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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 31.01.18

Roubo de Igreja (em directo)

Fora de jogo.jpg

Ontem, com a exibição da imagem em 3D no Tempo Extra, ficou demonstrado o fora-de-jogo escandaloso de Doumbia (não foi de centímetros) e o ROUBO DE IGREJA a que se assistiu na CAPITAL DOS ARCEBISPOS. 

Pelos vistos, os padres vão mudando de paróquia, consoante o PAPA que está no exercício do cargo.

Na era do Apito Dourado, era o PAPA Jorge; na era Mailgate, era o PAPA Filipe; e, na era Verdade Desportiva, pelos vistos, é o PAPA Bruno.

Até Jesus mudou de paróquia como os padres.

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Terça-feira, 30.01.18

Código de Honra da Guarda Vitoriana

Guarda Vitoriana (A).jpg

GUARDA VITORIANA é o corpo militar de elite que tem a cargo a defesa dos valores sagrados do Vitória. 

A sua sede é no Kamarote K do Estádio do Bonfim e o seu lema é:

"Vence quem crê no Vitória".

O KAMAROTE K (“K” é a abreviatura de Kovadonga) é o último reduto da Guarda Vitoriana, após a tomada da cidade e do Estádio pelo califado de Lisboa.

E será a partir do Kamarote "K" que a Guarda Vitoriana comandará os vitorianos na Reconquista da cidade de Setúbal e na expulsão até ao mar dos infiéis setubalenses que não professam a religião vitoriana.

Requisitos de admissão na Guarda Vitoriana

ARTIGO PRIMEIRO

Um Guarda Vitoriana tem de ter obrigatoriamente a coluna direita como as listas verticais da camisola do Vitória e, em circunstância alguma, baixa a cabeça, a não ser para beijar o símbolo do clube.

ARTIGO SEGUNDO

Um Guarda Vitoriano tem de ter um carácter à prova de bala e, sobretudo, à prova de lampiões, leões e dragões.

ARTIGO TERCEIRO 

Um Guarda Vitoriano tem de ter a resistência física e psicológica das tropas de elite para ser capaz de sobreviver e resistir, muitas vezes sozinho e isolado, na selva do futebol português, cercado por milhões de lampiões, leões e dragões, sem nunca fraquejar nas suas convicções e sem nunca se render.

Se reúnes estes requisitos, ORGULHA-TE!

ÉS UM GUARDA VITORIANO!

Se, infelizmente, por defeito de fabrico ou más companhias, és setubalense e não reúnes estes requisitos, não desistas porque ainda estás a tempo de te tornar um VITORIANO.

Com muito treino e trabalho, acreditamos que vais conseguir endireitar a coluna e perceber a diferença entre o grande que tu bajulas e o ENORME que devias venerar.

Os “Grandes” são grandes pelo NÚMERO dos seus adeptos

o Enorme é ENORME pelo CARÁCTER dos seus adeptos

O que é que nós somos? VITÓRIA!

O que é que nós queremos? VITÓRIA! VITÓRIA! VITÓRIA!

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Domingo, 28.01.18

Definição de VAR

VAR.jpg

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Sábado, 27.01.18

Hoje não perca o combate de Golias contra David algemado

Santana-Maia Leonardo

0 SM 1.jpg

Quem me conhece sabe que sou um desportista de corpo inteiro e que adoro o futebol como espectáculo.

Como sócio do Vitória há mais de 50 anos, é obvio que gostava que o Vitória ganhasse hoje a Taça da Liga. Mas ganhe ou perca, isso não altera em nada o que penso e tenho escrito sobre o futebol português e os seus adeptos.

O futebol, para mim, repito, é puro divertimento, enquanto para a esmagadora maioria dos portugueses é uma religião de fanáticos e de batoteiros. 

A explicação que Jesus deu ontem para ter mandado o Nélson para trás da baliza de Rui Patrício, violando conscientemente os regulamentos, resumiu na perfeição o espírito do batoteiro tipicamente português: "eu sou um treinador que faço tudo para ganhar e fiz." 

Ora, não é possivel ter um polícia atrás de cada português. E quando a esmagadora maioria dos portugueses se reconhece nesta explicação, está tudo dito...

