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COLUNA VERTICAL



Terça-feira, 30.04.19

Estamos preparados para dar cor ao futebol europeu

Este vai ser o tifo do jogo das meias-finais da Champions em Camp Nou, o templo sagrado do futebol, onde eu gostaria de estar amanhã e infelizmente não posso. 

Como reconhece Klopp, qualquer equipa do mundo, seja ela qual for, que jogue com o Barça goza sempre de uma enorme vantagem: nunca é favorito. 

E porquê? É certo que nem sempre ganha o melhor, mas o favorito é sempre a equipa que todos reconhecem como A MELHOR. 

E para quem gosta de futebol SÓ O MELHOR É O BASTANTE!

VISCA EL BARÇA!

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Domingo, 28.04.19

Toca y pasa el balón

Santana-Maia Leonardo

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Este DVD é fundamental para conhecer o modelo de jogo ofensivo que Cruiff, com a sua personalidade e concepção de futebol,  implantou no Barça, mudando a mentalidade do clube, dos jogadores e dos adeptos, convertendo-o para sempre numa equipa ganhadora, ambiciosa, brilhante e possuidora, como os bons vinhos, da sua própria marca de origem mundialmente reconhecida: o ADN Barça.

Se sou um apaixonado pelo futebol e pelo Barça, devo-o ao Cruijff, à sua concepção do futebol como espectáculo (“não basta ganhar, é necessário jogar bem”) e ao seu modelo de jogo ofensivo que teve a coragem de implantar no Barça contra o modelo resultadista italiano que estava a dominar a Europa e a destruir o futebol como espectáculo, tendo em conta que assentava num modelo ultra-defensivo onde o único que importava era ganhar e onde só tinham lugar jogadores de grande porte atlético.

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Sábado, 27.04.19

Campeões! 8 ligas nos últimos 11 anos.

E o mais extraordinário é que isto parece normal.

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Sábado, 27.04.19

Barcelona, o nacionalismo catalão e o franquismo

Santana-Maia Leonardo

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Como não gostar da Catalunha? Como não se render a Barcelona, uma praça-forte do Mediterrâneo tocada pelas luzes da antiga e próspera Europa do norte? Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros e a Catalunha é a mais civilizada região de Espanha.

Isto foi escrito hoje no Expresso por Miguel Sousa Tavares e reproduz precisamente aquilo que eu penso e que eu sinto.

Barcelona é a minha cidade: a cidade onde eu me revejo e com a qual me sinto inteiramente identificado.

Por outro lado, o madridismo centralista e franquista representa precisamente aquilo que eu mais rejeito, me incomoda e assusta.

Não sou nem nacionalista, nem um defensor da independência da Catalunha.  Pelo contrário, gostaria muito de viver num estado ibérico, o que só não aconteceu precisamente pela arrogância e prepotência centralista de Castela.

E se hoje o nacionalismo catalão, um fenómeno absolutamente reacionário, desajustado ao nosso tempo e ao nosso estádio civilizacional, está a ressurgir, deve-se exclusivamente à forma arrogante, estúpida e prepotente como a direita reacionária e franquista espanhola alimentou e está a lidar com o fenómeno.

Concluindo: o nacionalismo catalão e a extrema-direita franquista são dos dois maiores inimigos de Barcelona. No entanto, isso não seria tão preocupante se não se alimentassem um ao outro.

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Sábado, 27.04.19

Requiem de Jan Palach na Praça de S. Venceslau

REQUIEM DE JAN PALACH cantado ontem na Praça de S. Venceslau, em Praga, pelo Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra. Foi precisamente neste local que se imolou pelo fogo o estudante Jan Palach no dia 16 de Janeiro de 1969.

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Terça-feira, 23.04.19

Ajax e Benfica, duas escolas de formação simétricas

Santana-Maia Leonardo

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Ajax e Benfica representam hoje duas grandes escolas de formação assentes em filosofias diametralmente opostas e que reproduzem na perfeição a mentalidade holandesa e portuguesa.

Na Holanda, o Ajax aceita não só repartir as verbas dos direitos televisivos por todos os clubes da sua liga como ainda cede 10% das receitas da Champions para que o campeonato holandês seja mais competitivo e as vitórias mais difíceis de conquistar, designadamente nos jogos fora em que os estádios estão cheios de adeptos adversários.

Em Portugal, pelo contrário, os jogadores do Benfica jogam em estádios cheios de benfiquistas e contra equipas sem receitas para ter um plantel competitivo e onde os melhores jogadores nem sequer podem jogar contra o Benfica ou porque são emprestados ou porque são comprados com um ano de antecedência ou fruto de contratos manhosos ou porque são poupados para o jogo seguinte.

Na Holanda, formam-se jogadores para competir e vencer; aqui deformam-se jogadores porque a vitória já está praticamente garantida antes de se entrar em campo.

Enquanto, na Holanda, seria inconcebível e ofensivo para qualquer adepto do Ajax que uma equipa colocasse menos empenho ou fervor em vencer o Ajax, em Portugal, são os próprios dirigentes, comentadores e adeptos do Benfica que não têm vergonha sequer em manifestar a sua indignação pública na comunicação social e nas redes sociais sempre que um dos clubes a quem chamam “pequenos” coloca um maior empenho no jogo contra o Glorioso, chegando a insinuar, inclusive, que aqueles que se esforçam pela vitória estão ao serviço de terceiros????!!!!...

