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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Este ano pode ser um ano histórico para o Barça.
Depois de ter ultrapassado o Real Madrid em vitórias nos jogos entre ambos, pode ultrapassá-lo em número de títulos.
O Barça ganhou quase tantos títulos (cerca de 40%) com Messi como em toda a sua história desde 1899.
E desde o aparecimento de Messi, o Barça passou a esmagar o Real Madrid em número de de títulos (33-20, por enquanto).

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Neste século, FC Barcelona e Real Madrid procederam a duas alterações estatutárias relevantes e que definem bem o ADN de cada clube:

     - nos estatutos do Barça, foi introduzida a limitação de mandatos (máximo: 2 mandatos), impedindo, desta forma, a perpetuação dos presidentes nos cargos e reforçando a democracia interna e a transparência;

     - no Real Madrid, por sua vez, Florentino Peres, como vista à sua perpetuação no poder, introduziu duas condições praticamente impossíveis de preencher para quem se quiser candidatar ao cargo: 20 anos de antiguidade como sócio e obrigatoriedade de dar o aval a 15 por cento do orçamento de despesas.

Ou seja, enquanto o FC Barcelona optou por reforçar a componente democrática, o Real Madrid optou por reforçar a componente caudilhista.

A eterna luta entre a Democracia e a Ditadura.

Como toda a gente sabe e quase todos defendem (menos eu e pouco mais), o modelo caudilhista do Real Madrid é o modelo seguido pelos clubes portugueses, com uma ligeira diferença: enquanto o presidente do Real Madrid tem de ter capacidade para dar o aval a 15% do orçamento das despesas do clube, em Portugal são os clubes que avalizam (e pagam) as dívidas dos seus presidentes.

No entanto, é bom não esquecer que foi precisamente o FC Barcelona da limitação dos mandatos que destronou o Real Madrid ultra-caudilhista.

O FC Barcelona é, hoje, o clube com mais títulos deste século e com tendência para aumentar, o que significa que a perpetuação dos presidentes no poder, como é defendido pela esmagadora maioria cá do burgo, está longe de ser uma garantia de sucesso.

A não ser para a carteira dos presidentes, como é óbvio...