A liga inglesa continua a ser o meu estilo de música preferida e o meu modelo. Por isso, sou sócio do Manchester United e do Manchester City para poder desfrutar do verdadeiro espectáculo de futebol na pátria do futebol onde os adeptos gostam tanto de futebol como eu.

Quando o futebol português se aproximar desse modelo, passarei a seguir o futebol português com o mesmo entusiasmo que sigo a liga inglesa. Até lá vou vendo pontualmente alguns jogos do Vitória para reviver os meus tempos de infância mas sem quaisquer ilusões.

O Sporting, reconheço, foi até há pouco tempo um sinal de esperança... Mas com a eleição do presidente anterior ao Bruno de Carvalho, entrou também na era do vale tudo de Pinto da Costa e Filipe Vieira. E com a eleição de Bruno de Carvalho, passou a valer mesmo tudo.

A estratégia é típica dos movimentos de massa fascistas e comunistas. Pinto da Costa diabolizou o Sul (a célebre guerra Norte-Sul), Filipe Vieira diabolizou o Porto, fazendo o apelo fascista-leninista ao Glorioso, e Bruno de Carvalho diabolizou o Benfica. Ou seja, diabolizam um inimigo para fanatizar os adeptos e, a partir daí, entramos no mundo da irracionalidade das massas, típica dos movimentos fascistas e comunistas. Como dizia, W. Reich, "a irracionalidade é o fascismo."

O discurso e os métodos usados pelos presidentes do Benfica, Sporting e Porto, com recurso à manipulação de imagens e de notícias, às cartilhas, aos insultos e aos directores de comunicação, são próprias dos movimentos fascistas e estalinistas. 

Mas nós somos o país ideal para este tipo de comportamento, tanto assim que Salazar e Cunhal foram eleitos pelos portugueses, ainda há pouco tempo, como os dois maiores vultos da nossa história.

É certo que, em toda a Europa, os jogos entre grandes e pequenos é sempre uma luta entre David e Golias. Só que, na liga portuguesa, os Golias, com medo de levar uma pedrada no meio da testa, só aceitam combater com David, depois de lhes algemarem as mãos atrás das costas. 

E o Vitória vai hoje entrar na Pedreira com as mãos algemadas atrás das costas. Se vencer, é um milagre...

Mas deixo-lhes aqui um texto (que gostaria que lessem) e que escrevi o ano passado aquando da eliminação do Sporting da Taça da Liga pelo Vitória. Continua actual: 

http://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/eu-o-meu-filho-e-o-penalti-1423760

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Quinta-feira, 25.01.18

Conheça a história épica da Guarda Vitoriana

Santana-Maia Leonardo - Oficial da Guarda Vitoriana n.º338

GV.jpg

A Guarda Pretoriana (Foto 1) era um corpo militar de elite formado para proteger os imperadores romanos e sua família. Vestiam-se de forma diferenciada e sempre mostraram o seu valor combativo de forma admirável.

A história da Guarda Pretoriana começa nos últimos anos do século I a.C. e nos primeiros do século I d.C. com Augusto, mas de facto sua real história é muito mais velha. O termo Guarda Pretoriana quer dizer "A Guarda do Pretório", ou seja, a parte central do acampamento de uma legião romana e onde ficavam alojados os oficiais superiores dessa legião.

A Guarda Pretoriana inspirou-se no corpo militar de elite da cidade grega de Esparta, denominado Guarda Vitoriana, temido por todos os exércitos do seu tempo, desde lampiões, lagartos e dragões, e que tinha a cargo a defesa dos valores sagrados da deusa Vitória. O lema da Guarda Vitoriana era "Vence quem crê no Vitória" (Foto 2).

A Guarda Vitoriana era temida sobretudo pelo seu carácter combativo e destemido. Bastavam meia-dúzia de vitorianos para se baterem de igual para igual com exércitos de três, quatro e seis milhões de soldados, sem que as pernas lhes tremessem ao ponto de os seus inimigos para os conseguirem vencer, serem obrigados a subornar árbitros, VAR, observadores, delegados, conselheiros, governantes, jornalistas e comentadores.

