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COLUNA VERTICAL



Domingo, 29.09.19

Bruno Lage, a única nódoa na Instituição

Santana-Maia Leonardo

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Vamos lá a ver se nos entendemos: agarrar alguém pelo pescoço, em tom agressivo, e apertar-lhe o pescoço é uma AGRESSÃO, independentemente de lhe ter dado um soco ou não. Relativamente ao murro é que foi uma tentativa que, se fosse concretizada, agravava a agressão.

Em todo o caso, a agressão do presidente do clube a um sócio não é de estranhar, tendo em conta que já foi motivo de risota a agressão de um seu capitão a um árbitro no estrangeiro, a agressão de um seu treinador a um polícia no final de um jogo e o assalto aos tribunais por parte do braço direito do senhor presidente que, ainda, hoje é elogiado por este como um super-profissional. De facto, só mesmo um super-profissional é que se dispunha a imolar-se que pelo seu chefe... Um profissional destes não tem preço!...

Hoje, na estrutura do Benfica, infelizmente, a única pessoa que destoa é Bruno Lage, pela sua correcção, pela sua educação e pela sua formação. Bruno Lage é mesmo a única NÓDOA num clube que tão bem representa o estado actual de degradação e podridão a que chegaram TODAS as instituições portuguesas.

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Sábado, 28.09.19

O Barça de Messi, o Benfica de Eusébio e o Sporting de Ronaldo

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Santana-Maia Leonardo

Não sei se sabem mas é proibido qualquer jogador dos escalões de formação do Barça receber qualquer prémio individual, seja de melhor jogador, melhor guarda-redes ou do que quer que seja em qualquer prova em que participe em representação do clube.

E eu estou 100% de acordo. Quem gosta de prémios individuais vai para o ténis. E em Portugal, este tipo de prémios individuais atingiu uma tal paranóia colectiva que os portugueses, em geral, passarem a ser adeptos de jogadores e não de clubes.

Sabem onde se encontram todos os troféus individuais ganhos por Messi? No Museu do Barça. E porquê? Porque Messi entende que os seus troféus individuais são fruto do esforço colectivo.

Os portugueses sempre detestaram o futebol, ao ponto de hoje terem deixado de ser adeptos de clubes para passar a ser adeptos de jogadores. E se fizerem uma sondagem vão chegar à conclusão que, de um momento para o outro, há mais portugueses adeptos do Atlético de Madrid do que da Juventus... Do Atlético de Madrid são, segundo os últimos dados disponíveis, seis milhões...

E há mesmo cretinos em Portugal que defendem que Messi devia sair do Barça para demonstrar o seu valor, como se o futebol fosse um duelo de pistoleiros e não um jogo de equipas.

No entanto, muitos destes cretinos gabam-se de Eusébio ter feito a sua carreira no Benfica???!!!... Com a diferença que Eusébio não teve opção porque foi do Benfica por imposição do ditador, enquanto Messi é do Barça porque está absolutamente identificado com o clube. Barça e Messi são a mesma coisa e Messi nunca abandonaria o Barça para qualquer outro grande clube europeu porque sabe que isso era uma facada nos adeptos do Barça.

Agora o que eu gostaria de saber era se caso Jorge Sampaio tivesse proibido a saída de CR7 do Sporting, o Sporting tinha ganhado tantas Champions e tantos campeonatos como ganhou o Benfica de Eusébio e o Barcelona de Messi.

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Terça-feira, 24.09.19

A hipocrisia faz parte do ADN Lusitano

Santana-Maia Leonardo - Diário As Beiras de 28/9/2019

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Devo, desde já, dizer que não sou um adepto dos prémios individuais por eleição, designadamente The Best e da Bola de Ouro, e sobretudo da sua excessiva valorização como se o futebol fosse um jogo individual. Portugal venceu a Final Four sem precisar de Ronaldo para lá chegar e foi campeão europeu sem precisar de Ronaldo para ganhar a final. E também não era Ronaldo que ia fazer do Sporting campeão europeu se de lá não tivesse saído. Se o Sporting tivesse sido campeão europeu com Ronaldo, já cá não estava quem falou... Agora ser campeão no Manchester United, Real Madrid ou Juventus também não é nada do outro mundo.

Tudo isto para dizer que os grandes jogadores são muitas vezes decisivos mas ninguém ganha o que quer que seja apenas com um jogador extraordinário. Em todo o caso, não era este o tema da nossa conversa, nem do título desta crónica. Por que razão é, então, a HIPOCRISIA UM TRAÇO TÍPICO DO ADN LUSITANO?

