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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

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Os chineses têm um ditado de que eu gosto muito: «quando o filho chega à conclusão de que o seu pai tinha razão, em regra já tem um filho que acha que o seu pai está errado».

É esta dialética entre pais e filhos que faz o mundo andar. Os filhos funcionam como acelerador, mas os pais têm de ser o travão, caso contrário o carro despista-se na primeira curva. E o nosso problema hoje é precisamente esse: o carro só tem acelerador, uma vez que os pais se demitiram da sua função de travão.

Maio de 2012

13 Abr, 2016

Saudade

 Las Palmas, 3 de Janeiro de 1999

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Eu sei

Que também aqui

Tens estado

Porque vi

Quando cheguei

O teu corpo desenhado

Em todo o lado

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O Natal é a Festa da Família. Ou seja, a festa da instituição que a revolução cultural em curso pretende destruir, levada a cabo pelos mesmos sectores que antes apoiaram o colectivismo igualitário contra as sociedades liberais. O próprio estado social, ao transferir para o "Pai-Estado" as responsabilidades que antes eram asseguradas pelas famílias e pela comunidade onde estavam inseridas, acabou por contribuir para a destruição dos laços de solidariedade familiar e, consequentemente, para a implantação de um individualismo acabado e extremo que odeia a família tradicional e que, todos os dias, sonha com a sua destruição.

Acontece que o desmoronamento do estado social a que estamos e vamos continuar a assistir vai, inevitavelmente, fazer ressurgir das cinzas, ainda com mais força e mais revigorada, a instituição familiar que os heterofóbicos e os socialistas (lato sensu) procuraram e procuram, a todo o custo, dinamitar e destruir.

Na hora da aflição, é na família que o homem encontra a salvação.

Dezembro de 2010

10 Abr, 2016

Amor de pai

“Vi como um danado” (Alberto Caeiro)

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Vivo como um danado
E a ti o devo, Zé Leonardo

Esse
É o nosso segredo

Decidiste morrer cedo
Apenas para que eu aprendesse
A ver
E a viver
Cada instante da vida
Como uma despedida

Las Palmas, 29/12/1998

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Fui um dos poucos neste país que me manifestei contra o fim do serviço militar obrigatório e por quatro razões:

(1) O fim do serviço militar obrigatório iria tornar o serviço militar extremamente dispendioso para o Orçamento de Estado (como agora é uma evidência);

(2) O serviço militar obrigatório é essencial para a formação cívica dos jovens portugueses, sobretudo num país onde os naturais se caracterizam pela indisciplina e pela ausência total de espírito de grupo, espírito de missão e sentido do dever;

(3) O serviço militar obrigatório é praticamente o único cimento da nação portuguesa;

(4) O serviço militar obrigatório é uma peça essencial para o equilíbrio da economia, na medida em que é um meio barato, eficaz e útil de combater o desemprego jovem.

O fim do serviço militar obrigatório marca o início do ciclo da tomada do poder pelas juventudes partidárias e o fim das ideologias. A fruição do presente torna-se mais importante do que preservar o futuro. Cada um passa a viver como se não houvesse amanhã: como se fosse o consumidor final da civilização.

Setembro de 2014

06 Abr, 2016

Rui Vitória

Santana-Maia Leonardo

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Rui Vitória é um treinador que tem um perfil que eu aprecio e com que me identifico. A forma como conseguiu manter sempre a sua compostura, sem nunca cair na tentação tão portuguesa de começar também a chafurdar na lama, apesar de todas as provocações a que foi sujeito, designadamente pelo nosso jornalismo de latrina, revela bem o seu carácter e a sua boa formação.

Na vitória, humildade; na derrota, dignidade. Eis o lema dos grandes homens.

Mas este é um perfil que casa mal com o adepto português que, em regra, tem não só mau perder como é extremamente arrogante na hora da vitória. Arrogante com os fracos, subserviente com os fortes. Eis o lema da gente mesquinha. E por aqui é o que há mais.

04 Abr, 2016

A Marte

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Beijar-te

É uma arte

Que aprendi

A olhar para ti

 

Sozinho

Sem nunca fazer alarde

paixão que sentia

Ia traçando o caminho

Que mais tarde

A minha boca percorria

 

Tocar-te

É também uma arte

 

Conheço de olhos fechados

Reconhecendo-lhes o sabor

Todos os centímetros sagrados

Do teu corpo meu amor  

 

Mas amar-te

Não

Amar-te não é arte

Nem ilusão

 

Amar-te

É uma religião

 

 Alentejo, 21 de Dezembro de 1998