O Benfica como Estado Soberano
"Um Clube como Estado Soberano" é o título deste artigo do The New York Times (clicar sobre a foto para ler a notícia).
E o lead acrescenta: “Juízes, procuradores e até o primeiro-ministro de Portugal são apoiantes do Benfica. Mas o que acontece quando esses fãs podem presidir casos que afetam os interesses do clube?”
O jornal The New York Times não tem por hábito escrever textos sobre desporto e muito menos sobre clubes europeus. Mas o Benfica merece porque é o único clube no mundo que não é um clube: é o próprio Estado.
O 25 de Abril derrubou o Estado Novo mas deixou de pé a sua sua maior INSTITUIÇÃO. Ou melhor, A INSTITUIÇÃO. A maior pressupõe que existem outras. Ora, o Benfica, como o artigo reconhece e os benfiquistas orgulhosamente apregoam, é A INSTITUIÇÃO cujas ramificações capturaram o próprio Estado português, como, de resto, o estudo da Uefa de 2015 já indiciava.
Quando um clube tem mais de 50% dos adeptos num país com uma cultura político-desportiva de carácter mafioso baseada no fanatismo cego, todas as instituições e poderes do Estado ficam reféns da INSTITUIÇÃO, por força da esmagadora maioria de fiéis.
Santana-Maia Leonardo
