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COLUNA VERTICAL



Domingo, 22.02.15

O Natal e os Herodes

P. Gonçalo Portocarrera de Almada - Observador de 27-12-2014

(...) O Natal é uma festa em que todos, de uma forma ou outra, participamos como protagonistas. É um acontecimento de que ninguém é mero espectador. Para além dos burros, que olham a cena e dela nada aprendem, mas que zurram muito se os tirarmos de lá, há pastores que adoram o Deus menino e gentes sabedoras e abastadas que, como os magos, honram Jesus com a sua caridade generosa. Mas também há estalajadeiros mal-humorados, moradores insensíveis às necessidades daquela jovem mãe, respostas desabridas a um marido suplicante e tiranos que matam crianças inocentes, às vezes ainda por nascer.

Sempre houve abortos, mas talvez nunca na dimensão em que hoje se praticam, um pouco por todo o mundo. Talvez não sejam muitos os entusiastas destas práticas que, à luz da ciência e da tecnologia moderna, já não podem ser entendidas como meros processos de interrupção da gravidez: hoje, com efeito, ninguém duvida de que se trata, infelizmente, de «crianças assassinadas antes de nascer» (Papa Francisco, 25-11-2014). Mas são muitos os que, como eu naquela versão «light» do Natal, não querem ver a dimensão catastrófica deste drama, nem sentir o peso imenso deste «contínuo holocausto de vidas humanas inocentes» (São João Paulo II, 29-12-1997).

Contudo, alguns bravos, sediados em várias instituições de inspiração cristã, ainda resistem. É de uma dessas associações que surgiu uma iniciativa legislativa de cidadãos intitulada “Pelo direito a nascer”. Embora discutível, como todos os projectos políticos, mereceu o apoio formal da Conferência Episcopal Portuguesa e está prestes a alcançar as 35 mil assinaturas necessárias para que possa ser apreciada pela Assembleia da República. No âmbito da acção política, os cristãos são livres de agir e de escolher como agir, até ao limite de não agir, se a tanto o exigir a sua consciência, mas a nenhum cristão é lícito não defender a vida humana desde o momento da concepção. (...)

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Domingo, 22.02.15

Expliquem-me, que eu ainda não percebi...

Isabel Pessanha Moreira - Público de 19-2-2015

No último referendo ao aborto extremaram-se posições da parte de quem defendia o sim e da parte de quem defendia o não. O sim ganhou e ficou claro para todos que a maioria dos que votaram pretendiam despenalizar o aborto.

Dos múltiplos debates podemos concluir que os portugueses não consideravam que o aborto fosse algo de positivo, mas que para aquela maioria de votantes esse era um “mal menor” face às condições adversas em que a mulher vivia e que por isso a prática do aborto deveria ser despenalizada.

Ora, no actual quadro legal o que está a ser posto em prática está longe de ir ao encontro do sentido de voto. Perante situações de fragilidade económica e social é frequentemente aconselhado o aborto como solução. As mulheres não são informadas sobre as alternativas existentes, nem sobre as consequências das suas opções.

Justifica-se assim perguntar: não seria mais justo e alinhado com o sentido do voto a obrigatoriedade de as mulheres serem informadas de alternativas ao aborto – alternativas de apoio económico, social, psicológico, entre outras; existir aconselhamento antes da realização da interrupção voluntária da gravidez (IVG); em caso de reincidência, serem criados mecanismos de acompanhamento das razões que levaram a mulher repetir a IVG e ser feito trabalho de prevenção para que tal não volte a acontecer?

Por outro lado, não se justificará o fim da isenção das taxas moderadoras para mulheres que reincidam na IVG; do subsídio de maternidade pela realização da IVG; da prioridade do acto médico IVG, quando comparado com outros actos médicos (hoje o aborto tem prioridade, face a à realização de uma intervenção que possa salvar uma vida)?

A prática actual não cumpre a lei, nem respeita o sentido do voto do referendo; pelo contrário, promove o aborto livre dentro do prazo estabelecido como se de uma prática contraceptiva se tratasse.

A falta de informação, a ausência de formação em planeamento familiar e os próprios subsídios que foram criados incentivam a mulher a optar pela IVG. Os cidadãos não votaram esta lei – votaram no aconselhamento prévio e no aborto apenas para situações de excepção. Considera-se pois necessário ajustar a lei ao sentido de voto. E daí a iniciativa legislativa de cidadãos Lei de Apoio à Maternidade e à Paternidade – Do Direito a Nascer (www.pelodireitoanascer.org), entregue na Assembleia da Republica neste 18 de Fevereiro.

Se esse ajuste não tiver lugar no Parlamento, não estamos a ser honestos! Temos um Estado que incentiva a prática do aborto, nomeadamente a sua reincidência. Expliquem-me se foi nisto que votaram, ou eu percebi mal?

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Domingo, 22.02.15

Joana Marchão eleita a melhor jogadora

 desportoemabrantes - Edição nº29 - Fevereiro de 2015

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Joana Marchão foi eleita a melhor jogadora da primeira volta, do Campeonato Nacional Feminino, numa votação promovida pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol.

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