O ano passado não houve nenhum bom português, designadamente Ronaldo e seus familiares, que não se insurgisse contra a eleição de Modric como melhor jogador do mundo. Olhemos então para quem seria este ano o melhor jogador do mundo, segundo a votação de Ronaldo, o capitão da selecção portuguesa.

 O seu eleito, já que valoriza tanto a veia goleadora, foi o melhor marcador da Champions? Não.Foi o melhor marcador europeu? Também não.

Foi o goleador que venceu mais vezes o título de maior goleador europeu? Também não.

Foi o jogador que marcou mais golos na Liga Inglesa, Espanhola ou Italiana? Também não.

Se para Ronaldo e para os portugueses, o que conta é marcar golos, razão pela qual tanto criticaram a eleição de Modric, quem seria este ano o eleito de Ronaldo?...

Messi teve uma votação coerente. Elegeu, em primeiro lugar, o melhor goleador do campeão europeu Liverpool e da Liga Inglesa e, em segundo lugar, CR7 que este ano não teve uma época brilhante nem como goleador, nem na Juventus. Mas quem seria eleito o melhor jogador do mundo, se fosse o nosso capitão a escolher? Nada mais nada menos que... De Light!...

Ora, se Modric não merecia ter sido eleito o ano passado, o é que De Light ganhou este ano ou quantos golos marcou para ser eleito The Best???!!!.. Se querem melhor prova de como A HIPOCRISIA faz parte do ADN lusitano, ei-la!

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Segunda-feira, 23.09.19

Odeio a tirania

Tirania - E Burke.jpg

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Sábado, 21.09.19

Os forma(ta)dores

Santana-Maia Leonardo - Rede Regional de 16-9-2016

0 SM 1.jpgHá um ditado japonês de que eu gosto muito porque transcreve uma evidência da qual depende o sucesso das nações, sociedades e associações: "Quando duas pessoas pensam da mesma maneira, uma é dispensável."

E o que se constata em Portugal é que, salvo raras excepções, quase toda a gente é dispensável na medida em que a esmagadora maioria pensa como o seu chefe, ou melhor, nem sequer pensa: limita-se a reproduzir, como um papagaio, o que diz o chefe.

E os chefes portugueses, cientes da sua mediocridade e da sua incompetência, odeiam pessoas inteligentes.

É assim nos partidos, nas associações, nas repatições, nas escolas, nas famílias...

Desde o berço, há todo um esforço da sociedade portuguesa na formatação do pensamento único, para que ninguém ouse dizer, em voz alta, aquilo que todos vêem: o Rei vai nu.

Como dizia Bertrand Russell, "o problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas."

É, por isso, absolutamente natural que os nossos chefes, cheios de certezas, tenham horror às pessoas inteligentes.

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Segunda-feira, 16.09.19

A fé cega nas nossas instituições (mas apenas quando convêm)

Santana-Maia Leonardo - Diário As Beiras de 12-07-2017

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Não há político, banqueiro, agente ou dirigente desportivo que não seja apanhado com a mão na massa que não professe a sua confiança inabalável na nossa justiça. Dias Loureiro, Oliveira e Costa, José Sócrates, Ricardo Salgado, Pinto da Costa, etc. etc. e agora Luís Filipe Vieira, todos eles declararam solenemente a sua confiança inabalável na justiça portuguesa. Traduzido por miúdos: todos eles acreditam que, no final, a justiça os vai absolver.

Significa isso que não cometeram os crimes de que estão (ou estavam) indiciados, alguns dos quais foram praticados nas nossas barbas e à vista de toda a gente? No caso português, nem sequer é preciso ter olhos na cara. Basta o cheiro. Acho, por isso, extraordinária esta fé súbita dos benfiquistas nas nossas instituições, quando, ainda há bem pouco tempo, aquando do Apito Dourado, não demonstraram a mesma fé.

Mas vamos por partes. Todos os estados têm de ter instituições para legislar, governar e julgar mas isso não significa que todas as leis sejam boas, todas as decisões governamentais sejam correctas e todas as sentenças sejam justas. E sobretudo não significa que eu, assim como todos os cidadãos deste país,  tenha de ser obrigado a confiar aos deputados, governantes ou juízes o meu juízo ético sobre o que quer que seja.