Com esta mentalidade e nestas circunstâncias, o estranho mesmo é como é que o Benfica não consegue ganhar sempre...

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Sexta-feira, 12.04.19

O Triunfo dos Porcos (na Liga)

Santana-Maia Leonardo

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Tal como aconteceu no “Triunfo dos Porcos”, também os regulamentos da liga portuguesa deverão ter sido reescritos por algum(s) porco(s) porque reproduzem fielmente o artigo reescrito pelo porco Napoleão no célebre livro de George Orwell: “todos os clubes são iguais mas há uns mais iguais do que os outros.”

Apesar de, na liga, não serem os porcos os animais mais iguais do que os outros não significa que não o sejam efectivamente, porque, como sabemos, em Portugal nem sempre a aparência exterior condiz com aquilo que se é na realidade.

Senão vejamos.

Na Liga dos Animais, os castores foram punidos com um jogo à porta fechada, enquanto as águias, pelos vistos, já vão com sete.

Enquanto os castores já cumpriram o jogo de castigo, as águias recorreram do castigo com providência cautelar, o que significa que nunca irão cumprir o mesmo, como é óbvio, ou não vivessem os clubes portugueses na Quinta dos Animais de George Orwell.

E não vão cumprir porque das duas uma: ou o recurso encontra pelo caminho um daqueles animais “que é mais igual do que os outros” ou, caso a condenação consiga chegar ao final sem esbarrar num desses animais (o que não é fácil), será revogada na altura da sua aplicação, isto é, daqui a dois ou três anos, por novos regulamentos aprovados, por unanimidade, por iniciativa do porco Napoleão.

Por esta andar, já não faltará muito para que a marcação de um penalti com recurso ao VAR contra águias, leões e dragões admita recurso e providência cautelar, para o TAD, Tribunal Administrativo e Tribunal Constitucional, o que significará que o penalti, a manter-se a condenação, só será marcado daqui a 4 ou 5 anos, caso os clubes e a competição ainda existam.

Aliás, estou absolutamente convencido que isto só ainda não sucedeu porque os árbitros lusos, na sua imensa prudência, evitam marcar penaltis decisivos contra os bichos da liga portuguesa que que são mais iguais do que os outros.

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Domingo, 07.04.19

Porquê? Até parece que não sabem a resposta....

Santana-Maia Leonardo

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Quando Rui Santos e muitos daqueles que por aí apregoam, escrevem e defendem que o Benfica, Sporting e Porto deviam descer de divisão, caso aquilo que toda a gente sabe se venha a provar, nunca se interrogaram por que razão isso é impossível de suceder ou por que razão já não sucedeu, face ao que todos sabemos?

Porque se descerem de divisão, a I Liga fica sem clubes e sem adeptos. Os jogos ficam sem espectadores e sem receitas. Quem é que vai querer comprar os direitos televisivos ou outros da liga portuguesa sem Benfica, Sporting e Porto?

Por outras palavras, Benfica, Sporting e Porto podem fazer o que quiserem, inclusive comprar árbitros e subornar jogadores, que nunca vão descer de divisão porque nenhum dos dirigentes que tem direito a voto na Liga e na Federação aceitaria que isso acontecesse, uma vez que todos vivem à conta destes três clubes: dirigentes, treinadores, jogadores, árbitros, televisões, jornalistas, comentadores e, inclusive, os putativos adeptos dos pequenos clubes que, em boa verdade, são adeptos de um destes três.

Ao contrário do que sucede em qualquer liga ou competição europeia, em Portugal, os putativos adeptos dos pequenos clubes só têm interesse que o clube da sua terra jogue na I Liga para poderem ver o Benfica, Sporting e Porto ao vivo na sua terrinha, os únicos clubes que os mobilizam, e a única preocupação dos dirigentes destes pequenos clubes é aumentar a capacidade do estádio ou até mudar de estádio para receber o maior número de adeptos, não do clube da casa, mas do clube adversário.

Portugal só tem três clubes e três clubes é um número manifestamente insuficiente quer para organizar uma verdadeira liga, quer para garantir a integridade da competição. 

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Quarta-feira, 03.04.19

As ligas de futebol e a liga hípica portuguesa

Santana-Maia Leonardo

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Uma liga de futebol é uma liga disputada por clubes de futebol de dimensões diferentes mas com a mesma dignidade e o mesmo tratamento competitivo.

Por sua vez, a liga hípica portuguesa é uma liga disputada por 3 clubes-cavaleiros e 15 clubes-obstáculos, o que significa que a competição apenas interessa do ponto de vista dos clubes cavaleiros, uma vez que os obstáculos, pela sua própria natureza, independentemente do seu tamanho, não têm adeptos, nem têm voz.

É precisamente este o retrato fiel da liga portuguesa. Basta ligar a televisão e ver o comentário desportivo.

E desafio qualquer português a indicar o nome de um programa desportivo de uma televisão nacional de Espanha, Inglaterra ou de qualquer outro país civilizado onde se comente apenas os jogos onde intervêm os maiores clubes e/ou onde participem comentadores afectos aos maiores clubes.

E por que razão é que isto sucede, se em todos os países há clubes muito maiores do que outros? Porque nos outros países existem clubes, independentemente do seu tamanho, enquanto aqui existem apenas três clubes, enquanto os outros são simples obstáculos e como tal são tratados.

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