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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Infelizmente não pude seguir a Final Four que, pela primeira vez, dava o título de "Campeão de Inverno" ao seu vencedor.

Foi, por isso, com alguma curiosidade que olhei hoje para a primeira página dos jornais A Bola e Record para saber quem tinha sido o vencedor.

A fazer fé no destaque dado na primeira página nestes dois jornais, dois jornais nacionais e que fazem gala na sua isenção e imparcialidade, o vencedor foi, mais uma vez, o Benfica..

Se bem que a vitória do Benfica, já nem devesse merecer sequer destaque, em virtude da normalidade da sua vitória nesta competição.

Noticia - notícia seria se, por exemplo, o Moreirense vencesse a Taça da Liga.

Isso é que era notícia e merecia destaque, em virtude de ser um acontecimento absolutamente extraordinário e invulgar.

Mas, pelos vistos, ganhou o mesmo de sempre.

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Santana-Maia Leonardo

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A grande rivalidade entre o Benfica e o Vitória, nunca é de mais recordar, tem as suas raízes, em 480 a.C, na célebre batalha das Termópilas que opôs o rei de Esparta Leónidas I e o imperador persa Xerxes I.

O rei Xerxes I, de cognome O Glorioso, era detentor, na altura, de metade do mundo conhecido e do mais poderoso exército. Conta-se que, no momento, em que escolheu as armas do seu escudo esteve indeciso entre o leão e a águia e terá sido a sua mulher que acabou por ser decisiva na escolha, quando exclamou, ao ver o escudo com a águia: “Que bem fica!” E, a partir daqui, o escudo de Xerxes passou a ser conhecido por "Bem-Fica" e os seus adeptos por benfiquistas.

Com o objectivo de conquistar a Grécia, uma pequena parte do mundo que lhe faltava, Xerxes reuniu, em 480 a.C., um vasto exército de 300.000 homens. A invasão da Grécia, apanhou, no entanto, as cidades gregas desprevenidas, pelo que se tornava urgente travar o avanço do exército benfiquista para dar tempo às cidades gregas de organizarem a sua defesa.

Para cumprir esse desígnio, foi mandatado Leónidas, rei de Esparta, que usava no seu brasão uma frase que veio a ser tornada célebre por Virgílio: “Vence quem crê no Vitória”. Era, aliás, precisamente por esta razão que a sua guarda pessoal era conhecida por vitoriana.

Acompanhado apenas pela sua guarda pessoal composta por 300 vitorianos, Leónidas deslocou-se para o desfiladeiro das Termópilas, lugar escolhido para enfrentar e retardar o avanço dos 300.000 soldados benfiquistas comandados por Xerxes.

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Perante a desproporção dos dois exércitos, Xerxes, num gesto de generosidade, resolveu enviar o seu moço de recados Ruy Silva para entabular conversações com Leónidas com vista à sua rendição.

Ruy Silva, recordo, tinha nascido no Porto mas desde pequeno que tinha ficado fascinado pelo poder e pelos títulos conquistados por Xerxes, tendo-se tornado num dos benfiquistas mais ferrenhos, ao ponto de Xerxes o ter convidado para o honroso lugar de moço de recados, quer na imprensa falada, quer na imprensa escrita. O poder de Xerxes fascinava-o de tal maneira que não se cansava de repetir: “Xerxes é o maior, ser benquista me envaidece!

Convencido de que Leónidas era feito da sua cepa, Ruy Silva tentou deslumbrá-lo com o poder e os títulos do império benfiquista. Acontece que Leónidas tinha nascido em Setúbal, um dos bairros mais nobres da cidade de Esparta, onde a lealdade às suas raízes era inquebrável, por muito poderoso, glorioso ou fascinante que fosse o exército adversário.

Como último argumento para demover Leónidas, Ruy Silva disse-lhe: “O número de benfiquistas é tão grande que lançaremos sobre os teus 300 vitorianos tantos very-light que taparão o sol”. Respondeu Leónidas: “Melhor, jogaremos à sombra”.

Durante sete dias, os 300 vitorianos conseguiram vencer as sucessivas investidas do poderoso exército de 300.000 benfiquistas. E a resistência só foi quebrada porque um residente local de nome System, a troco de uns vouchers, mostrou aos invasores um pequeno caminho que podiam utilizar para aceder à retaguarda das linhas vitorianas. No final, já cercado pelos seus inimigos, o rei Xerxes dá uma ordem a Leónidas: "Deponham armas e entreguem-se". Leónidas respondeu-lhe: "Venham buscá-las". São as últimas palavras do rei vitoriano, fazendo jus ao pedido das mães vitorianas na hora da despedida dos seus filhos para a guerra: "Meu filho, volta com o teu escudo, ou em cima dele" (ou seja, ou vitorioso ou morto). Atacados por todos os lados, foram massacrados sem piedade.

