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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

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08 Ago, 2021

O Barça sem Messi

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Hoje foi o jogo de apresentação do Barça com a Juventus. Infelizmente não o vejo há dois anos, mas vi o último com o estádio cheio. A primeira vez que o estádio ficou lotado no Gamper. Quase 100.000 espectadores. Até parece que se estava a adivinhar o que estava para vir.

Penso, porém, que o Barça terá uma boa equipa, ao nível da Juventus. As grandes equipas europeias estão no campeonato inglês que se tornou a verdadeira Superliga Europeia e que continuará a cavar o fosso relativamente às equipas continentais.

O maior problema do Barça com a saída de Messi será principalmente económico, porque Messi gera receitas que nenhum outro jogador no mundo é capaz de gerar. Mas, com a pandemia, o Barça também perdeu grande parte dessas receitas e não será fácil recuperá-las.

Desportivamente, o impacto não será tão grande, porque a saída de Messi vai permitir ao Barça ter mais espaço e correr menos riscos defensivos.

É inútil uma orquestra contratar o melhor primeiro violino ou o melhor maestro se os outros músicos não forem muito bons. E esse é o problema do Barça nos últimos anos. A equipa não estava no nível de Messi. E no futebol, como numa orquestra sinfónica, é inútil ter o melhor se o resto não estiver ao seu nível. E a defesa e o meio-campo do Barça têm muitas limitações para jogar o futebol de Messi.

Santana-Maia Leonardo

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Todos sabíamos que isto, mais dia, menos dia, ia acontecer. Mas a pandemia precipitou tudo.

Messi foi o jogador mais barato de toda a história do Barça não só pelos êxitos desportivos que, segundo a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, transformou o Barça no melhor clube das duas primeiras décadas deste século, como também por ter transformado o Barça no mais rico do mundo.

Mas o Barça é um clube dos sócios que recusa transformar-se em SAD, o que significa que vive das receitas que gera: museu, lojas, publicidade, bilheteira, receitas televisivas, etc, sendo certo que as receitas televisivas representavam apenas 20% da totalidade das receitas.

Com a pandemia, o Barça perdeu só numa época 485 milhões de euros. E não vai ser fácil recuperar no próximo ano.

Segundo as regras da LaLiga, a quebra de receitas obriga o Barça a reduzir 200 milhões na massa salarial para inscrever novos jogadores, como seria o caso de Messi. Só que os jogadores que têm contrato em vigor e com vencimentos totalmente fora de mercado, à excepção de Piqué, não querem reduzir o que está contratado, esquecendo-se que só fizeram os contratos que fizeram porque Messi gerava receitas para lhes pagar.

Coutinho, Dembele, Umtiti, Griezman, Sérgio Roberto, Jordi Alba, Busquets... Além disso, à maioria deles, ninguém os quer nem dados. E por sermos obrigados a ficar com todos estes, o Barça não conseguiu inscrever Messi, quando tudo já estava acordado entre o clube e o jogador.

Que sejas feliz, Messi! Em breve vais poder regressar à tua casa!

Santana-Maia Leonardo 

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Odeio estes alfacinhas que se gabam de ter muito orgulho nas suas raízes alentejanas, mas, quando chegam a Lisboa, a primeira coisa que fazem é baixar as calças e fazer as suas necessidades em cima dos alentejanos.

Lisboa é a única capital da UE que concentra todas os centros do poder político, administrativo, judicial, financeiro, futebolístico e da comunicação social, assim como os principais Hospitais, obrigando os alentejanos, tal como o resto dos portugueses, a terem de viver dependentes de Lisboa.

E, como se isso não bastasse, ainda são aqueles que têm o privilégio de viver em Lisboa e de ter os transportes públicos que os alentejanos não têm, a ter 50% de desconto no estacionamento?!...

Santana-Maia Leonardo 

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Perante todas as evidências, políticos, banqueiros, gestores públicos e dirigentes associativos, suspeitos ou acusados de corrupção e crimes afins, assessorados pelos comentadores avençados do regime, pretendem convencer os idiotas de que apenas os tribunais, após trânsito em julgado da sentença (que, tal como o Narciso, só ocorrerá quando não for preciso), poderão avaliar a bondade ou maldade das suas condutas ou comportamentos e com base nas leis que eles próprios, ou alguém por eles, fabricou à sua medida.

Ora, importa esclarecer os mais inocentes que nem os tribunais são a consciência cívica dos cidadãos, nem todos os comportamentos indignos e censuráveis são ilícitos e nem sequer as decisões judiciais garantem que foi feita Justiça, no sentido comum do termo. Com efeito, as decisões judiciais assentam num pressuposto, a verdade formal (a verdade que resulta da prova produzida em julgamento que nunca é a verdade dos factos tal e qual aconteceram), que põe logo em causa o sentido da Justiça, como é entendido pelo homem comum.

O Estado de Direito é um sistema institucional onde todos estão sujeitos ao império do direito, sendo essa a forma encontrada que melhor protege os direitos de cada cidadão perante o poder, qualquer que ele seja. A Justiça, tal como é entendida pelo cidadão comum, colide muitas vezes com o Estado de Direito, na medida em que as decisões judiciais afastam-se, frequentemente e muito, da verdade material, nomeadamente, porque determinados meios de prova não são permitidos ou porque os prazos de prescrição já ocorreram. Ou seja, o facto de determinados acontecimentos terem ocorrido (a verdade material) não significa que seja dado como provado que tenham ocorrido e, muitas vezes, inclusive, dão-se como provados factos que nunca ocorreram (a verdade formal).

No entanto, nada obriga a que os associados de um clube ou os militantes de um partido tenham de pactuar ou estejam impedidos de agir contra aqueles que têm comportamentos reprováveis e lesivos do património, da honra e da dignidade das instituições que representam, mantendo-os nos cargos.

O mesmo se passa com o cidadão comum. Se um indivíduo encontrar a mulher na cama com o seu melhor amigo, não está obrigado a continuar a viver com ela e a conviver com o seu amigo até o tribunal, por sentença transitada em julgado, dar como provado que a sua mulher e o seu amigo lhe meteram os palitos, nem a fingir que não viu o que viu se o tribunal, porventura (o que pode muito bem acontecer, por falta de testemunhas), não der como provado que a sua mulher e o amigo o enganaram. Aliás, no caso de violência doméstica, as vítimas também não estão obrigadas a continuar a viver com os agressores até ao trânsito em julgado da sentença, apesar de os agressores se presumirem inocentes, enquanto a sentença não transitar em julgado.

Santana-Maia Leonardo - O Mirante de 23-7-2021 e Observador de 16-8-2021

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