A batalha das Termópilas ainda é hoje uma das batalhas mais emblemáticas da história. A Guarda Vitoriana, comandada pelo Rei Leónidas e composta por 300 vitorianos, enfrentou e travou, durante três dias, o glorioso exército do Rei Dario, composto por seis milhões de lampiões. E, ao fim de três dias de combate sem conseguir derrotar a Guarda Vitoriana, foi necessário o rei Dario subornar o VAR para conseguir atingir os seus intentos. 

No entanto, perante a fibra e o carácter demonstrado pela Guarda Vitoriana no campo de batalha, ficou célebre a frase do Rei Dario: "nós somos grandes, porque somos muitos, mas eles são ENORMES pelo seu carácter."

Após a guerra civil grega, a Guarda Vitoriana (Foto 3) fundou a cidade de Setúbal e ergueu um templo à deusa Vitória que ficou conhecido pelo Templo do Bonfim.

Outra batalha histórica, pela desproporção das forças em confronto, em que interveio a Guarda Vitoriana foi a batalha de Aljubarrota. A Guarda Vitoriana, chefiada por D. Nuno, manteve-se fiel ao Mestre de Avis, enquanto a esmagadora maioria dos portugueses, entre os quais os sete irmãos de D. Nuno, se colocava ao lado do glorioso exército castelhano, atraídos pelo poder e pela grandeza do seu exército, à boa maneira portuguesa.

Este vil comportamento dos portugueses de escolher o lado do maior exército, em vez de defenderem a sua terra, está bem retratado n’ Os Lusíadas: «Eis ali os lampiões contra ele vão/ (Caso feio e cruel!); mas não se espanta, / Que menos é querer matar o irmão,/ Quem contra o clube da terra se alevanta.

Como agradecimento à Guarda Vitoriana pela vitória contra os castelhanos, lampiões, leões e dragões, D. João I mandou edificar o Mosteiro de Santa Maria do Vitória.  

Neste momento, a Guarda Vitoriana (Foto 3) encontra-se a caminho de Braga para enfrentar um grande exército de quatro milhões de soldados com um único objectivo: conquistar, mais uma vez, a Taça da Liga para a depositar aos pés da deusa Vitória no Templo do Bonfim.

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Quarta-feira, 24.01.18

Padre António Vieira e a carga tributária

Padre Antônio Vieira - extracto do sermão proferido na Igreja das Chagas (Lisboa) em 1642

Padre António Vieira.jpg

(...) O maior jugo de um reino, a mais pesada carga de uma república, são os imoderados tributos. Se queremos que sejam leves, se queremos que sejam suaves, repartam-se por todos.

Não há tributo mais pesado que o da morte, e, contudo, todos o pagam, e ninguém se queixa, porque é tributo de todos. Se uns homens morreram e outros não, quem levara em paciência esta rigorosa pensão da mortalidade? Mas, porque não há privilegiados, não há queixosos.

Imitem as resoluções políticas o governo natural do Criador e reparta-se por todos o peso, para que fique leve a todos. Os mesmos animais de carga, se lha deitam toda a uma parte, caem com ela...

Se se repartir o peso com igualdade de justiça, todos o levarão com igualdade de ânimo: Porque ninguém toma pesadamente o peso que se lhe distribuiu com igualdade - disse o político Cassiodoro. (...)

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Segunda-feira, 22.01.18

Prédica da Guarda Vitoriana!

Santana-Maia Leonardo - Sócio n.º338 de 05-06-1965

Equipamento.jpg

Olhem bem para as riscas verticais da camisola do Vitória e meditem bem no que elas simbolizam. É muito fácil distinguir um verdadeiro vitoriano de um falso vitoriano. O verdadeiro vitoriano tem a coluna direita, vertical, como as riscas da camisola. A coluna de um vitoriano não dobra perante ninguém. Antes quebrar do que torcer.

Além disso, enquanto as riscas horizontais pressupõem uma hierarquia, as riscas verticais lado a lado significam, por um lado, que todos os vitorianos são iguais e têm a mesma dignidade, independentemente da sua classe social, profissão, raça ou sexo e, por outro, que não reconhecemos a nenhum clube estatuto superior ao nosso.

