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COLUNA VERTICAL



Segunda-feira, 26.01.15

E agora, Tsipras? E agora, Merkel?

Editorial do Público de 26-1-2015

(...) Alexis Tsipras pode sempre fazer aquilo que muitos políticos fazem, que é não cumprir aquilo que prometeu. Mas, neste caso, todo o discurso do Syriza e toda a sua construção política iriam desmoronar como um castelo de cartas.

No discurso de vitória, o líder da coligação de esquerda fez questão de lembrar, e bem, que os gregos não lhe passaram um cheque em branco. Passaram-lhe um mandato para negociar com a Alemanha e com a troika para tentar travar a sangria da austeridade.

Mas não será fácil convencer Angela Merkel. Se conseguir, merecerá a alcunha de “Harry Potter” com que Evangelos Venizelos o baptizou.

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Segunda-feira, 26.01.15

Vença o Syriza

Miguel Esteves Cardoso - Público de 25-1-2014

Hoje é um dia importante. Espero que o partido Syriza ganhe as eleições com maioria absoluta. Alexis Tsipras é inteligente, corajoso, grego e europeu: não quer que a Grécia deixe de usar o euro.

Se ganhar com maioria, fará frente à União Europeia e defenderá uma união financeira que ajudará os países mais pobres, como Portugal.

Portugal não pode continuar a fingir que é diferente da Grécia. Não é. A Espanha, maior, também sabe que faz parte do mesmo grupo do savoir vivreque inclui a Itália inteira e quase toda a França.

A verdade é que existe — e sempre existiu — uma Europa do Sul, em que cada país se dividiu, inutilmente, entre Norte e Sul.

Se o Syriza ganhar (ou perder), devemos abraçá-lo e solidarizarmo-nos com ele. As eleições nacionais são a última afirmação da escolha política.

Poderia haver na Grécia um partido que, ao contrário do Syriza, quisesse sair do euro e voltar ao drachma, poupando biliões. Até há. Mas não têm hipótese de ganhar.

Os poderes do Norte da União Europeia querem dividir-nos e obrigaram-nos a competir entre nós, para descobrirmos quem é o escravo mais cumpridor.

Não há maior beleza do que a união política dos pobres e devedores. Obrigarmo-nos a ser de direita ou de esquerda é a mais horrenda manobra divisionista.

Hoje é domingo e a eleição na Grécia atira-nos para o silêncio. Isso é que era bom. Hoje queremos que ganhe o Syriza e, por conseguinte, as opiniões portuguesas que ainda sonham com um mínimo de liberdade.

Assim seja.

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Domingo, 25.01.15

E por que não tentarmos salvar os sobreiros?

Armando Sevinate Pinto - Público de 18-1-2015

O alargamento contínuo das áreas com autênticos mortórios de sobreiros e com povoamentos com crescentes sintomas de declínio interpela-nos a vários níveis, colocando-nos questões sérias e exigindo respostas rápidas e eficazes.

Tendo em conta a progressiva degradação da situação e a óbvia ausência de acções colectivas eficazes para a contrariar, a questão que se coloca é a de saber quanto tempo restará de vida aos sobreiros, a nossa árvore nacional.

Quanto às respostas eficazes, que até agora não aconteceram, o que me faz mais impressão é o imobilismo e a ausência de tentativas concretas de combate às doenças dos sobreiros que estejam à altura das circunstâncias. (...)

Os povoamentos de sobreiros e os ecossistemas que lhes estão associados, são, sem sombra de dúvida, um dos mais importantes activos naturais que possuímos.

Importantes, pela riqueza que geram: somos o maior produtor mundial de cortiça, uma das mais polivalentes matérias-primas naturais conhecidas e exportamos anualmente mais de 800 milhões de euros de produtos transformados com valor acrescentado 100% nacional.

Importantes, pelos postos de trabalho directos que a sua conservação e exploração justificam e que ascendem a muitas dezenas de milhares, quer junto à produção, quer em cerca de 600 empresas de transformação.

Importantes, porque os povoamentos de sobreiros são os elementos centrais de um dos mais ricos, complexos, estáveis e multifuncionais ecossistemas das regiões mediterrânicas pobres, que constituem uma grande parte do nosso território. Temos mais de 700 mil hectares ocupados com sobreiros, que fixam carbono, protegem e enriquecem os solos, modulam o clima e abrigam e alimentam ricos habitats de flora (140 espécies aromáticas, medicinais e melíferas) e fauna silvestre (a mais rica fauna da Europa, sobretudo de vertebrados de que se conhecem 55 espécies correntes), favorecendo a diversidade biológica. (...)

