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COLUNA VERTICAL



Sexta-feira, 22.08.14

Resgates de países europeus financiam operações de jihadistas em todo o mundo

Sofia Lorena - Público de 21-8-2014

Os Estados Unidos e o Reino Unido negoceiam com radicais que capturem civis ou militares dos seus países, mas têm uma linha vermelha: não pagam resgates. Países como a França, a Alemanha, a Áustria, o Qatar ou Omã recusam admitir pagar em troca da vida dos seus cidadãos, mas têm pago, e muito – pelo menos 94 milhões de euros entre 2008 e 2013, segundo uma investigação publicada no fim de Julho pelo The New York Times (49 milhões só no ano passado; sozinha, a França desembolsou 43,2 milhões no período analisado).

Os primeiros raptos – de jornalistas, funcionários ou voluntários de ONG, turistas – aconteceram há demasiado tempo para a data ter importância. Relevante é que, nos últimos anos, percebendo o dinheiro em jogo, grupos associados à Al-Qaeda têm vindo a desistir de exigências impossíveis (a queda do Governo da Argélia, por exemplo) e optado por pedir resgates.

Só o negócio dos resgates pode explicar que nos últimos cinco anos um terço dos raptados por grupos que se reclamam jihadistas globais sejam franceses, 20% venham de países relativamente pequenos (Áustria ou Suíça) e apenas 5% (três) sejam norte-americanos, de acordo com a mesma investigação do Times.

O jornal entrevistou dezenas de ex-reféns, diplomatas e membros de governos ocidentais, assim como políticos de países africanos ou árabes que actuam como intermediários na troca. “É evidente que a Al-Qaeda os seleciona segundo a nacionalidade”, diz Jean-Paul Rouiller, director do Centro de Formação e Análise de Terrorismo, de Genebra. “Os reféns são um investimento e ninguém investe sem saber que vai lucrar.

O jornalista James Foley podia ter mais valor político do que monetário para o ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante), que entretanto se faz chamar Estado Islâmico. Mas os sequestradores do repórter (ou quem o tinha – os raptores costumam ser subcontratados) também sabiam que as possibilidades de conseguirem dinheiro eram escassas.

O sequestro para obter um resgate já é a principal fonte de financiamento do terrorismo. Cada transação promove outra”, avisava, em 2012, David S. Cohen, secretário adjunto do Departamento do Tesouro dos EUA. O negócio tem pouco mais de dez anos e os seus ganhos têm substituído os donativos de multimilionários, a fonte de rendimento da Al-Qaeda inicialmente criada pelo saudita Osama bin Laden e pelo egípcio Ayman al-Zawahiri em 1988, numa localidade paquistanesa junto à fronteira afegã.

Zawahiri é hoje o líder do que resta do grupo inicial – o mesmo que rejeitou o ISIS e declarou que eram outros os seus representantes na Síria. O que a investigação do Times mostra é que raptos no Iémen (Al-Qaeda na Península Arábica), no Mali (Al-Qaeda no Magrebe Islâmico) ou Somália (milícias Shabab) são importantes a ponto de serem coordenados a partir do Paquistão e realizados com o mesmo protocolo.

Segundo os EUA, foi a Alemanha que pagou o primeiro resgate, em 2003, no Mali (os valores costumam surgir nos orçamentos nacionais como ajuda ao desenvolvimento). “O perigo não é só alimentarem o movimento terrorista mas tornarem todos os nossos cidadãos vulneráveis”, disse ao jornal de Nova Iorque Vicki Huddleston, ex-secretária adjunta da Defesa para Assuntos Africanos (embaixadora no Mali em 2003).

Esta quarta-feira, os jornalistas franceses Didier François e Nicolas Hénin revelaram ter conhecido Foley no cativeiro sírio. François foi capturado com o norte-americano e com ele permaneceu até ser libertado, em Abril. Foley, dizem, tinha “tratamento especial” por causa da nacionalidade. Segundo a revista alemã Focus, a França pagou em Abril 13,5 milhões de euros por quatro jornalistas, incluindo François. Paris desmente.

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Sexta-feira, 22.08.14

BES intermediário dos milhões que vinham da UE. Para onde foram?

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Sexta-feira, 22.08.14

A amizade entre Salazar e Ricardo Espírito Santo

Extracto do livro "O Ataque aos Milionários" de Pedro Jorge Castro

(...) A forte relação entre o grupo Espírito Santo e o Estado Novo vem da intensa amizade entre Ricardo Espírito Santo (avô de Ricardo Salgado) e António Oliveira Salazar.

Em 1955, um mês depois da morte do banqueiro, a viúva, Mary Espírito Santo, procura o Presidente do Conselho para o informar que o marido deixou a vontade expressa de oferecer ao governante uma casa no Estoril e um quadro de São Bernardino de Siena, pintado no séc. XVI por Quentin Metsys.

O chefe do Governo aceita o quadro, que oferece à Fundação Abel de lacerda, no Caramulo, mas considera «impossível aceitar» a casa. (...)

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Sexta-feira, 22.08.14

Os banhos públicos

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Sexta-feira, 22.08.14

A barbárie não pode tornar-se banal

Editorial de Público de 20-8-2014

Muito antes de ser notícia diária, o ISIS chegou discretamente a Raqqa, uma cidade no norte da Síria com 250 mil habitantes, e começou a construir um “Estado Islâmico”. Eram 10 ou 15 homens, terroristas fanáticos, mas cresceram rapidamente. Instauraram a sharia, proibiram as pessoas de fumar e de ouvir música, e começaram a espalhar o terror na região.

Isto foi há um ano. Hoje o grupo terrorista que entretanto mudou de nome — deixou de ser ISIS e passou a chamar-se Estado Islâmico — terá 10 mil militantes, centenas dos quais serão estrangeiros e muitos destes europeus. Há notícias de franceses, espanhóis e britânicos que deixaram o Ocidente nos últimos meses para se juntarem aos jihadistas. Há dias, um rapaz de sete ou oito anos cujo pai, australiano, se juntou ao EI recentemente, exibia uma cabeça de um homem decapitado para uma câmara. Em off, ouve-se o pai dizer com orgulho: “É o meu rapaz!

Controlada Raqqa, o grupo avançou para o Iraque e conquistou Falluja, que domina há seis meses. Criou tribunais, gabinetes administrativos e até sinalética urbana. Começou por ser bem recebido por alguns sectores, mas a barbárie que espalhou na região aumenta a cada dia que passa.

Um milhão de iraquianos foram obrigados a fugir das suas casas, milhares terão sido mortos. O EI é o retrato do terror puro. Pessoas enterradas vivas, crianças cortadas ao meio, cabeças espetadas em postes de madeira à entrada das cidades, violações de  mulheres e de crianças. Ontem, o mundo viu o vídeo da primeira vítima americana dos terroristas do Estado Islâmico: um jovem jornalista americano foi decapitado. Já tínhamos visto imagens iguais, mas não conhecíamos o nome das vítimas. Nada era familiar.

O assassinato brutal de James Foley é um ponto de viragem, mas não deve travar o esforço de desmantelar este grupo.

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