Eu, pessoalmente, gosto de ser informado e de conhecer para formular a minha opinião, independentemente das leis, das decisões governamentais ou das sentenças. Até porque não é pelo facto de um tribunal absolver uma pessoa que ela não cometeu o crime.

Os tribunais, nas democracias ocidentais que têm por trave mestra o estado de direito, regem-se por regras formais que, muitas vezes, impedem a condenação do culpado mesmo quando a sua culpa é evidente, para já não falar do erro humano.

Dou-lhes um exemplo de um caso que foi notícia há já alguns anos: um indivíduo violou e matou uma criança na região de Lisboa. A PJ desconfiou do assassino e foi a casa da mãe onde ele morava. A mãe autorizou que entrassem e fizessem a busca à casa. No quarto onde dormia o assassino, descobriram a camisa que usava quando violou e matou o menor ainda com marcas de sangue deste. Com base nessa prova, foi condenado a perto de 20 anos de prisão. O seu advogado recorreu para o Supremo com base no facto da ilicitude na recolha da prova. O Supremo veio a dar-lhe razão: apesar da casa ser da mãe e esta ter autorizado a busca, a PJ não podia ter recolhido objetos pessoais do quarto do assassino sem autorização deste ou mandato judicial. Consequentemente o violador foi absolvido e libertado.

Nada a dizer da decisão. O respeito pelo estado de direito obriga muitas vezes a decisões revoltantes e chocantes como esta mas a alternativa seria pior porque abriria a porta à discricionariedade e ao abuso do poder por parte do estado e das autoridades. No entanto, o facto de o assassino ter sido absolvido não significa que não tenha cometido o crime. São duas coisas diferentes. Do ponto de vista jurídico, foi absolvido (por força das leis que nos regem) mas, do ponto de vista objectivo, é o autor do crime, sem qualquer sombra de dúvida.

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Sexta-feira, 13.09.19

A nossa justiça... Justiça?!...

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Terça-feira, 10.09.19

A liga dos batoteiros assumidos

Santana-Maia Leonardo

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Começou a Liga portuguesa e eu sinto-me autenticamente um polaco na 2 Guerra Mundial, ou seja, cercado por nazis e estalinistas. Os fascistas de Mussolini não entram nesta história porque vivem longe de mim.

Na argumentação fundamentalista dos sportinguistas e dos benfiquistas, há coisas que eu não consigo perceber. Quer os meus familiares e amigos sportinguistas, quer os meus familiares e amigos benfiquistas, não só reconhecem a desonestidade, o maquiavelismo e má formação moral e ética de Bruno de Carvalho e Filipe Vieira como justificam o seu apoio a estas duas sinistras criaturas por considerarem que os seus métodos são os únicos susceptíveis de fazer triunfar um clube na liga portuguesa????!!!!....

"Os fins justificam os meios." A frase de Maquiavel que traça a fronteira entre o totalitarismo e a democracia, entre os batoteiros e os desportistas.

E os argumentos de benfiquistas e sportinguistas são absolutamente idênticos. E os benfiquistas ainda vão mais longe ao lançar mão do Apito Dourado sem perceberem sequer que esse é um argumento que nunca deviam utilizar depois de tudo o que disseram sobre ele. Usar esse argumento para justificar a sua conduta causa a mesma repulsa que causaria um indivíduo justificar-se com o caso Casa Pia para desvalorizar o facto de ser um violador de menores. Puxar do argumento do Apito Dourado é colocar-se ao seu nível. O mesmo sucede com os sportinguistas.

E o mais extraordinário é que, reconhecendo todos a batota generalizada, ninguém abandona a mesa de jogo, procurando vencê-lo recorrendo aos mesmos métodos que denuncia. E não vale a pena procurar-lhes explicar a diferença entre um frango dado por um guarda-redes e guarda-redes pago para dar um frango ou a diferença entre um clube que empresta um jovem jogador para rodar de um clube que contrata, por grosso, os melhores jogadores das equipas adversárias para os emprestar às equipas adversárias com o propósito de as enfraquecer quando jogam contra elas, reforçá-las quando jogam com os adversários e controlar o seu voto nas assembleias da Liga.

Para os fundamentalistas, os fins justificam os meios. Por isso, não vale a pena tentar explicar-lhes a diferença porque não vão conseguir perceber. Para este tipo de gente, o importante é ganhar e não a forma como se ganha pelo que não conseguem distinguir a diferença entre um atleta que vence todas as corridas por ser o melhor do atleta que vence todas as corridas por fazer batota.

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Quinta-feira, 05.09.19

O Antes e o Depois...

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