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COLUNA VERTICAL



Segunda-feira, 25.08.14

O fascismo com esta sua nova roupa

Alexandra Lucas Coelho - Público de 23-8-2014

No começo de Julho, ia começar a escrever uma crónica sobre o insucesso individual quando me apareceu no ecrã aquela paradarambo-style de AK-47 e bandeira negra proclamando a restauração do Califado pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Foi uma espécie de curto-circuito entre passado e presente, o ponto em que o fascismo volta com a sua mais nova roupa. Califado? Estado Islâmico? Aquilo era um exército demente no momento do seu sucesso. E desde então não ficou mais fraco, como esta semana o provou. (...)

O que é que isto tem que ver com religião? Nada, e os crentes deverão ser os primeiros a dizê-lo. Os muçulmanos são quem mais perde com esta nova forma de fascismo, os primeiros interessados em rejeitá-la. (...)

Calcula-se que haja 500 britânicos e uns 700 franceses nas fileiras bélicas do ISIS. Não sei quem é este homem com sotaque talvez de East London, talvez vizinho da minha amiga que visitei no mês passado em Hackney. Talvez ele tenha viajado para aquele deserto só há umas semanas, e agora cortou a cabeça de James Foley. Não sei que beco deu errado com ele, mas é muito fácil um homem num beco deixar de ser um homem, e é com isso que o fascismo ganha a vida.

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Segunda-feira, 25.08.14

William Reich (frase) e Daniel Schwabe (foto)

A frase é de William Reich (“Nós gostamos tanto de morrer por Alá como vocês gostam de viver.) e as fotos são do Porto e da autoria de Daniel Schwabe (cabeçalho) e Rui Videira, Luís Alves e Sofia Marques  (coluna lateral).

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Segunda-feira, 25.08.14

Tintim co-adoptado?

P. Gonçalo Portocarrero de Almada - Obervador de 23-8-2014

Os clássicos são, por definição, aquelas obras de literatura a que sempre se regressa. Por isso, todos os verões, é certo e sabido que releio algum velho álbum do Tintim, recordando os bons velhos tempos da minha infância.

Hergé é, de facto, um autor de culto: os seus livros de aventuras são uma referência, não apenas da literatura juvenil, mas mundial. (...)

Tintim é, por assim dizer, o herói que encarna os valores humanistas da Europa de meados do século XX. Mas, em pleno século XXI, estas aventuras e os seus princípios éticos ainda são válidos?

A questão tem alguma razão de ser. A evolução, ou involução, moral destas últimas décadas, obrigou a que Lucky Luke, uma personagem da banda desenhada criada por Morris, substituísse o cigarro, que sempre tinha ao canto da boca, por uma inócua palhinha. Tintim não fuma, mas o tabagismo está presente no capitão Haddock que, apesar de presidente da Liga dos Marinheiros Antialcoólicos, é um bêbado crónico. Mas, para alguns leitores actuais, essa não seria, nem de longe, a pior pecha da obra de Hergé que, a bem dizer, lhes parece ser machista, xenófoba, discriminatória das minorias, anti-ecológica e homofóbica. (...)

Urge uma actualização moral das aventuras de Tintim, para que esta obra continue a ser uma referência da moderna literatura juvenil. Como? É fácil: basta que o herói principal seja filho do Capitão Haddock, o qual, na ausência de uma mãe, recorre, para o efeito, a uma anónima barriga de aluguer. O velho lobo do mar, que entretanto troca o vício da bebida pelas virtudes do crack, também se pode consorciar matrimonialmente com o seu amigo e companheiro, o Professor Tournesol que, por via desta união, poderia co-adoptar Tintim. Eis o que, com toda a propriedade, se poderia considerar, segundo os actuais padrões morais laicos, um happy end!

Perdoem-me a inocência de ter lido e apreciado, durante tantos anos, umas estórias tão politicamente incorrectas! Talvez os heróis de antanho parecessem machistas, xenófobos, discriminadores, anti-ecológicos e homofóbicos, mas eram tipos normais e simpáticos, que estimulavam a amizade, a lealdade e a prática das virtudes morais. Também a eles devo uma infância muito feliz.

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Segunda-feira, 25.08.14

RIbanho - Luís Afonso (texto) e Carlos Rico (desenho)

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