Quanto à cor verde do Vitória, o próprio Camões a explica muito melhor do que eu num dos mais belos poemas da lírica portuguesa: “Verdes são os campos / Da cor do limão / Assim é o clube do meu coração.”

EIS O VITÓRIA!

O QUE É QUE NÓS SOMOS? VITÓRIA!

O QUE É QUE NÓS QUEREMOS? VITÓRIA! VITÓRIA! VITÓRIA!

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Segunda-feira, 22.01.18

O meu novo cartão de sócio

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Sábado, 20.01.18

Carta aberta aos jogadores do Vitória

Santana-Maia Leonardo - Sócio do VFC n.º338 de 05-06-1965

VFC K.jpg

Fiz-me sócio do Vitória no dia 5 de Junho de 1965, com seis anos de idade. Dois anos depois o meu pai faleceu e eu fui viver para casa dos meus avós maternos em Ponte de Sor. Ou seja, fiz-me sócio um mês antes do Vitória conquistar a primeira Taça de Portugal ao Benfica e deixei Setúbal poucos meses depois do Vitória ter conquistado a segunda Taça de Portugal na mais longa e mítica final de sempre frente à Académica.

É, por isso, natural que hoje, sempre que regresso a Setúbal e ao Bonfim, sinta uma tristeza sem fim. E devo mesmo confessar que deposito hoje mais fé nos jogadores profissionais do Vitória e na sua equipa técnica do que no povo de Setúbal, onde apenas um punhado de gente tem a fibra e a raça dos verdadeiros vitorianos.

Olhem bem para as riscas verticais da camisola do Vitória e meditem bem no que elas simbolizam. É muito fácil distinguir um verdadeiro vitoriano de um falso vitoriano. O verdadeiro vitoriano tem a coluna direita, vertical, como as riscas da camisola. A coluna de um vitoriano não dobra perante ninguém. Antes quebrar do que torcer.

Além disso, enquanto as riscas horizontais (umas por cima das outras) pressupõem uma hierarquia, as riscas verticais lado a lado significam, por um lado, que todos os vitorianos são iguais e têm a mesma dignidade, independentemente da sua classe social, profissão, raça ou sexo e, por outro, que não reconhecemos a nenhum clube estatuto superior ao nosso.

Quanto à cor verde do Vitória, o próprio Camões a explica muito melhor do que eu num dos mais belos poemas da lírica portuguesa: Verdes são os campos / Da cor do limão / Assim é o clube do meu coração.”  

Um vitoriano, sublinhe-se, não está obrigado a vencer todos os jogos, mas está obrigado a nunca se dar por vencido em nenhum jogo, seja contra quem for. O objectivo último do vitoriano não é ganhar taças, campeonatos, classificar-se para a Liga Europa ou evitar a descida de divisão. Isso são coisas que vêm por acréscimo, mas não é esse o nosso objectivo. O objectivo do Vitória é apenas um: vencer o próximo jogo seja ele contra quem for. Nada mais importa. É no próximo jogo que concentramos toda a nossa atenção e todas as nossas energias. Por isso, nos chamamos Vitória. Nós somos VITÓRIA contra qualquer equipa e todos os dias do ano. E quanto maior for o nosso adversário, maior é o desafio. É nos obstáculos altos que se vêem os bons cavalos. E, como dizia Cunha Rego, “o importante num salto não é o cavalo e os seus arreios, mas o coração do cavaleiro.E o coração de um vitoriano não lhe faz tremer as pernas por maior que seja o obstáculo.

Quando um jogador assina pelo Vitória, ninguém lhes exige que seja do Vitória desde de pequenino ou que seja do Vitória a vida toda. Apenas exigimos que sejam do Vitória e SÓ DO VITÓRIA enquanto vestirem a nossa camisola. Isto para mim é sagrado. Sempre que um jornalista perguntar a um jogador do Vitória qual o clube do seu coração, um jogador do Vitória só pode responder de duas formas: ou dá-lhe logo um murro nas trombas tendo em conta a gravidade da ofensa; ou responde educadamente que o clube do coração, enquanto vestir a camisola do Vitória, é o Vitória. Ao menos, aprendam a ser verdadeiros profissionais, enquanto vestirem a nossa camisola.