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Domingo, 25.01.15

RIbanho - Luís Afonso (texto) e Carlos Rico (desenho)

Tira 95 10-12-04.jpg

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Domingo, 25.01.15

Pensamento(s) de Churchill no 50º aniversário da sua morte

Churchill.jpg

«A democracia é o pior sistema político, exceptuando todos os outros.»

«Vivemos com o que recebemos, mas marcamos a vida com o que damos.»

«Não posso prometer-vos senão sangue. suor e lágrimas.»

«O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.»

«A maior lição da vida é a de que, às vezes, até os tolos têm razão.»

«O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.»

«Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.»

«Estou sempre disposto a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem.»

«Todas as grandes coisas são simples. E muitas podem ser expressas numa só palavra: liberdade; justiça; honra; dever; piedade; esperança.»

«A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias.»

«A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.»

«Na política, a verdade é tão importante que tem de vir rodeada de uma escolta de mentiras»

«Não há mal nenhum em mudar de opinião. Contando que seja para melhor.»

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Sábado, 24.01.15

A minha obsessão com José Sócrates

João Miguel Tavares - Público de 22-1-2015

(...) Eu fui um furioso opositor de Santana Lopes, e depois do seu espectacular desastre enquanto primeiro-ministro, os dois primeiros anos do Governo de José Sócrates pareceram-me um oásis de competência e capacidade de liderança.

A minha atitude só começou a mudar com o acumular de casos, casinhos e casinhas, primeiro em 2007, com a questão da licenciatura, depois em 2008, com os projectos da Guarda, e finalmente no annus horribilis de 2009, com a casa da Braamcamp e as gravações do Freeport. Eram casos de gravidade muito diferente, mas denotavam um padrão – padrão esse que os portugueses manifestamente desvalorizaram, permitindo a Sócrates vencer as legislativas de Setembro de 2009. Quando nesse mesmo mês o Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes foi suspenso (estamos a falar em uma televisão privada decidir acabar com o seu jornal de maior audiência) e, no final desse ano, se começaram a conhecer os detalhes do Face Oculta, e me deparei com a forma como o país e as suas principais instituições reagiram a um caso daquela gravidade, todos os sinais de alarme dispararam na minha cabeça.

Aí, de facto, dividi Portugal em dois campos: de um lado, aqueles que percebiam o perigo que Sócrates representava para a salubridade do regime; do outro, aqueles que não percebiam. E neste “aqueles que não percebiam” incluo tanto os devotos mais assolapados do engenheiro como aqueles que, não sendo devotos, achavam – e muitos continuam a achar – que ele era apenas “mais um político”, torcendo o nariz a tanta gritaria à volta da sua figura. A minha alegada obsessão deriva daqui: da incapacidade que o país, como um todo, demonstrou para reagir a um primeiro-ministro com o perfil de José Sócrates, que debaixo do nosso nariz tentou controlar em meia dúzia de anos a política, a banca, a justiça e a comunicação social – e que esteve à beira de o conseguir, não fosse o Lehman Brothers ter feito o favor de desabar. (...)

E enquanto eu achar que não aprendemos nada de nada, permitam-me a indelicadeza de continuar a insistir na minha obsessão. Porque o problema não está em Sócrates – está no país que permitiu que ele fosse duas vezes primeiro-ministro.

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Sábado, 24.01.15

Agostinho da Silva (frase) e Rui Videira (foto)

A frase é de Agostinho da Silva ("Podes, e deves, ter ideias políticas, mas, por favor, as "tuas" ideias políticas, não as ideias do teu partido.") e a foto de Porto e Gaia é da autoria de Luís Almeida.

As fotos da coluna lateral são do Porto da autoria de: Daniel Schwabe, Michal Cialowicz e Luís Almeida. 

Porto e Gaia de Rui Videira.jpg

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Sábado, 24.01.15

A ministra Bean

Santana-Maia Leonardo - Público de 2-1-2015 e Diário As Beiras de 29-12-2014

0 SM 1.jpgQuando olho para a ministra da Justiça, vem-me sempre à memória o Mr. Bean quando decidiu puxar uma pequena peça de uma grande construção que julgava mal colocada e vê ruir, diante de si, todo o edifício.

