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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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Quem tem suportado as megalomanias dos três clubes do regime têm sido os contribuintes portugueses, porque os presidentes não só não põem lá um cêntimo, até porque não têm, como só para lá vão para sacar dinheiro de que precisam.

Benfica, Sporting e Porto são verdadeiras empresas públicas falidas que são pagas, há décadas, pelos contribuintes a peso de ouro.

Mas isto não é de agora, nem começou com o BES, nem com o Novo Banco. O BES foi a forma que o Estado português, com o apoio do DDT, encontrou para financiar os clubes do regime e as SAD, dando ao povo aquilo que ele gosta. Com futebol e bolos se enganam os tolos...

E isto é tão evidente e natural que o próprio presidente Vilarinho não teve vergonha de dizer em público, em 2002, por que razão o Benfica apoiou o sportinguista Durão Barroso (clicar sobre a foto).

Mas Portugal e os portugueses são assim mesmo... Se todos os corruptos fossem presos, quem é que governava este país?

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Por um lado, a Barça TV cobre integralmente as eleições do Barça, desde a fase pré-eleitoral à fase eleitoral, quer com a cobertura das actividades dos pré-candidadatos, na fase pré-eleitoral, quer com a cobertura das actividades dos candidatos na fase eleitoral, promovendo debates, entrevistas e cobrindo as suas actividades.

E se há eleições mais concorridas, com mais polémicas e mais conflitos entre candidatos é nas eleições do Barça e a Barça TV serve precisamente para dar a conhecer aos sócios do Barça os diferentes pontos de vistas, as polémicas e afrontamentos entre candidatos.

É precisamente isto que distingue uma televisão de perfil fascista, que serve a direcção e que funciona como a voz do dono, de uma televisão democrática, que tem por função servir os sócios.

Por outro lado, a Barça TV, tal como todas as televisões de clubes na Europa, está proibida de transmitir, em exclusivo, jogos de futebol da Liga profissional, por violar a integridade da competição e a verdade desportiva. 

Não há, aliás, um único espanhol que consiga sequer imaginar que fosse possível, por exemplo, o jogo do último fim de semana entre o Barça e o Real Madrid ser transmitido, em exclusivo, na Barça TV, por operadores pagos pelo Barça e com comentadores pagos pelo Barça. Isto era impossível de suceder, não só porque é proibido pela LaLiga, como nenhum clube espanhol aceitava que fosse de outra forma. 

É precisamente isto que distingue uma liga de futebol, onde todos os clubes têm a mesma dignidade, de um circo romano, onde as regras são ditadas pelo Dono da Bola.

Santana-Maia Leonardo

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Era bom não confundir democracia e liberdade porque não só não são sinónimos como podem mesmo ser conceitos opostos, como acontece em muitas democracias africanas, sul americanas e em muitos países da ex-União Soviética, e na maioria das autarquias portuguesas.

A melhor definição que conheço de democracia é de Bernard Shaw: «A democracia é um mecanismo que garante que nunca seremos governados melhor do que aquilo que merecemos.»

E se tivermos em conta que, tal como ensinava Einstein, «a mediocridade é invencível porque os medíocres são a maioria», somos levados a concluir como Churchil que "a democracia é o pior sistema do mundo, se exceptuarmos todos os outros."

Churchil referia-se obviamente à democracia liberal porque é o único sistema democrático que compensa a perversidade dos resultados eleitorais que favorecem os medíocres, ou seja, a maioria, com a defesa da liberdade que protege e defende as minorias.

E esse equilíbrio é feito precisamente pela liberdade de criticar quem é eleito e a sua governação.

Ou seja, as democracias liberais encontraram na liberdade de expressão a forma de equilibrar a mediocridade da eleição, o que significa que a defesa dos eleitos apenas porque foram eleitos democraticamente é um argumento típico da maioria que os elegeu, mas que não revela grande inteligência, tal como ensinava Einstein.

Como diz o povo, "não se pode ter Razão e ser maioria".

Santana-Maia Leonardo

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