É absolutamente natural que a maior parte dos jogadores do Vitória, em breve, esteja a representar outro clube. Ninguém questiona isso. O que eu vos peço, parafraseando Vinicius de Moraes no seu soneto Fidelidade, não é que o vosso amor pelo Vitória seja imortal, mas que SEJA INFINITO ENQUANTO DURE.

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Sexta-feira, 19.01.18

"Vence quem crê no Vitória" (Virgílio)

Leónidas 300.jpg

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Quinta-feira, 18.01.18

A história lendária do Kamarote K

 Kamarote K.jpg

Para quem não conheça a história, a letra "K" é a inicial de Kovadonga, o local mítico do Estádio do Bonfim onde se refugiou o Rei do Vitória (Reizinho para os amigos) e a sua guarda vitoriana, após a tomada da cidade e do Estádio pelo califado de Lisboa.

E será a partir do Kamarote "K" que o Rei(zinho) Miguel comandará o exército vitoriano na Reconquista da cidade de Setúbal e na expulsão até ao mar dos infiéis setubalenses que não professam a religião vitoriana. 

No próximo dia 19, o ainda pequeno mas sempre nobre e honrado exército vitoriano enfrentará no Bonfim o grande exército do emir Bruno de Carvalho do califado de Lisboa, fortemente apoiado pelas legiões dos lagartos setubalenses, numa batalha decisiva para testar a raça da nossa gente.

Como nobre e honrado vitoriano, ali estarei em Kovadonga às ordens do nosso Rei(zinho), para enfrentar os infiéis com a nossa táctica de sempre. 

Ou seja, sempre que os vitorianos enfrentam emires com cara de Carvalho, a ordem do nosso Rei(zinho) é sempre a mesma: "Kapa".

Até dia 19! Viva o Vitória! Viva o nosso REI(zinho)!

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Quarta-feira, 17.01.18

A Puta e os seus filhos

Santana-Maia LeonardoDiário As Beiras de 23-1-2018 

0 SM 1.jpg

Não houve um único político ou comentador nacional (leia-se, residente em Lisboa) que, apesar de reconhecerem que o INFARMED e outros institutos semelhantes não deveriam estar localizados em Lisboa, não se insurgisse com a sua transferência para o Porto, preocupados com a perturbação que isso iria implicar na vida dos seus funcionários.

No entanto, não houve um único político ou comentador nacional (leia-se, residentes em Lisboa) que se tivesse preocupado com o destino dos milhares de funcionários que tiveram de deixar as suas residências no interior do país na sequência da reforma do mapa judiciário, do encerramento dos centros de saúde, escolas, dos serviços de finanças, etc. etc..

Este comportamento dos nossos políticos e comentadores nacionais (leia-se, residentes em Lisboa) só pode ter uma leitura: para esta gente, quem vive no interior e no sul do país é a PUTA e os políticos e comentadores nacionais são os seus filhos.

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Terça-feira, 16.01.18

Requiem a Jan Palach

Homenagem a Jan Palach, estudante checo que se imolou pelo fogo no dia 16 de Janeiro de 1969, na Praça de S. Venceslau, em Praga, em protesto contra a invasão da Checoslováquia pelas tropas da União Soviética, e que continua a ser ainda hoje um dos meus heróis.

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José Valle de Figueiredo

Jan Palach.jpg

Arde o coração de Praga.

Arde o corpo de Jan Palach.

Podemos dizer que o Rei Venceslau,

montado em seu cavalo,

também viu crescer o fogo

em que arde o coração de Praga.

João Huss, queimando o seu corpo,

também arde na Praça de Praga.

E os cavaleiros da Boémia,

o povo e os grão-Senhores,

os operários de Pilsen,

os poetas e cantores da Eslovóquia,

todos ardem nessa tarde e nessa praça.

Queimamos a coragem e o heroísmo,

queimamos a nossa infinita resistência.