O colapso do sistema citius, ao contrário do que para aí se diz, acabou por ser a sorte grande da ministra porque focalizou no citius o colapso do sistema judicial, quando o sistema judicial colapsou por força desta reforma judiciária. Aliás, o sistema citius já está a funcionar e a máquina judiciária das sedes das comarcas está a trabalhar ao ralenti e ninguém pense que vai entrar em velocidade de cruzeiro tão depressa. Os processos vão sofrer atrasos de anos, os prazos de prisão preventiva vão ser ultrapassados sem que o juiz os consiga controlar, muitos processos vão prescrever e outros processos só daqui a um ou dois anos é que se vai perceber que desapareceram.

Esta reforma, para além de ter sido importada de um país (Holanda) que não tem nada a ver com o nosso, foi ainda levada a cabo sem ter meios financeiros, humanos e instalações adequadas. O preço a pagar por esta irresponsabilidade vai ser muito elevado. Dentro de 8 anos ainda vamos andar a lamber as feridas.

Tudo isto se poderia ter evitado se à frente dos principais órgãos de comunicação social tivéssemos gente capaz, suficientemente informada e documentada, para abordar de forma séria este tipo de reformas. Infelizmente, os directores dos nossos jornais estão ao nível dos nossos políticos que, tal como o Mr. Bean, apenas conseguem perceber a utilidade da pequena peça depois de o edifício ruir.

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Sexta-feira, 23.01.15

Curiosidades

Artur Lalanda

Artur Lalanda 1 (2).jpg

Através da leitura das actas das reuniões do executivo municipal de Abrantes, disponibilizadas no respectivo portal (a última em 19 de Dezembro de 2014),  procurei encontrar a deliberação anunciada pelo vereador, sr. Valamatos, relativa à decisão de “fazer mais talhões” no cemitério de Santa Catarina.

Não encontrei nada, mas, como não quero duvidar da palavra do sr.vereador, admito que possa ter havido uma decisão antes de a proposta ter sido apresentada para votação, como acontece muitas vezes, ou então, que a tal deliberação conste das actas nº.s 15 e 19, de 2014, que não foram divulgadas, sabe-se lá porquê.

Porém, nas actas de 2 e 19 de Dezembro, encontrei motivos para “escrevinhar” estas linhas.

Em 2 de Dezembro, “esteve presente a munícipe Maria Adelina Ferrão Milheiro que fez uma breve explicação sobre o sucedido aquando do falecimento de seu irmão Capitão Ferrão e da impossibilidade de ser imunado num dos cemitério de Cidade, sendo levado para Alferrarede”

A presidente da Câmara lamentou o sucedido, apresentou publicamente um  pedido de desculpas por parte da Câmara Municipal e prometeu (fixem bem) que a autarquia, logo que possível, trasladará o corpo para outro cemitério (qual ?) a expensas da própria autarquia.

Certamente por falta de tempo, não esclareceu a srª. presidente porque motivo não foi autorizada a utilização de uma sepultura disponibilizada no cemitério dos Cabacinhos, por pessoa amiga da família Ferrão.

Quanto à promessa da trasladação, espera-se que seja extensiva a todos os corpos “exportados”, uma vez que o pedido de desculpas mais não representa do que assumir o desleixo inadmissível, condenável e vergonhoso dos responsáveis municipais.

Na acta nº 25, de 19 de Dezembro, encontramos uma proposta de pedido de procedimento pré-contratual, por ajuste directo, para “Aquisição de serviços para elaboração de Projecto de Restauro, Reabilitação, Remodelação e Ampliação do Edifício Carneiro, para instalação do Núcleo da Arte Contemporânea Charters de Almeida, em Abrantes”, por valor que não se prevê ultrapassar 74 890,00 euros, mais IVA.

Ocorre perguntar: os senhores engenheiros e arquitectos que trabalham na Câmara (e são muitos) não serão competentes para elaborar os projectos das obras que a edilidade pretende promover ? Porque será ?

Num ano, em engenheiro e um arquitecto, tinham obrigação de elaborar todos os projectos da Câmara e os respectivos salários não atingiriam, por certo, os 75 mil euros que vão pagar por, apenas, um projecto.

