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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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Filósofo e político conservador irlandês

nasceu a 12 de Janeiro de 1729  e faleceu em 9 de Julho de 1797

«Ninguém cometeu maior erro do que aquele que nada fez só porque podia fazer muito pouco.»

«O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles  que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que o vêem fazer e deixam acontecer.»

«A aristocracia natural é uma voz permanente, serena mas firme, num oceano de mudança, que simplesmente aguarda o regresso do bom senso e do bom gosto.»

«O rei pode fazer um nobre, mas não um gentleman.»

«É irresponsável sacrificar uma geração em prol do bem da nação, empurrar comunidades inteiras para a pobreza ou destruir instituições que funcionam bem para assegurar um estado supostamente paradisíaco no futuro longínquo»

«Quando a estabilidade do navio é colocada em perigo por um excesso de peso num dos seus lados, estou disposto a levar o pequeno peso que representam as minhas razões para o lado oposto a fim de tentar estabelecer o equilíbrio»

«No meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito.»

«A nossa pátria, para se fazer amar, deve ser amável.»

«Todas as sociedades precisam de um poder de controlo vindo de algum lugar: quanto menos ele vem de dentro, da adopção voluntária, mais ele virá de fora, da imposição de um poder central.»

«Quem confunde o bem com o mal é inimigo do bem.»

«O mundo moral admite monstros que o mundo físico rejeita.»

«A duração [das tradições e das instituições] não é valiosa para aqueles que pensam que pouco ou nada foi feito antes do seu tempo.»

«As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados.»

«As tradições são o banco geral e o capital das nações e das eras.» 

«Nunca  a Natureza afirma uma coisa e a sabedoria outra porque a lei da Natureza é a lei de Deus.» 

«A arte é a natureza do homem.» 

«Odeio a tirania. Mas odeio-a sobretudo quando são muitos os que estão envolvidos nela. A tirania de uma multidão é uma tirania multiplicada.»

«Em todos os governos, o mais seguro teste de excelência é a publicidade da sua administração, porque onde quer que haja secretismo, está implícita injustiça.»

«Sempre que há mistério em qualquer assunto de governação, deve presumir-se que há fraude; sempre que há encobrimento em matéria de dinheiro, deve presumir-se que houve má administração.»

«A harmonia social só é possível quando o povo se tiver esvaziado de toda a cobiça da sua vontade egoísta, coisa que, sem religião, é absolutamente impossível que consiga realizar.»

«A glória e a felicidade de um representante devem consistir em viver em estreita união, na mais estreita correspondência e na mais franca comunicação com os seus eleitores. É seu dever sacrificar o seu repouso, o seu prazer, as suas satisfações às deles e, acima de tudo, sempre e em qualquer caso, preferir o interesse deles ao seu. Mas não deve sacrificar-vos a sua opinião isenta, o seu juízo maduro, a sua consciência esclarecida; nem a vós, nem a homem nenhum, nem a nenhum grupo de homens existente. O vosso representante deve-vos, não apenas a sua diligência, mas o seu discernimento, e trai-vos, em vez de vos servir, se o sacrificar à vossa opinião.»

«Nunca existiu um homem que pensasse que não havia outra lei senão a sua própria vontade, que não descobrisse rapidamente que não tinha outro fim para as suas acções senão o seu próprio lucro. Todos os homens detentores de um poder incontrolado e discricionário que conduzisse ao engrandecimento e proveito da sua própria pessoa, acabaram sempre por abusar dele.»

«O candidato, em vez de confiar a sua eleição ao testemunho do seu comportamento no Parlamento, deve confiá-la ao testemunho de uma larga soma de dinheiro, ao poder de servir e cortejar os dirigentes das corporações, e de conquistar os dirigentes populares dos clubes políticos, das associações e dos bairros. Em quase todas as eleições de que tive conhecimento, era dez vez mil vezes mais necessário mostrar que se era um homem de poder do que se mostrar que se era um homem íntegro.»

«A lei humana pode ser rectamente mudada, na medida em que essa mudança responda a uma utilidade pública. Mas, em si mesma, a mudança da lei acarreta um certo detrimento para o bem da comunidade. Porque para a observância da lei contribui em muito o costume; a ponto que o que se faz contra o costume geral, mesmo que, em si mesmo, seja leve é, na verdade, grave. Porque, quando é mudada, a lei perde a sua força obrigatória, na medida em que destrói o costume. Portanto, a lei humana nunca deve ser mudada, a menos que, por outra parte, haja compensação para o bem comum relativa à parte derrogada da lei. E isto acontece: ou porque da nova disposição legal provém uma utilidade máxima e evidentíssima, ou porque havia máxima necessidade da mudança.»

