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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Santana-Maia Leonardo 

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Tal como acontece em Portugal, os jogos que têm maior valor de mercado em Espanha e no mundo são os jogos entre Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid. Com efeito, um torneio oficial que envolva estes três clubes gera receitas astronómicas, como toda a gente sabe.

Qual a diferença entre Portugal e Espanha?
Espanha, percebendo isso, passa a organizar a Supertaça Espanhola no modelo Final Four entre os vencedores da Liga e da Taça e o terceiro e quarto classificado da Liga Espanhola (não é rigorosamente assim, mas na prática é assim), o que implica a presença dos três colossos espanhóis e uma terceira grande equipa que este ano é o Valencia.

O Barça corre o risco de perder um troféu mas a competitividade da prova e as receitas que gera é o que é mais importante até para a implantação e fidelização da Liga Espanhola no mercado global.

Em Portugal, a liga também chegou à conclusão que no mercado do Portugal dos Pequeninos apenas têm interesse comercial os jogos entre Benfica, Sporting e Porto. E então o que congeminou para conseguir o resultado que os espanhóis conseguem de forma directa e transparente?

Conceber a Taça da Liga com uma fórmula altamente rebuscada e intencionalmente viciada que no final garanta o resultado pretendido. Ou seja, uma Final Four com Benfica, Sporting, Porto e Braga.

O problema é que os portugueses nunca foram bons a Matemática e, à excepção do ano passado, o resultado nunca é o esperado pelos autores da mágica fórmula.

Ora, não era possível, numa questão tão simples, os máximos dirigentes portugueses serem transparentes e fazerem como os espanhóis, em vez de andarem a inventar fórmulas que nunca dão o resultado esperado? Até para fazer batota é preciso ter um mínimo de inteligência e destreza intelectual.

Mas isso talvez seja pedir muito aos nossos super-batoteiros que estão habituados a fazer tudo às claras, sem grande esforço intelectual porque sabem que nada lhes sucede.