Na mesma acta podemos ler: “A presidente da Câmara começou por dar conhecimento das intervenções que decorrem na Etar dos Carochos, em Abrantes, referindo que se espera para breve a RESOLUÇÃO DEFINITIVA da situação” O ar triunfal com que Sua Excelência a Presidente da Câmara presta esta informação, seria trágico se não fosse escandaloso. Um contrato de concessão assinado em 2007, passível de, na opinião de entendidos, ser considerado ilegal, face ao acentuado desequilíbrio de interesses entre as partes, sistematicamente desrespeitado, agravado com a renegociação assinada em 2012, infelizmente sem investigação programada, cuja RESOLUÇÃO DEFINITIVA contraria frontalmente tudo o que foi negociado em 2007 e 2012, com descarado benefício para a concessionária e evidente prejuízo para os munícipes, passa, no mínimo e na minha opinião, pela classificação de gestão danosa.

Os vereadores da oposição – PSD e PCP – comeram e calaram e, os outros, entraram surdos e saíram mudos, como convém.

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Sexta-feira, 23.01.15

HOJE em Abrantes

Dora Maria.jpg

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Quinta-feira, 22.01.15

Charlie Hebdo: calar ou ser morto?

Francisco Teixeira da Mota - Público de 17-1-2014

A dimensão de que goza a liberdade de expressão numa sociedade é uma excelente forma de aferirmos da sua democraticidade pelo que a definição dos seus limites deve ter sempre em conta que a proibição ou a repressão de qualquer opinião, por mais aberrante que seja, é sempre um prejuízo para a sociedade, ao impedir a livre circulação de ideias.

Há, no entanto, expressões que podem ou devem ser reprimidas, como, por exemplo, a instigação pública à prática de crimes, na medida em que constituam um perigo sério e atual para a integridade física e psíquica dos cidadãos, mas nunca por não concordarmos com as mesmas ou porque sejam aberrantes ou sinistras. Como disse o juiz Oliver Wendell Holmes Jr., do Supremo Tribunal norte-americano, a liberdade de expressão não protege o pensamento dos que concordam connosco, mas sim o pensamento que odiamos.

Muito daquilo que se escrevia e desenhava no Charlie Hebdo – e espera-se que assim continue – era de um profundo mau gosto, por vezes, abjecto e sempre de uma enorme inconveniência, num jornalismo satírico e violento que, à partida, não respeitava nada nem ninguém, testando os limites admissíveis da liberdade de expressão numa cruel apologia de uma humanidade despida de tabus e preconceitos, de moralismos e hierarquias. É por isso mesmo perfeitamente absurdo ver, entre outros, os presidentes da Hungria e da Turquia, países onde a liberdade de expressão é uma miragem, desfilarem em Paris sob a bandeira “Je suis Charlie”.

A matança na redação no Charlie Hebdo é uma manifestação de um fanatismo político-religioso, desesperado, ao qual não podemos responder de forma cordata, mas sim com o radicalismo da palavra: reafirmando a essencialidade de podermos pensar e falar livremente. Não podemos aceitar polícias do pensamento e da palavra, sejam eles fundamentalistas religiosos ou fanáticos moralistas. Muçulmanos, judeus ou cristãos.

Responder com um pretenso “bom senso” ao ataque terrorista à liberdade de expressão em França, com afirmações do tipo “há que ter em conta a sensibilidade dos outros e evitar proferir publicamente palavras que chocam as crenças, nomeadamente religiosas”, seria abdicar da nossa responsabilidade e liberdade enquanto seres humanos e cidadãos de sociedades democráticas. Seria a vitória do terrorismo. No fundo, ceder à chantagem. (...)

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Quinta-feira, 22.01.15

Não te preocupes!

 

Crash.jpg

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Quarta-feira, 21.01.15

Reunião da câmara de Abrantes de 21/1/2015

CRIAÇÃO DO "ESPAÇO DO CIDADÃO"

Declaração de voto CONTRA do vereador da CDU

O protocolo agora proposto entre a “AMA, I. P.” (Agência para a Modernização Administrativa) e a Câmara de Abrantes para a criação do “Espaço do Cidadão” é apresentado como contribuindo para uma descentralização da Administração Central com o intuito de aproximar os Serviços do cidadão.

A CDU nada tem contra esta intenção, pelo contrário. Mas, no nosso entender, trata-se, em vez disso, de atirar para cima do município responsabilidades que pertencem ser desempenhadas pelos respetivos Serviços Públicos.