Santana-Maia Leonardo

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A grande rivalidade entre o Benfica e o Vitória, nunca é de mais recordar, tem as suas raízes, em 480 a.C, na célebre batalha das Termópilas que opôs o rei vitoriano Leónidas I e o imperador lampião Xerxes I.

O rei Xerxes I, de cognome O Glorioso, era detentor, na altura, de metade do mundo conhecido e de um exército com mais de seis milhões de soldados. Conta-se que terá escolhido as armas do seu escudo quando viu uma águia a sobrevoar o seu palácio, tendo exclamado para a sua esposa: “Que bem fica!” E, a partir daqui, o escudo de Xerxes passou a ser conhecido por "Bem-Fica" e os seus soldados por benfiquistas.

Com o objectivo de conquistar a Grécia, uma pequena parte do mundo que lhe faltava, Xerxes reuniu, em 480 a.C., um vasto exército de seis milhões de benfiquistas. A invasão da Grécia, apanhou, no entanto, as cidades gregas desprevenidas, pelo que se tornava urgente travar o avanço do exército benfiquista para dar tempo às cidades gregas de organizarem a sua defesa.

Para cumprir esse desígnio, foi mandatado Leónidas, rei de Esparta, que usava no seu brasão uma frase que veio a ser tornada célebre por Virgílio: “Vence quem crê no Vitória”. Era, aliás, precisamente por esta razão que a sua guarda pessoal era conhecida por Guarda Vitoriana.

Acompanhado apenas pela Guarda Vitoriana, composta por 300 vitorianos, Leónidas deslocou-se para o desfiladeiro das Termópilas, lugar escolhido para enfrentar e retardar o avanço dos seis milhões de lampiões comandados por Xerxes. Perante a desproporção dos dois exércitos, Xerxes, num gesto de generosidade, resolveu enviar os cartilheiros Ruy Silva, Paulo Gonçalves e Pedro Guerra para lerem em voz alta a Leónidas a cartilha enviada por Carlos Janela com vista à sua rendição imediata e incondicional.

Ruy Silva era natural do Porto mas o poder e os títulos de Xerxes fascinaram-no, tendo-se tornado num dos benfiquistas mais ferrenhos, ao ponto de Xerxes o ter nomeado para o cargo de Vice-Cartilheiro, quer na imprensa falada, quer na imprensa escrita. Convencido de que Leónidas era feito da sua cepa, os cartilheiros enviados por Xerxes tentaram deslumbrá-lo com o poder e os títulos do império benfiquista.

Acontece que Leónidas tinha nascido em Setúbal, um dos bairros mais nobres da cidade de Esparta, onde a lealdade às suas raízes era inquebrável, por muito poderoso, glorioso ou fascinante que fosse o exército adversário.

Como último argumento para demover Leónidas, Pedro Guerra disse-lhe: “O número de benfiquistas é tão grande que lançaremos sobre os teus 300 vitorianos tantos very-light que taparão o sol”. Respondeu Leónidas: “Melhor, jogaremos à sombra”.

Durante sete dias, os 300 vitorianos conseguiram vencer as sucessivas investidas do poderoso exército de seis milhões de benfiquistas. E a resistência só foi quebrada porque um pastor chamado VAR, a troco de uns vouchers, mostrou aos invasores um pequeno caminho que podiam utilizar para aceder à baliza do Vitória. No final, já cercado pelos seus inimigos, o rei Xerxes dá uma ordem a Leónidas: "Deponham armas e entreguem-se". Leónidas respondeu-lhe: "Venham buscá-las". São as últimas palavras do rei vitoriano, fazendo jus ao pedido das mães vitorianas na hora da despedida dos seus filhos para a guerra: "Meu filho, volta com o teu escudo, ou em cima dele" (ou seja, ou vitorioso ou morto). Atacados por todos os lados, foram massacrados sem piedade.

No entanto, perante a fibra e o carácter demonstrado pela Guarda Vitoriana no campo de batalha, ficou célebre a frase do Rei Xerxes: "nós somos grandes, porque somos muitos, mas eles são ENORMES pelo seu carácter."

Não foi, no entanto, uma derrota inglória. A resistência heróica dos vitorianos permitiu às cidades gregas disporem do tempo necessário para se organizarem e derrotar o exército invasor. E ainda hoje, no local onde morreram, se pode ler numa lápide: "Caminhante, vai dizer ao povo de Setúbal que glória não é seis milhões vencerem trezentos. Glória é trezentos terem a coragem de enfrentar seis milhões, por amor à sua terra e ao clube que a representa."

 

Santana-Maia Leonardo

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Antes de mais, gostaria de esclarecer os meus amigos benfiquistas e sportinguistas (infelizmente, não tenho outros) que, quando me refiro que a liga portuguesa é uma liga viciada por natureza, não me estou a referir nem ao Apito Dourado, nem ao Mailgate.

