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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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29 Jan, 2015

A nova Jugoslávia

Santana-Maia Leonardo - Nova Aliança

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A União Europeia enredou-se numa teia de burocracias e burocratas onde a democracia deixou de fazer sentido uma vez que as nossas escolhas estavam reduzidas a partidos gémeos, em que apenas variava o nome, sob pena da União se esfrangalhar. Ora, por muita fé que tenhamos nos burocratas europeus, as democracias constroem-se com a participação dos povos e o voto deve assentar numa escolha consciente e informada e não na persuasão pelo medo do papão.

O argumento do papão tem pés de barro e mais dia menos dia há sempre alguém mais destemido que resolve enfrentá-lo. E o desespero torna sempre as pessoas e os povos mais corajosos. Quem não tem nada a perder o que é que pode perder?

A vitória do Syriza foi a vitória natural de um povo em desespero que perdeu o medo do papão. E eu, que sou uma pessoa avessa a revoluções e a experimentalismos, saúdo a sua vitória. A União Europeia chegou a um momento em que tem de se definir: ou quer ser uma verdadeira união de povos europeus ou cada um vai a sua vida, antes que seja tarde de mais. Esta união que não é carne, nem é peixe, está-se a transformar numa nova Jugoslávia, gerando e alimentando ódios e divisões entre os povos da Europa que eu pensava que já estavam enterrados há muito tempo.

Jornal Torrejano de 25 de Janeiro de 2015

O executivo municipal do Entroncamento aprovou esta terça-feira, dia 20 de Janeiro, uma moção na qual contesta o processo de reorganização dos serviços no Centro Hospitalar do Médio Tejo, em especial no que se refere ao serviço de urgência, medida que levou à degradação do serviço.

O documento sublinha o caos verificado no dia 12 de Janeiro, em que chegaram a estar paradas 12 ambulâncias, de várias corporações de bombeiros, algumas durante várias horas. ”As macas em que os doentes tinham sido transportados, não eram libertadas. Havia uma fila de espera de ambulâncias e respectivas tripulações imobilizadas” lê-se no texto da moção, aprovado por unanimidade.

A moção descreve ainda o ”ambiente de desespero” entre os profissionais de saúde que tentavam resolver as situações, muitas vezes sem êxito, devido ao excessivo número de pessoas, salientando que não foi a primeira vez que este problema se verificou.

A câmara do Entroncamento diz-se preocupada pela ”evidente” degradação do atendimento nos hospitais e, em particular, nas urgências do hospital de Abrantes e exige do Ministério da Saúde que garanta os recursos necessários ao CHMT para que os serviços de urgência tenham a capacidade para dar respostas ”prontas e eficientes”.

O documento foi proposto pelo vereador do Bloco de Esquerda e, depois de efectuados uns ajustes ao texto, a restante câmara votou favoravelmente a moção.