Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Observador de 8-8-2014

Dezenas de milhares de membros de uma das minorias mais antigas do Iraque estão presos numa montanha no noroeste do país e o seu destino é quase certo: morte por desidratação, caso decidam ficar na montanha, ou morte pelas mãos dos jihadistas do ISIS que estão a cercar a montanha, caso decidam tentar fugir.

De acordo com o Guardian, que conta a história, pelo menos 40 mil membros da minoria curda Yazidi, a maioria dos quais mulheres e crianças, refugiaram-se em nove localizações na montanha Sinjar, uma cordilheira com quilómetros de altura que fica a sul da cidade com o mesmo nome, depois do ataque dos jihadistas no passado domingo. (...)

Pedro Sousa Carvalho - Público de 8-8-2014

(...) O que fica se tirarmos a marca BES ao Novo Banco? Nada, além de uma carteira de crédito e de depósitos que, mais tarde ou mais cedo, será vendida. E quanto mais cedo for vendida, melhor; caso contrário, o Novo Banco arrisca-se a ver fugir ainda mais depósitos. Basta ver que esta segunda-feira a Caixa Geral de Depósitos conseguiu, sem fazer nada, aquilo que nunca antes tinha conseguido: 200 milhões de euros de depósitos num único dia. Quem está a tirar dinheiro do antigo BES já não tira porque tem medo de perder o dinheiro; provavelmente apenas já não se identifica com uma espécie de marca branca a que alguém resolveu chamar Novo Banco. (...)

Se, por um lado, interessa à banca manter o Novo Banco numa situação de limbo, também sabem que se o Novo Banco perder depósitos, está automaticamente a perder valor. E se perde valor, quer dizer que será mais difícil vendê-lo acima dos 4,9 mil milhões de euros que é o valor que o Estado e os próprios bancos injectaram na nova instituição. Se isso acontecer, é a própria banca que fica a perder. Achar que ir buscar clientes ao Novo Banco pode ser a última Coca-Cola do deserto é uma estratégia que pode vir a sair cara à banca.

Ricardo Araújo Pereira - Visão de 7-8-2014

Como diz Miguel Sousa Tavares, atacar Ricardo Salgado é agora uma espécie de desporto nacional. Há coisas realmente incompreensíveis, neste país. Sucedeu o mesmo com Vale e Azevedo, e também com Oliveira e Costa: só porque eram suspeitos de crimes graves e levaram à ruína as instituições que lideravam, desatou tudo a atacá-los. As duas primeiras ainda se toleram, mas à terceira Sousa Tavares não conseguiu calar o seu grito de revolta. Eu, que prezo muito a originalidade na vida pública, estou com ele. Basta de ataques a Ricardo Salgado. Que diabo, já cansa. (...)

Julgar o antigo banqueiro não é apenas injusto, é perigoso: se pusermos Ricardo Salgado no banco dos réus, o mais provável é que o banco dos réus comece a dever dinheiro a toda a gente.

Por outro lado, e como também é costume da comunicação social, só se fala das vidas que Ricardo Salgado arruinou. Não se diz uma palavra sobre as pessoas que beneficiou. (...)