A CDU considera que só melhorando e desenvolvendo os diversos Serviços Públicos existentes se conseguirá melhorar a prestação aos cidadãos em termos de equidade e contribuição para a diminuição das assimetrias. Assim, considera a CDU que a concretização destas medidas preconizadas pela assinatura deste protocolo vai contribuir para o encerramento efetivo de centenas de Serviços Públicos – o que até já está anunciado – isolando populações, reduzindo de facto a qualidade do serviço prestado, empobrecendo os territórios, promovendo, enfim, o despedimento de milhares de trabalhadores.

Portugal é um país ainda com grandes assimetrias e estas medidas vão seguramente agravá-las entre municípios e até dentro do mesmo município.

Finalmente, esta associação entre as Câmaras Municipais e a AMA coloca problemas relevantes de vária ordem:

  1. De natureza política local

Este novo espaço será visto como municipal, e, por isso, transferirá para a autarquia todas as insatisfações ao seu funcionamento, nomeadamente, problemas que surgem da insuficiência de respostas, uma vez que não passa de um mero balcão de atendimento, pelo que não poderá prestar serviços que decorram de solicitações específicas como, por exemplo, a insatisfação relativa a cortes de prestações sociais, situações de desemprego, entre muitas outras.

  1. De expressão financeira

A Câmara Municipal ficará a suportar os custos da instalação do pessoal, dos consumíveis, do material de economato, da segurança e limpeza e manutenção dos equipamentos, ficando, até responsável pelo pagamento de despesas de transporte dos formandos, etc., libertando a Administração Central de qualquer responsabilidade.

Trata-se de facto de um presente envenenado para as autarquias.

Pelo exposto, a CDU fará tudo o que tiver ao seu alcance para defender e melhorar os serviços públicos de qualidade e próximos do cidadão.

Assim, a CDU vota contra esta proposta de deliberação.

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Quarta-feira, 21.01.15

A culpa não é sempre dos alemães

Rui Ramos - Observador de 7-1-2014

(...) A economia portuguesa é um exemplo: de facto, nunca recuperou do choque da abertura dos mercados e do alargamento da União Europeia desde a década de 1990. Relutante em fazer reformas, a oligarquia política portuguesa abusou do crédito barato gerado pelo euro, e incentivou cidadãos e empresas a fazerem o mesmo, com a esperança de que as despesas fossem  reprodutivas. Não eram: eram apenas despesas. A história da Grécia não é muito diferente. (...)

A integração europeia, e sobretudo a união monetária, pode ter sido involuntariamente perversa. Em teoria, deveria ter ajudado as oligarquias do sul a adaptar gradualmente os seus países à globalização. Em vez disso, a ideia de que o sentido do Euro é sobretudo político gerou nessas oligarquias a expectativa de que seria possível forçar o norte a financiar a relutância em mudar no sul. Se a prioridade é construir uma Europa unida, para além de toda a racionalidade económica, então faz sentido apostar em que, a fim de evitar a desagregação da zona Euro, toda a gente fará o que for preciso, inclusive pagar os défices gregos.

É o que todos, agora, suspeitam que significa o Syriza: não um qualquer chavismo balcânico, para que falta aliás o petróleo, mas apenas uma nova maneira de pressionar a Europa do norte. Na Grécia, a oligarquia, agora reforçada pelo Syriza, não luta pela independência, mas pela dependência. A culpa só será dos alemães se, mais uma vez, eles aceitarem a chantagem.

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Quarta-feira, 21.01.15

Fixem apenas este nome: Liberdade

Nuno Pacheco -  Público de 18-1-2015

(...) A liberdade de expressão é, de facto, uma coisa difícil de suportar por todos os poderes, grandes ou pequenos. Mas o que através dela é dito, ou escrito, ou desenhado, por mais que pareça insultuoso ou desagradável (excluindo os óbvios e explícitos convites ao crime, mas para isso funcionarão leis, tribunais e polícias), devia poder ser integrado na sociedade e regenerado nela.

Por mais incómodos que causem as edições do Charlie Hebdo ou as diatribes racistas e anti-semitas de um tipo como Dieudonné, se as sociedades modernas não souberem lidar com a liberdade de expressão tal como ela é, sem salvaguardas de carácter religioso, político, rácico ou outras, a liberdade de expressão será um embuste. E a democracia idem.

O problema, como já se percebeu, não está na liberdade de expressão, está no fanatismo e na intolerância dos que se sentem de algum modo melindrados com o que outros dizem ou escrevem. Se a cada susceptibilidade, venha ela de onde vier, surgir uma mordaça, estamos conversados.

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