Não é verdade, Soldado Schweik?

 

Eles vieram das estepes e disseram:

É proibido morrer pela Pátria,

é proibido resistir à opressão,

é proibido combater a ocupação. (Refrão)

É proibido amar os campos verdes do seu país.

É proibido amar o verde da esperança.

É proibido amar a Esperança

 

Estás proibido, Jan Palach!

És proibido, Jan Palach!

Estás proibido de existir, Jan Palach!

Estás proibido de morrer!

 

Eles vieram das estepes e disseram

todas estas palavras.

Mas também é verdade que disse um dia o Rei Venceslau,

montado em seu cavalo:

«Esta nossa terra será livre,

e nela crescerão livres

as virgens, as mães e os filhos.

E nela crescerão livres as flores.»

E das flores virão rosas,

rosas brancas, para cobrir a campa

de Jan Palach.

Arde o Coração de Praga,

arde o corpo de Jan Palach,

arde o corpo do Futuro.

E já cresce a Primavera!

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Segunda-feira, 15.01.18

O VAR visto por um apostador profissional

VAR.jpg

 

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Domingo, 14.01.18

Um país sem remédio

Santana-Maia Leonardo - Rede Regional de 27-11-2017

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Não se pode falar em interior num país com 200 Km de profundidade e com a nossa rede de auto-estradas. Este é o principal argumento usado pelos comentadores residentes em Lisboa sempre que alguém fala em interior. Estou absolutamente de acordo. Com efeito, Portugal é uma faixa litoral tão estreita, tão pequena e tão pouco populosa que se assemelha mais a uma pequena cidade do que a um país.

Não é este o problema. Bem pelo contrário, é uma enorme vantagem. O problema português é não aproveitar esta vantagem e permitir que tudo esteja concentrado e amontoado num pequeno troço da avenida marginal.

Analisemos duas recentes medidas do Governo: a transferência para o Porto do Infarmed e mais um pacote de medidas de incentivo à fixação de população no interior. Quanto ao novo pacote de medidas para a fixação de população no interior (mais um), vai ter inevitavelmente o mesmo resultado do que os anteriores. O interior, neste momento, não necessita de medidas para fixar população. Não se pode fixar o que não existe, a não ser que o Governo esteja a pensar na criação de mais uns lares de idosos. Mas até os lares de idosos já são de mais, neste momento… O que o interior precisa é da transferência de população jovem e qualificada de Lisboa para o interior. E isso só se consegue com a deslocalização de serviços como o Infarmed, universidades, direcções-gerais, ministérios, etc. etc.

Portugal podia e devia, de facto, ser gerido como uma pequena cidade, deixando a avenida marginal para o sector comercial e empresarial e o interior da cidade para os serviços. E cada bairro da cidade podia ter uma especialização. A título de exemplo: o bairro de Trás-os Montes podia acolher, por exemplo, os ministérios, direcções-gerais, etc. relacionados com a agricultura e florestas; o bairro do Alentejo podia acolher os ministérios e as direcções-gerais, relacionadas com a Defesa, assim como os quartéis militares situados em Lisboa, o Hospital Militar e as cúpulas do Exército, etc.; o bairro das Beiras podia acolher as principais universidades públicas de Lisboa, o ministério da Educação e respectivas direcções-gerais; o bairro do Algarve o Turismo; etc. etc.

Mas basta assistir à reacção dos trabalhadores do Infarmed (e a deslocalização é apenas na avenida marginal, imagine-se se fosse para Castelo Branco ou para Guarda) e dos políticos portugueses, inclusivamente o PCP, para perceber que qualquer reforma do Estado que passe pelo repovoamento do território conta com a oposição firme de todos os partidos portugueses porque ninguém quer sair de Lisboa. As grandes reformas que todos defendem, inclusive a regionalização, estão ao serviço do modelo de desenvolvimento da Cidade Estado e não são mais do que a criação de tachos para os amigos que já lá vivem, sem que haja qualquer transferência de pessoas de Lisboa para o interior. Pelo contrário, Lisboa vai continuar a ser a foz onde vão desaguar todos os rios, ribeiros e riachos portugueses.

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