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COLUNA VERTICAL



Terça-feira, 31.10.17

Em defesa do bom nome dos batoteiros

Santana-Maia Leonardo

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O golo do Sporting no jogo com o Rio Ave e o lance de Luisão com Luís Machado, dentro da grande área do Benfica, no jogo com o Feirense são o retrato fiel do que é a nossa Liga. Ou seja, um jogo de batoteiros. 

Nenhum dos lances é claro mas também é absolutamente claro para toda a gente que qualquer deles teria a intervenção do VAR se tivesse sido ao contrário. E isto é a consequência natural de uma I Liga em que Rio Ave,  Feirense e os seus iguais são tratados e comportam-se com se fossem meros obstáculos, sem voz nem substância, na corrida dos três únicos clubes que a disputam.

No caso do golo do Sporting, fica a sensação de que Bas Dost está em posição de fora-de-jogo. É certo que não temos a linha e parte do corpo do jogador do Rio Ave está encoberta, mas o VAR tinha obrigação de chamar a atenção do árbitro para rever o lance, como teria feito, de certeza absoluta, se tivesse sido ao contrário. O Portimonense, recorde-se, viu anulado um golo na Luz numa situação idêntica e o mínimo que seria de esperar era que, também neste caso, ouvíssemos o VAR gritar: “Aguenta! Aguenta!” 

No caso do lance de Luisão, nem tivemos sequer a possibilidade de rever o lance porque a BTV, pura e simplesmente, não nos deu qualquer repetição do mesmo. E se, no caso de jogo com Rio Ave, ainda se pode argumentar com o número de câmaras e as condições do estádio que não permitem mais planos do lance, no jogo no Estádio da Luz a única justificação que existe reside exclusivamente no facto de a BTV se ter recusado ostensivamente a repetir o lance e a mostrar os diferentes planos.

A parcialidade com que a BTV passou por cima deste lance só vem demonstrar, mais uma vez, por que razão nenhuma liga de futebol profissional permite que a televisão de um clube seu filiado transmita, em exclusivo, os seus próprios jogos. Em Portugal, vivemos num verdadeiro estado de excepção: ao Benfica, no seu estádio, é permitido jogar com o seu próprio baralho, baralhar, partir e dar as cartas. 

É, por isso, surpreendente que, face ao estado de excepção que se vive no futebol português, o presidente da FPF vá à Assembleia da República com o objectivo não de acabar com a batota, mas com o intuito de serem incrementadas medidas para defender o bom nome dos batoteiros. 

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