Campeões! 8 ligas nos últimos 11 anos.
E o mais extraordinário é que isto parece normal.

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E o mais extraordinário é que isto parece normal.

Santana-Maia Leonardo

“Como não gostar da Catalunha? Como não se render a Barcelona, uma praça-forte do Mediterrâneo tocada pelas luzes da antiga e próspera Europa do norte? Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros e a Catalunha é a mais civilizada região de Espanha.”
Isto foi escrito hoje no Expresso por Miguel Sousa Tavares e reproduz precisamente aquilo que eu penso e que eu sinto.
Barcelona é a minha cidade: a cidade onde eu me revejo e com a qual me sinto inteiramente identificado.
Por outro lado, o madridismo centralista e franquista representa precisamente aquilo que eu mais rejeito, me incomoda e assusta.
Não sou nem nacionalista, nem um defensor da independência da Catalunha. Pelo contrário, gostaria muito de viver num estado ibérico, o que só não aconteceu precisamente pela arrogância e prepotência centralista de Castela.
E se hoje o nacionalismo catalão, um fenómeno absolutamente reacionário, desajustado ao nosso tempo e ao nosso estádio civilizacional, está a ressurgir, deve-se exclusivamente à forma arrogante, estúpida e prepotente como a direita reacionária e franquista espanhola alimentou e está a lidar com o fenómeno.
Concluindo: o nacionalismo catalão e a extrema-direita franquista são dos dois maiores inimigos de Barcelona. No entanto, isso não seria tão preocupante se não se alimentassem um ao outro.
REQUIEM DE JAN PALACH cantado ontem na Praça de S. Venceslau, em Praga, pelo Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra. Foi precisamente neste local que se imolou pelo fogo o estudante Jan Palach no dia 16 de Janeiro de 1969.

