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COLUNA VERTICAL



Segunda-feira, 11.08.14

A história com todas as navalhas

Rui Ramos - Observador de 9-6-2014

(...) Vamos então meter todas as navalhas na história, como a nossa oligarquia gosta. O que é que faz da queda do BES uma história política? Não é só o facto de o governo ter alterado um decreto-lei. É o facto de, num determinado momento da nossa democracia, uma parte da oligarquia partidária ter-se convencido de que para governar não bastava estar no governo: era preciso estar em todos os lugares do Estado, e ainda nas grandes empresas, nos bancos, na comunicação social e na justiça. Governar tinha de ser sinónimo, não só de dar empregos e de arbitrar subsídios, mas também de decidir negócios, sempre com a garantia de que a justiça nunca daria seguimento a suspeitas, nem a imprensa faria eco de críticas. A facção socrática do PS foi quem mais longe levou este projecto de concentração e confusão de poderes, entre 2005 e 2011. Ricardo Salgado, que sempre concebeu a banca como apêndice da política, aderiu. A crise de 2011 estragou o arranjo. Mas para os socráticos, não houve crise nenhuma: houve apenas uma conspiração, promovida pelo presidente da república, para lhes tirar o poder. E agora, houve outra cabala, desta vez orquestrada por Carlos Costa.

O que está em causa, no entanto, não é apenas o socratismo. O que está em causa é o que tornou possível o socratismo, a começar pelo peso do Estado e pela promiscuidade opaca das elites nacionais. A crise e a decorrente intervenção europeia ajudaram a quebrar alguns dos circuitos instalados. Mas não chega. Há que, dentro da lei, separar e autonomizar a política, a sociedade e a economia, e ao mesmo tempo desenvolver sistemas eficazes de regulação e de justiça. O modelo europeu de “resolução bancária” é criticável, mas é um princípio, não só de reforma financeira, mas de reforma política. Senão, continuaremos com histórias de navalhas.

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Segunda-feira, 11.08.14

Cresce e aparece!

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Segunda-feira, 11.08.14

Banco Central Europeu obrigou Portugal a enterrar o BES

Observador de 11-8-2014

A decisão portuguesa de partir o BES foi forçada pelo Banco Central Europeu (BCE). Após a publicação dos enormes prejuízos do Banco Espírito Santo no primeiro semestre de 2014, na ordem dos 3500 milhões de euros,o BCE reagiu na sexta-feira 1 de agosto. Suspendeu o estatuto de contraparte que era devido ao BES e exigiu o reembolso imediato de 10 mil milhões de euros até ao fim do dia útil seguinte - 4 de agosto, segunda-feira.

Foi esta inevitabilidade que forçou a atuação imediata do regulador. O Banco de Portugal, forçado a decidir, optou pela divisão do BES em dois, criando o Novo Banco e deixando os acionistas com os tóxicos num banco sem valor de mercado. Essa decisão foi anunciada no domingo à noite, a seguir a uma reunião extraordinária do Conselho de Administração do Banco de Portugal que se terá iniciado às 20 horas. (...)

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Segunda-feira, 11.08.14

RIbanho - Luís Afonso (texto) e Carlos Rico (desenho)

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