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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

02 Mai, 2015

Degradação

Vasco Pulido Valente - Público de 1-5-2015

Tacticamente tudo se percebe. Do ponto de vista da baixa táctica política até a coisa parece habilidosa.

Desde 2011 que nenhuma sondagem dá maioria absoluta ao Partido Socialista. Donde se segue que para aguentar um governo minoritário – principalmente um que se pretende reformista – é preciso um Presidente cúmplice, muito mais cúmplice do que foi Cavaco com o CDS e o PSD. Mas para ser elegível esse Presidente não pode ter a mais leve animosidade do PC, do Bloco e da poeira dos pequenos grupos da extrema-esquerda. Ora, como ao fim de 40 anos não há gente dessa, a franja radical do PS acabou por inventar uma não-pessoa, um saco vazio onde venha donde vier qualquer militante ou simples simpatizante não se importará de meter o seu voto: no caso o sr. Sampaio da Nóvoa.

Meia dúzia de homens de músculo político agarraram na criatura e resolveram enfiar a dita sem grande cerimónia pela goela aberta de um povo miserável e de uma “classe dirigente” sem destino ou vergonha. Claro que os socialistas nunca na vida mostraram o menor escrúpulo em organizar esta espécie de operação. Basta lembrar que o dr. António Costa tomou o partido de assalto com uma grande dose de brutalidade e demagogia, perante a equanimidade e o deleite dos seus queridíssimos camaradas. Agora, a ideia é fazer o mesmo com o país: a tradição ajuda. Soares como Sampaio estão ali para o trabalho sujo. Sampaio com o vácuo de uma cabeça onde nunca entrou nada; Soares com ar rusé, que de quem continua a puxar os fios da intriga. E Manuel Alegre com a sua insofrível jactância e pretensão moral.

O candidato, esse, não conta. Cita Sophia de Mello Breyner, “Zeca” Afonso e Sérgio Godinho, e com esta mistura de um lirismo torpe faz declarações sem propósito ou consequência. Promete (imaginem só) não se “resignar” à “destruição do Estado Social”, à pobreza, ao desemprego, à “exclusão” ou à mais leve força que “ponha em causa a dignidade humana”. Como tenciona fazer isto, não confessa. Promete “agir” com “integridade e honradez”, coisa que deve tranquilizar a populaça já com muito pouco para espremer. E promete, para nossa perplexidade e espanto, não assistir “impávido” à “degradação da nossa vida pública”. Não percebe ele que a sua própria candidatura, fabricada por meia dúzia de maiorais do PS, à revelia dos portugueses (que nem o conhecem), é o mais grave e humilhante sinal da “degradação da nossa vida pública”?

Carlos Soares.jpgO blog Desporto em Abrantes recebeu o Galardão Desporto 2015, no decorrer da X Gala Antena Livre & Jornal de Abrantes, realizada ontem, dia 30, no Cine-Teatro S. Pedro.

O prémio foi entregue pelo atleta Octávio Vicente.

Carlos Soares, o administrador do blog, agradeceu o prémio dedicando-o a todos os atletas do concelho de Abrantes (que treinando durante a semana e competindo ao fim-de-semana, não desistem dos seus sonhos), a todos os pais (que com maior ou menor dificuldade, ainda encontram alguma disponibilidade de tempo ou financeira, para que os seus filhos possam fazer o que mais gostam) e a todos os treinadores e dirigentes (que com maior ou menor conhecimento, dão o melhor de si, para a formação cívica e desportiva destes atletas).

Site da Ordem dos Advogados

Capa.jpg> DIA 11 DE MAIO 

18h00 I Apresentação do Livro "A Terra de Ninguém" | Lisboa

A Senhora Bastonária Dra Elina Fraga e o  Senhor Juiz Conselheiro Abrantes Geraldes farão a apresentação do livro de crónicas "A Terra de Ninguém" da autoria do Advogado Santana-Maia Leonardo, Presidente do Agrupamento de Abrantes da Ordem dos Advogados.

O evento terá lugar no dia 11 de Maio, pelas 18horas, no Salão Nobre da Ordem dos Advogados.

A frase é de Thomas Morus ("Para um povo instruído e organizado, poucas leis bastam. (...) Será contra todo o direito e contra toda a justiça que os homens estejam sujeitos a leis que, pelo seu número excessivo, nem podem ser lidas.") e as fotos são de Avis e da autoria de Fernando Máximo.

Avis de Fernando Máximo II.jpg

Editorial do Público de 30-4-2015

O poder francês continua a lidar mal com a sua noção de laicismo.

Depois do debate e das regras de indumentária impostas pela chamada “lei do lenço” (de 2004, proibindo as alunas muçulmanas de entrarem na escola com hijab, ou lenço islâmico), o caso mais recente ronda a caricatura: nas Ardenas, uma aluna de 15 anos foi impedida de entrar na escola por usar uma saia preta comprida.

A directora da escola achou que a saia de Sarah era “demasiado longa” e não respeitava a lei sobre a laicidade nas escolas. Sarah é muçulmana. Mas se fosse cristã, ou ateia, e usasse uma saia igualmente preta, mas de um estilista célebre, adoptaria a professora o mesmo procedimento? E uma aluna com simpatias góticas e de vestes pretas? Seria tratada do mesmo modo?

O poder francês, central ou local, lida com isto como se tivesse pela frente a peste. Não é bom sintoma: uma sociedade que muito clama por liberdade mas que, perante ela, tanto vacila.

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