Esses casos, tal como a operação Marquês ou o BES, são a consequência natural de sistemas corruptos mas não são a sua causa.

Também nunca disse ou defendi que as pessoas não têm o direito de serem do clube que quiserem.

Pelo contrário, reconheço o direito a todas as pessoas a serem do clube que quiserem, a mudar de clube, assim como a divorciarem-se e a casar de novo e as vezes que quiserem e com quem quiserem...

O que eu digo é diferente. Os portugueses querem ser todos do Benfica ou do Sporting? Pois que sejam. Têm o direito de ser. Agora isso torna é impossível a existência de um campeonato português, na medida em que um campeonato pressupõe a existência de vários clubes e se todos os portugueses são do mesmo...

O mesmo acontece se os portugueses forem todos apenas de dois ou três clubes. Três clubes não é número suficiente para se poder organizar um verdadeiro campeonato, desde logo porque é impossível garantir a independência dos decisores e dos demais participantes.

Mas é precisamente isso que sucede no campeonato português.

Se alguém nos convidar para jogar à sueca, o nosso parceiro não pode desejar e torcer para que seja o outro par a ganhar o jogo, nem pode ser sempre a mesma pessoa a baralhar, partir e dar as cartas.

Ora é precisamente isso que se passa na liga portuguesa.

Isto é tão evidente que basta abrir a tv ou ler os comentários no Facebook.

Em Portugal só há três clubes e com três clubes é impossível fazer um campeonato, o que significa que há 15 clubes que são constituídos por dirigentes, jogadores e sócios que são adeptos de um desses três clubes o que vicia a competição, directa e indirectamente, na medida em que participam na eleição dos órgãos da Liga, da FPF, do Conselho de Arbitragem e Disciplina.

Basta ler os comentários aos meus textos em que sou acusado de ser benfiquista, sportinguista ou portista, consoante o sentido da minha crítica, para chegar à mesma conclusão. E por que razão é que isso sucede? Porque não existe praticamente ninguém em Portugal que aceite que possa existir algum português que não simpatize com um destes três clubes.

Aliás, a partir do momento em que os próprios benfiquistas se orgulham de ser seis milhões e os sportinguistas quatro milhões, deveriam ser os próprios benfiquistas e sportinguistas a reconhecer, caso não fossem, nem tivessem o espírito dos batoteiros, que não existem condições objectivas para uma liga portuguesa de futebol. O mais que se podia fazer era organizar uma liguilha entre Benfica, Sporting e Porto. Mas mais do que isso é criar uma ficção, logo um campeonato viciado à nascença.

Como gosto de futebol e não de trafulhice, nem de fantasias de Natal, é natural que não me interesse pela nossa I Liga e que siga a Liga onde existe maior competitividade: a liga inglesa. Como já disse várias vezes, a Liga Inglesa é o meu estilo de música preferido e o Barça a minha banda preferida.

Mas uma coisa é defender o modelo das Ligas inglesa e americana por gostar do jogo e da competição, outra coisa é defender os ingleses ou os americanos. O facto de um português defender as democracias europeias, antes do 25 de Abril, e ser contra o salazarismo e a União Nacional não o transforma num anti-português ou num defensor dos espanhóis ou dos ingleses.

Muito pelo contrário.

Santana-Maia Leonardo 

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Ontem, ouvi, por mero acaso (porque já decidi deixar de ouvir e ver telejornais  portugueses para não me chatear), as declarações de Luís Filipe Vieira, após o jogo com o Aves, presumo.

Apesar de pensar que já nada me surpreendia, nunca esperei que o presidente do Benfica fosse capaz de dizer o que disse.

Com efeito, uma coisa é o Benfica agir como se aspirasse a ser um partido único, hegemónico e fascista, como pareciam indiciar alguns tiques e comportamentos; outra coisa é assumi-lo publicamente.

A situação, neste momento, já não tem a ver apenas com o futebol.

Já tem a ver com a estrutura do próprio estado de direito democrático que está seriamente ameaçada, se é que ainda existe em Portugal.

E o facto de o Benfica-instituição ter permitido que o seu presidente tivesse feito aquelas declarações é assustador tendo em conta o peso da massa associativa do Benfica na sociedade portuguesa...

08 Mar, 2018

Maria

 Jerusalém, 28 de Julho de 2000

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Mulher, bendita sois vós

Entre todas as criaturas humanas

Cristãs, judaicas ou muçulmanas

Que, em nome dos deuses dos seus avós,

Vos controlam da nascente até à foz.

 

Mas, antes do Juízo Final,

Os crentes do mundo inteiro

Vão poder ver, se Deus quiser,

Que o único Deus verdadeiro

Afinal

Sois vós, Mulher.   

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