Não foi, no entanto, uma derrota inglória. A resistência heróica dos vitorianos permitiu às cidades gregas disporem do tempo necessário para se organizarem e derrotar o exército invasor. E ainda hoje, no local onde morreram, se pode ler numa lápide: "Caminhante, vai dizer aos setubalenses que glória não é trezentos mil vencerem trezentos. Glória é trezentos terem a coragem de enfrentar trezentos mil, por amor ao clube da sua terra."

Santana-Maia Leonardo - Diário As Beiras de 30-1-2017

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É urgente mudar de novo o formato da Taça da Liga para garantir a presença de Benfica, Sporting e Porto na Final Four, uma vez que o actual modelo, apesar de ter sido viciado para conseguir isso, falhou mais uma vez.

Com efeito, é inadmissível que, na Final Four, não estejam presentes os três únicos clubes representativos de Portugal: BENFICA (o Partido do Povo, perdão, o Clube do Povo), SPORTING (o Clube das Elites) e PORTO (o Clube do Norte).

Os outros clubes, que representam a escória, a ralé, os descamisados, ou seja, toda aquela gente miserável que reside em Portugal por especial favor mas que não tem sequer dignidade para fazer parte do povo, porque o povo é do Benfica (como toda a gente sabe), deviam ter direito a disputar apenas o acesso a um lugar na meia-final. E já se podiam dar por felizes!

Sugiro, assim, para o ano duas alterações:

1. Benfica, Porto e Sporting entram directamente na Final Four e só a outra vaga é disputada, no sistema de eliminatórias todos contra todos, pelos clubes da ralé e dos descamisados.

2. E para não se correr o risco de o clube da ralé ir à final, em vez do Partido do Povo, o único clube que vende jornais, o Benfica disputava sempre a meia-final com o clube da ralé, sendo o jogo arbitrado obrigatoriamente por Bruno Paixão.

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«A democracia é o pior sistema político, exceptuando todos os outros.»

«Vivemos com o que recebemos, mas marcamos a vida com o que damos.»

«Não posso prometer-vos senão sangue. suor e lágrimas.»

«O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.»

«A maior lição da vida é a de que, às vezes, até os tolos têm razão.»

«O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.»

«Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.»

«Estou sempre disposto a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem.»

«Todas as grandes coisas são simples. E muitas podem ser expressas numa só palavra: liberdade; justiça; honra; dever; piedade; esperança.»

«A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias.»

«A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.»

«Na política, a verdade é tão importante que tem de vir rodeada de uma escolta de mentiras»

«Não há mal nenhum em mudar de opinião. Contando que seja para melhor.»

Hoje disputa-se a meia-final da Taça da Liga entre o Vitória FC e o SC Braga.

E o jornal A Bola, pela primeira vez na sua vida, resolveu despir a camisola e, em vez de dar destaque na primeira página ao seu clube do coração, resolveu dar destaque ao enorme VITÓRIA, um dos clubes intervenientes na competição desportiva mais importante do dia. 

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Homenagem a Jan Palach, estudante checo que se imolou pelo fogo no dia 16 de Janeiro de 1969, na Praça de S. Venceslau, em Praga, em protesto contra a invasão da Checoslováquia pelas tropas da União Soviética, e que continua a ser ainda hoje um dos meus heróis.

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José Valle de Figueiredo

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Arde o coração de Praga.

Arde o corpo de Jan Palach.

Podemos dizer que o Rei Venceslau,

montado em seu cavalo,

também viu crescer o fogo

em que arde o coração de Praga.

João Huss, queimando o seu corpo,

também arde na Praça de Praga.

E os cavaleiros da Boémia,

o povo e os grão-Senhores,

os operários de Pilsen,

os poetas e cantores da Eslovóquia,

todos ardem nessa tarde e nessa praça.

Queimamos a coragem e o heroísmo,

queimamos a nossa infinita resistência.

Não é verdade, Soldado Schweik?

 

Eles vieram das estepes e disseram:

É proibido morrer pela Pátria,

é proibido resistir à opressão,

é proibido combater a ocupação. (Refrão)

É proibido amar os campos verdes do seu país.

É proibido amar o verde da esperança.

É proibido amar a Esperança

 

Estás proibido, Jan Palach!

És proibido, Jan Palach!

Estás proibido de existir, Jan Palach!

Estás proibido de morrer!

 

Eles vieram das estepes e disseram

todas estas palavras.

Mas também é verdade que disse um dia o Rei Venceslau,

montado em seu cavalo:

«Esta nossa terra será livre,

e nela crescerão livres

as virgens, as mães e os filhos.

E nela crescerão livres as flores.»

E das flores virão rosas,

rosas brancas, para cobrir a campa

de Jan Palach.

Arde o Coração de Praga,

arde o corpo de Jan Palach,

arde o corpo do Futuro.

E já cresce a Primavera!

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