes como se fosse um longo romance em que, num sentido telenovelístico, há sempre um lado oculto, uma maquinação, uma dimensão escondida. Sim, porque “eles” estão sempre aí! Especialmente quando não se vislumbram… não os ver é prova de que nos observam e dominam…

E esta mentalidade mítico-ficcional emerge nos mais variados momentos, como foi o caso da tragédia da praia do Meco. Em poucas semanas se amontoaram supostas provas claras de que se tinha tratado de um rito de praxe, com alta pressão psicológica, senão, mesmo, domínio da personalidade, em que um grupo de jovens se tinha deixado manobrar totalmente por um superior hierárquico, numa prova que determinaria a passagem a novas funções.

Os indícios eram dados como provas e o quadro implicou mesmo verdadeiras reconstituições das praxes que teriam ocorrido na malfadada noite. Tudo as televisões, os jornais e os consumidores conseguiram colocar no quadro jornalístico para criar um rito iniciático de grande violência e total alheamento das capacidades de decisão.

No final do inquérito, o que fica? Exactamente um grande nada. Esse vazio de provas em relação aos ritos de praxe num limite tão grande do domínio da personalidade, apenas corresponde ao desejo que tivemos de que elas existissem. (...)

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Quinta-feira, 07.08.14

Blaise Pascal (frase) e foto da cidade de Abrantes

A frase é de Blaise Pascal ("Corremos alegres para o precipício quando pomos pela frente algo que nos impeça de o ver.) e as fotos são da cidade de Abrantes.

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Quinta-feira, 07.08.14

Reunião da câmara de Ponte de Sor de 16-7-2014

INTERVENÇÃO URGENTE NAS ANTIGAS CASAS DOS MAGISTRADOS

Proposta chumbada pela maioria socialista

Proposta dos vereadores da CDU: A Câmara Municipal de Ponte de Sor, em reunião realizada em 15 de Julho de 2013, decidiu por unanimidade dos presentes, e na sequência de uma proposta apresentada pelo Ministérios das Finanças – Direcção Geral do Tesouro e Finanças, na qualidade de proprietários do imóvel de função dos magistrados, localizado na Rua João de Deus, em Ponte de Sor, adquirir o mesmo pelo valor de 150 mil €.

Naquela reunião e em resposta ao pedido de informação dos Vereadores da CDU, acerca da finalidade a dar ao imóvel e o objectivo da aquisição, o então Presidente da CM respondeu que pelo valor proposto a finalidade não era relevante e que seria o próximo executivo a decidir.

Porém, mais importante que este aspecto, é o facto do seu carácter abandonado e devoluto ter por consequência a sua degradação física e estas resultarem em más condições de segurança e de salubridades públicas.

O imóvel em causa, por ter sido permitido o acesso ao seu interior, encontra-se totalmente devassado, serve de abrigo a episódios de marginalidade que conotamos como muito graves e afecta as condições de higiene dos arruamentos +públicos envolventes, assim como potencia uma má imagem de segurança sobre quem circula num dos arruamentos mais importantes da cidade.

Pelo exposto, propomos que a Câmara Municipal delibere a realização urgente de obras de conservação necessárias à correcção das más condições de segurança e de salubridade que se verificam.

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Deliberação: a proposta foi rejeitada com os votos contra dos vereadores do PS e o voto dos vereadores da CDU. 

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Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores do PS

"Para que possam sossegar o espírito e esclarecer a mente, assim como possam esclarecer, os que convosco partilham da mesma ignorância, a seguir prestamos o seguinte esclarecimento: Em Novembro de 2006, a Câmara Municipal de Ponte de Sor, ciente do estado de degradação que as antigas casas dos Magistrados apresentavam e prevendo que as mesmas poderiam vir a constituir um perigo para a salubridade pública, ser alvo de devassa e, principalmente, poderem vir a ser utilizadas por quem necessita de uma habitação, apresentou ao Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça, uma proposta de aquisição, no valor de 100 mil euros.

Tivemos, na altura, a oportunidade de enviar várias fotografias ao Senhor Ministro da Justiça, no sentido de o sensibilizar para o estado de degradação do imóvel.

A Câmara Municipal tomou conhecimento dessa comunicação e, em sua reunião realizada no dia 15 de Julho de 2013, deliberou aceitar a aquisição do imóvel pelo valor proposto. (...)"

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