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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Goste-se ou não de Manuel José, tem de se lhe reconhecer, pelo menos, uma qualidade, se bem que, para a maioria dos portugeses, seja um defeito: não é um homem de meias-palavras, nem de palmadinhas nas costas como os portugueses tanto gostam.

E quando lhe perguntaram se houve alguma equipa portuguesa que teve pena de não ter treinado, gostei de o ouvir nomear o Vitória de Setúbal e a Académica, bem como a sua explicação: são dois clubes de duas cidades que gostam de futebol de qualidade e que priveligiam o futebol-espectáculo, equiparando o futebol do Vitória de Fernando Vaz e de José Maria Pedroto ao futebol do Barça de Cruijff e do tiki-taka de Guardiola.

Da entrevista destaco duas passagens que deviam revoltar os verdadeiros adeptos do futebol e, sobretudo, os adeptos do Vitória e de todos os clubes do campeonato português que não nasceram para satélites dos clubes de Lisboa e Porto.

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Johan Cruyff faleceu no dia 24 de março de 2016, ou seja, há precisamente um ano.

Para quem gosta de futebol como jogo e espectáculo, ou seja, para além das paixões clubísticas, não pode deixar de estar eternamente agradecido a Johan Cruyff.

Johan Cruijff foi muito mais do que um dos maiores futebolistas mundiais de todos os tempos, ao ponto de se poder dizer que existe um futebol a. C (antes de Cruyff) e um futebol d.C (depois de Cruyff).

O Ajax e a Holanda de Cruyff, a célebre Laranja Mecânica, revolucionaram o futebol, introduzindo o novo conceito do “futebol total”, deixando de haver compartimentos estanques entre defesas, médios e avançados.

Com o Ajax de Cruyff, todos os jogadores passaram a estar envolvidos quer no processo atacante, quer no processo defensivo. Tratava-se de um modelo de jogo revolucionário que privilegiava o futebol-espectáculo e o futebol ofensivo, rompendo com o modelo ultra-defensivo italiano do célebre catenaccio que se tinha imposto na Europa na década de 60 e que ainda hoje tem os seus adeptos.

Cruyff foi sempre um militante convicto do futebol-espectáculo, quer como futebolista, quer como treinador, considerando, inclusive, que era preferível perder jogando ofensivamente e arriscando do que vencer privilegiando os modelos defensivos e o anti-jogo.

E foi precisamente como treinador do Barcelona, o outro clube a que está ligado para a vida eterna, que voltou a pôr em prática as suas ideias e o seu modelo de jogo, lançando as bases que fizeram do Barça a maior e mais temível potência do séc. XXI, um clube que faz do futebol-espectáculo, do processo ofensivo, da recuperação e circulação de bola a sua imagem de marca.

Se hoje sou um adepto incondicional do Barça, devo-o a Johan Cruyff, ideólogo militante do futebol-espectáculo e fundador do Barça de Ronaldinho, Messi, Iniesta, Xavi e Guardiola.

Não podia, por isso, deixar de comprar e vestir a sua camisola quando, no passado dia 13 de Março, visitei o Amesterdão ArenA e o museu do Ajax.

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Em 1968, recém-chegado a Ponte de Sor, quando frequentava a 3.ª classe, deparei-me, para surpresa minha, com o facto de todos os alunos serem do Benfica e do Sporting. No entanto, nos pequenos torneios que disputávamos entre nós, para além da equipa do Benfica e do Sporting, havia sempre uma outra equipa que ganhava cada vez mais adeptos entre a garotada: nada mais nada menos do que o Ajax que, nesse ano, tinha despontado e deslumbrava a Europa com o seu futebol total. E como eu era o único adepto do Vitória, passei a jogar naturalmente pelo Ajax.

Foi, por isso, com alguma emoção que vesti a camisola do Ajax e assisti ao jogo Ajax – Twente no Amsterdão ArenA, no passado dia 12 de Março, um estádio da última geração, que permite fechar a cobertura e com mais de 50 mil lugares.

O palmarés do Ajax é, aliás, muito superior ao palmarés de qualquer clube português. O Ajax tem 4 Ligas dos Campeões (71, 72, 73 e 95), 1 Taça das Taças (87), 1 Taças Uefa (92), 3 Supertaças europeias (72, 73 e 95) e 2 Taças Intercontinentais (2).

O Ajax foi, juntamente com a Juventus, o Bayern e o Barcelona, a única equipa a ganhar as três maiores competições da Europa.

E se o Ajax de Cruijff dos anos 70, como o seu “futebol total”, marcou uma época e revolucionou o futebol mundial, transformando-o num espectáculo altamente profissionalizado, o Ajax de Frank Rijkaard e Marco van Basten dos anos 80 e o Ajax de Van Gaal dos anos 90 mantiveram o clube entre a elite do futebol mundial.

No entanto, apesar deste passado glorioso, bastante recente e duradoiro, saliente-se, a verdade é que, com a criação da Liga dos Campeões e a centralização dos direitos televisivos, ou seja, com a transformação do futebol numa indústria, o Ajax deixou de ter condições para poder aspirar a outros voos e vai ter de se contentar, tal como as equipas portuguesas, belgas, turcas e gregas, a um lugar na segunda divisão europeia.

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«Na necessidade se conhecem os amigos

(Énio)

 

«Ter muitos amigos é não ter nenhum.»

(Aristóteles)

 

«A única maneira de conseguir um amigo é sê-lo.»

(R. Emerson)

 

«Um amigo é aquele que sabe tudo a nosso respeito e que, apesar disso, ainda gosta de nós».

(Frank Hubbard)

 

«É mais vergonhoso desconfiar-se dos amigos do que ser por eles enganado»

(La Rochefoucauld)

 

«O amigo de toda a gente só é amigo de si próprio.»

(Claude Aveline)

 

«Foi-nos ordenado que perdoássemos aos nossos inimigos, mas não está escrito em lado algum que devamos perdoar aos nossos amigos.»

(Cosme de Médecis)

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"Quem escreve sobre política tem o dever de ser especialmente exigente com a sua família ideológica."

"Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um acto revolucionário."

"Algumas ideias e opiniões são tão disparatadas que é preciso pertencer à “intelligentzia” para conseguir acreditar nelas."

"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Tudo o resto é publicidade."

"Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que outros."

"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir."

"A maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la."

"Quando se diz que um escritor está na moda, isso quer dizer que ele é admirado por menores de trinta anos."

"Os sentimentos elevados vencem sempre no final; os líderes que oferecem sangue, trabalho, lágrimas e suor conseguem sempre mais dos seus seguidores do que aqueles que oferecem segurança e diversão. Quando se chega a vias de facto, os seres humanos são heróicos."

"A linguagem política destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável."

"Retire-se da cena o Homem e a causa principal da fome e da sobrecarga de trabalho desaparecerá para sempre."

"A história é escrita pelos vencedores."

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