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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Santana-Maia Leonardo

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Começou a Liga portuguesa e eu sinto-me autenticamente um polaco na 2 Guerra Mundial, ou seja, cercado por nazis e estalinistas. Os fascistas de Mussolini não entram nesta história porque vivem longe de mim.

Na argumentação fundamentalista dos sportinguistas e dos benfiquistas, há coisas que eu não consigo perceber. Quer os meus familiares e amigos sportinguistas, quer os meus familiares e amigos benfiquistas, não só reconhecem a desonestidade, o maquiavelismo e má formação moral e ética de Bruno de Carvalho e Filipe Vieira como justificam o seu apoio a estas duas sinistras criaturas por considerarem que os seus métodos são os únicos susceptíveis de fazer triunfar um clube na liga portuguesa????!!!!....

"Os fins justificam os meios." A frase de Maquiavel que traça a fronteira entre o totalitarismo e a democracia, entre os batoteiros e os desportistas.

E os argumentos de benfiquistas e sportinguistas são absolutamente idênticos. E os benfiquistas ainda vão mais longe ao lançar mão do Apito Dourado sem perceberem sequer que esse é um argumento que nunca deviam utilizar depois de tudo o que disseram sobre ele. Usar esse argumento para justificar a sua conduta causa a mesma repulsa que causaria um indivíduo justificar-se com o caso Casa Pia para desvalorizar o facto de ser um violador de menores. Puxar do argumento do Apito Dourado é colocar-se ao seu nível. O mesmo sucede com os sportinguistas.

E o mais extraordinário é que, reconhecendo todos a batota generalizada, ninguém abandona a mesa de jogo, procurando vencê-lo recorrendo aos mesmos métodos que denuncia. E não vale a pena procurar-lhes explicar a diferença entre um frango dado por um guarda-redes e guarda-redes pago para dar um frango ou a diferença entre um clube que empresta um jovem jogador para rodar de um clube que contrata, por grosso, os melhores jogadores das equipas adversárias para os emprestar às equipas adversárias com o propósito de as enfraquecer quando jogam contra elas, reforçá-las quando jogam com os adversários e controlar o seu voto nas assembleias da Liga.

Para os fundamentalistas, os fins justificam os meios. Por isso, não vale a pena tentar explicar-lhes a diferença porque não vão conseguir perceber. Para este tipo de gente, o importante é ganhar e não a forma como se ganha pelo que não conseguem distinguir a diferença entre um atleta que vence todas as corridas por ser o melhor do atleta que vence todas as corridas por fazer batota.