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COLUNA VERTICAL



Terça-feira, 12.08.14

Portugal em mudança: da decadência ao progresso?

Paulo Trigo Pereira - Público 10-8-2014

Portugal encontra-se ainda em estado crítico: é isso que sugerem os principais indicadores económicos e sociais (PIB, desemprego, risco de deflação, pobreza e rácio da divida no produto). Não apenas são ainda extremamente preocupantes, como as perspectivas de futuro não apresentam fundamentos para uma renovação de esperança dos portugueses.

Como dizia A. O. Hirschman, em Exit, Voice and Loyalty, quando os cidadãos não conseguem fazer valer a sua voz, votam com os pés, e isto tanto vale para a saída de um município como de um país. Os jovens emigrantes de hoje estão a votar com os pés. Como muda um país? Quanto tempo demora um país a mudar? Que possibilidades de regeneração para este país? (...)

Regenerar o país, no público e no privado, levará assim anos, e exige assumir um modelo realista da natureza humana (nem santos nem pecadores), escolher líderes capazes, desenvolver a ética pessoal e normas de cooperação, reforçar as exigências de transparência e prestação de contas, e desenhar estruturas de governança que alinhem os interesses entre os que delegam o seu voto ou o seu capital e os que, através deles, exercem respetivamente o poder político ou económico. Se o caminho é longo e moroso porque não começar já?

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Terça-feira, 12.08.14

Albert Schweitzer (frase) e fotos de Ponte Sor

A frase é de Albert Schweitzer (O exemplo não é a melhor forma de educar. É a única.) e as fotos são de Ponte de Sor.

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Terça-feira, 12.08.14

António Costa quer ser o homem invisível?

José Manuel Fernandes - Observador de 10-8-2014

A liderança política, nos tempos que correm, parece ser uma coisa cada vez mais complicada. Só assim se compreende uma surpreendente declaração de António Costa: “O problema é que estas primárias não resultaram das virtudes da modernização do partido, mas como um truque para procurar desgastar-me“.

Devo confessar que a primeira vez que li esta declaração, proferida numa entrevista à Visão, reli, esfreguei os olhos e, por fim, acreditei. Mas a custo. Então o líder carismático, o político em quem muita gente votou, “nas autárquicas, para lhe dar força para assumir outras responsabilidades”, tem receio do desgaste mediático? Então o homem provado em inúmeras responsabilidades políticas e governativas acha que três meses de campanha por uma liderança partidária o desgastam?

A confissão é horrenda. Porque implica uma pergunta: o que é que está a desgastar António Costa para ele confessar a sua preocupação desta forma forma tão trôpega e desajeitada? Confesso que só encontro uma resposta: António Costa está a sentir o desgaste do debate político porque há muita gente a querer saber quem é realmente António Costa e, sobretudo, o que pensa António Costa.

O presidente da Câmara de Lisboa está, tudo o indica, incomodado. Ele gosta de ser António Costa, mas não quer que se saiba quem ele realmente é. (...)

Uma coisa é António Costa gostar de ser uma espécie de homem invisível – outra coisa é acreditar que isso ainda funciona. Talvez seja altura, por isso, de ser mais visível, de se assumir, de dizer ao vem, de não desconfiar permanentemente do escrutínio jornalístico, de se preparar, no fundo, para ser escrutinado e não apenas para ser levado em ombros. Porque, como se está a ver, a maior dificuldade de Costa não está ser o aparelho de Seguro: está a ser a ausência da “vaga de fundo” que deveria levá-lo, em ombros, até ao poder no Largo do Rato e, depois, no país.

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Terça-feira, 12.08.14

De Portugal ao Paquistão: mapa do califado islâmico

DN de 10-8-2014

Num mapa colocado nas redes sociais usadas pelos jihadistas do Estado Islâmico pode ver-se até onde estes querem estender o seu califado dentro de cinco anos.

Protagonistas de uma onda de violência na Síria e no Iraque, os extremistas sunitas do Estado Islâmico, liderados por Abu Bakr al-Baghdadi, divulgaram agora nas redes sociais, Twitter e Facebook, os seus planos de conquista a cinco anos. E em 2020, os jihadistas querem não só dominar os países muçulmanos, mas também um extenso território que vai desde a fronteira sul do Quénia, até Portugal e Espanha, passando pela Áustria e Balcãs.

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Terça-feira, 12.08.14

Boicotes

Alberto Gonçalves - DN de 10-8-2014

(...) O que distingue a indignação perante as crianças, reais ou encenadas, mortas em Gaza da indiferença face às crianças mortas em qualquer outro lugar é a autoria das mortes. A Israel está vedada a possibilidade de defesa, ainda que contra a maior selvajaria.

É habitual acusar os judeus de "vitimização", mas o papel de vítimas é o único que os anti-semitas, perdão, anti-sionistas, historicamente permitem aos judeus: o direito de se deixarem assassinar em silêncio. Absurdamente, Israel discorda, resiste e, graças ao poderio bélico, subjuga o adversário. Tamanha perversão não se admite. Só se admite Israel resignado e de preferência extinto. Até lá, os "boicotes" continuam, embora possamos chamá-los pelo seu verdadeiro nome.

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