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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

 

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(clicar sobre a foto para ler a notícia)

O facto de os católicos não terem celebrado a Páscoa não significa que eu não possa celebrar as palavras de Quaresma.

E Quaresma está a demonstrar que a sua qualidade política não é inferior à sua qualidade futebolística, se bem que o termo de comparação, tendo em conta a boçalidade e a grau de hipocrisia extremo dos políticos no activo, também não seja o melhor.

Quaresma reúne, na sua argumentação, os ingredientes certos para dar baile a esta canalha que brinca à política e goza connosco todos os dias.

Afrontou André Ventura, no terreno dele, e arrancou-lhe a máscara, agindo com uma destreza e simplicidade que só está ao alcance de políticos de eleição.

"Ó André Ventura, já que gostas tanto de falar de futebol e de ciganos, vem cá falar comigo que sou cigano e futebolista!"

E André Ventura, na arrogância característica do Golias alfacinha, olhou de cima para baixo para o ciganito e disse-lhe: "Mas tu, que só sabes jogar à bola, atreves-te a falar de política como um génio político como eu que ainda por cima sou comentador do Glorioso?"

O povo, armado de varapaus, olhou para o ciganito com desdém, convencido de que este ia meter a viola no saco e baixar a crista.

Só que o ciganito agarrou na palavra, fez dois túneis e uma rabeta a André Ventura que o atirou ao chão e com uma trivela enfiou-lhe as palavras pela goela abaixo que o deixaram de olhos em bico.

"E para a próxima, meto-te a bola pelo intestino acima!"

Portugal precisava mesmo de ser liderado por uma pessoa como Quaresma, ou seja, por uma daquelas pessoas que os políticos de Lisboa tudo fazem impedir de se meter nos assuntos que lhes dizem respeito.

Ou será que os portugueses não se fartam de ser governados por idiotas e hipócritas residentes em Lisboa ou lambe-cus de Lisboa residentes em Lisboa mas com residência oficial longe de Lisboa para ganharem ajudas de custo?

Parafraseando um ilustre deputado cujo nome não me ocorre: JÁ CHEGA!

Santana-Maia Leonardo

 

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Consegui finalmente entender o que certos cronistas das redes sociais entendem por "Autoridade do Estado de democrático a funcionar".

A fronteira é extremamente fácil de estabelecer relativamente à posição do eleitorado socialista, quanto a este procedimento do ministério da Saúde.

E refiro-me apenas ao eleitorado socialista porque o governo é socialista e é, precisamente nestas situações, que se consegue avaliar o grau de convicção de cada um.

A fronteira entre as democracias liberais (ex: Alemanha, Inglaterra, Suécia, França, etc) e as democracias autoritárias (ex: Hungria), reside precisamente na transparência da governação e na exigência do seu escrutínio pelos próprios cidadãos.

"Em todos os governos, o mais seguro teste de excelência é a publicidade da sua administração, porque onde quer que haja secretismo, está implícita injustiça."

"Sempre que há mistério em qualquer assunto de governação, deve presumir-se que há fraude; sempre que há encobrimento em matéria de dinheiro, deve presumir-se que houve má administração."

Estes três princípios têm mais de 300 anos.

Mas, para os portugueses, como, de resto, é patente em todas as autarquias e nos Governos regionais, o modelo de referência e que sempre foi seguido por todos os governos é o das democracias autoritárias.

No entanto, porque somos um povo camaleão de uma hipocrisia extrema, conseguimos adoptar formalmente uma capa de democracia liberal para UE ver, quando sempre fomos uma democracia tão iliberal e autoritária como democracia hungara.

O cúmulo da hipocrisia atingiu o seu pico quando PS e PSD conseguiram atacar-se e defender-se mutuamente defendendo e atacando governos com perfil idêntico e os mesmos vícios de governação: o governo de Sócrates e de Alberto João Jardim.

Tal como a Hungria, Portugal devia ser expulso da UE e pelas mesmas razões.

Santana-Maia Leonardo

07 Mai, 2020

Sempre fui sueco

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(Clicar sobre a foto para ler a entrevista)

Na minha adolescência, a social-democracia sueca impunha-se como o grande modelo de referência das democracias liberais.

Agora, quando apareceu a pandemia, também me pareceu logo, por uma questão de intuição, a forma mais inteligente de abordar o combate à pandemia, como escrevi na altura.

O Bom é inimigo do Óptimo.

E das duas uma: ou as pessoas ficavam todas fechadas em casa, durante dois anos até aparecer a vacina, e morriam de fome; ou acabavam por ter de sair à rua e, quando chegasse a vacina, o problema já estaria, em grande parte, solucionado porque o vírus já tinha feito o seu percurso.

Ou seja, no final, o número de mortes pela COVID-19 não se alteraria pelo efeito do confinamento, uma vez que este teria de ser necessariamente reduzido, e a miséria provocada pela devastação económica provocada pelo confinamento seria muito mais elevada como já se está a assistir e ainda a procissão vai no adro.

Além disso, o facto de ter sido o único país europeu a seguir este caminho ainda mais credibilidade lhe dava, segundo o meu critério de avaliação: quanto maior for o número de pessoas a defender uma determinada solução, mais provável é essa solução estar errada.

Foi sempre assim na história da humanidade. Não se pode ter razão e ser maioria. Se a mediocridade é a maioria...

Santana-Maia Leonardo